“Num comício daquela pequena cidade, dizia o prefeito: – Minha gente! Durante todo o meu mandato, coloquei a minha honestidade acima de qualquer interesse político. Vocês podem ter certeza de que neste bolso – e batia no bolso do paletó com uma das mãos – NESTE BOLSO, nunca entrou dinheiro do povo. Neste instante alguém grita: – Paletó novo, hein?”
Talvez você tenha rido da piadinha acima assim como eu, quando a li pela primeira vez. Ok, ela nem é tão engraçada assim, eu é que rio de qualquer coisa. Mas o que é ainda menos engraçado é pensar que hoje os representantes da nação nutrem um desprezo tão grande pela honestidade. A coisa chegou a tal ponto que a percepção popular de um bom político se resume na máxima “rouba, mas faz”, que, aliás (e por incrível que pareça), foi um slogan não-oficial que rendeu votos a Adhemar de Barros na década de 50. É triste ver que esse oba-oba com o dinheiro público não é de agora. + Leia mais