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	<title>Yoga e Espiritualidade</title>
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	<description>Leandro Castello Branco é coordenador do Saraswati Studio de Yoga no Rio de Janeiro, pratica yoga há 10 anos. Morou seis meses na Índia e desde então teve a oportunidade de viajar estudando vedanta, yoga e meditação com diversos mestres como Swami Dayananda Saraswati, S.S. o Dalai Lama e o mestre zen Thich Nhat Hanh.</description>
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		<title>Meditação para a semana &#8211; Aceitando o passado</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jul 2012 16:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<category><![CDATA[yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[Respire longamente por cinco vezes e repita pausadamente: Que eu possa ter coragem de mudar aquilo que pode ser mudado. Que eu possa ter serenidade para aceitar com alegria aquilo que não pode ser mudado. Que eu possa ter a sabedoria para distinguir entre os dois. Que eu possa me desligar do passado, pois não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Respire longamente por cinco vezes e repita pausadamente:</p>
<p>Que eu possa ter coragem de mudar aquilo que pode ser mudado.</p>
<p>Que eu possa ter serenidade para aceitar com alegria aquilo que não pode ser mudado.</p>
<p>Que eu possa ter a sabedoria para distinguir entre os dois.</p>
<p>Que eu possa me desligar do passado, pois não posso mudá-lo.</p>
<p>Quando culpo alguém por algo que foi feito, isto me prende.</p>
<p>Que eu possa me desligar da culpa. O que aconteceu é um fato, e permanece como um fato.</p>
<p>Quando eu me apego à tristeza do que foi feito, eu mesmo me prendo.</p>
<p>Não há nada que eu possa fazer. Não há porquê alimentar remorso, ressentimento ou raiva.</p>
<p>Que eu não tente mudar, através destes sentimentos, aquilo que não pode ser mudado.</p>
<p>Que eu tenha a força para desejar e preencher o meu desejo.</p>
<p>Que eu possa fazer o esforço adequado para mudar o que posso.</p>
<p>Mudar o meu futuro, à luz do passado, está ao meu alcance.</p>
<p>Que eu possa não ter confusão com relação ao que posso e não posso mudar.</p>
<p>Vivendo o presente, eu me liberto de todas as mágoas, frustrações e fracassos.</p>
<p>Me liberto também das pressões das vitórias e glórias passadas.</p>
<p>Eu sou aquilo que sou.</p>
<p>E vivendo o presente eu sou livre.</p>
<p>Om Tat sat.</p>
<p>(adaptado de uma das meditações de Swami Dayananda Saraswati)</p>
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		<title>Posturas de Yoga &#8211; como fazer? Ou melhor &#8211; o que não fazer&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 28 May 2012 17:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Adicionar nova tag]]></category>
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		<description><![CDATA[Dicas para não-praticantes e, talvez principalmente, para praticantes. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda no tópico sobre asanas &#8211; as famosas &#8220;posturas&#8221; do Yoga &#8211; acho que, com a facilidade de acesso à informação que se tem hoje, seria bom colocar algumas dicas aqui que considero fundamentais pra quem quer tentar fazer algum exercício sozinha. Tradicionalmente, a melhor (e a única, na verdade) forma de aprender era com um professor capacitado. Mas, em tempos de Google, em que até o paciente quer saber mais que o médico, e de milhares de publicações nas bancas (algumas boas, outras péssimas), acho que vale mais evitar que as pessoas se machuquem se por acasovierem a tentar fazer algo por si só, em casa.</p>
<p>Costumo dizer que estas regras gerais são mais úteis para quem já pratica do que para quem nunca pisou num tapetinho de Yoga na vida. Isto porque existem estilo de prática muito intensos e, no desafio de &#8220;evoluir&#8221; numa postura, algumas pessoas esquecem os principais cuidados quando lidam com um de seus  maiores bens &#8211; a integridade física.<br />
Bom, vamos lá.<span id="more-204"></span></p>
<p><strong>Não-violência</strong></p>
<p>Assim, a primeira regra geral de execução das posturas coincide com o principal valor da prática de Yoga &#8211; ahimsa, ou não-violência. Respeite seu corpo. Durante os exercícios você entrará em contato com uma série de sensações, agradáveis e outras nem tanto, e eu diria que se deve dar mais atenção para estas últimas. As sensações de dor e desconforto dirão a você quando o exercício já deu o que tinha que dar e também se o nível de dificuldade está adequado. A sensação de dor é muito presente na prática, tanto pelo alongamento quanto pelo esforço muscular pedido. Por outro lado, o conforto é importante, pois harmoniza o nível de esforço e possibilita que se permaça um certo tempo numa posição sem que você se sinta como se estivesse escutando duas horas de propaganda política &#8211; num inferno. Numa posição bem executada, as sensações de conforto e desconforto convivem em harmonia. É possível sentir os efeitos de alongamento, contração muscular, etc, mas o seu foco não está nem totalmente no conforto (&#8220;ai, que maravilha&#8221;), nem no desconforto (&#8220;quanto tempo tenho que ficar aqui?!&#8221;). Embora seja discutível quanto tempo você deva permanecer numa posição, a sua respiração lhe dirá, como veremos agora.</p>
<p><strong>Respiração</strong></p>
<p>Para praticar existem diversas formas de respiração. Como é impossível ensinar satisfatoriamente qualquer uma delas por aqui, podemos nos contentar com o fato que nossa respiração durante a prática deve ser sempre <strong>profunda, regular</strong> e <strong>consciente </strong>(e somente pelas narinas!!!). O volume e a duração da sua inspiração se equivale ao da expiração, ou seja, a mesma quantidade de ar que entra, é a que sai; e o tempo que você leva para puxar o ar deve ser igual ao tempo que você leva para soltar o ar. É um pouco mais difícil do que parece regrar sua respiração desta maneira, mas uma vez conseguindo ela será um importante termômetro para a sua prática. Assim, toda vez que um exercício alterar muito qualquer destas três características, talvez seja uma boa idéia parar e descansar um pouco deitando no chão, ou sentar sobre os calcanhares, joelhos flexionados e encostando a testa no chão. Com o tempo você vai notar que o seu condicionamento melhora e o seu tempo de permanência nas poturas se alonga.</p>
<p>Como a respiração costuma ter um papel central na execução de posturas, evitemos determinar o tempo de duração de um exercício por minutos. Em vez disso, comece a prestar atenção ao número de respirações (decentes, é claro) que você é capaz de fazer em estado de esforço na postura. Em geral, eu diria que numa posição muito fácil podemos tentar ficar de 15 a 30 respirações, e numa muito difícil apenas 5 a 10 (parece pouco, né? mas não é, não, vai por mim). Acima de tudo que eu possa dizer aqui, ouça o seu corpo.</p>
<p><strong>Respeite a sua coluna &#8211; vocâ ainda vai precisar dela por um bom tempo</strong></p>
<p>Por último, considere que a prática gira em torno do bem-estar da sua coluna. Ou seja &#8211; dores no pescoço, na região lombar ou qualquer outra parte da linha da coluna não são bons sinais. É difícil alinhar a coluna em muitos exercícios e a única forma de fazer isso 100% é com algum professor experiente. Mas se você não tem acesso a isso, considere a seguinte dica (e lembre-se &#8211; não force jamais!). Pense na sua coluna como se fosse uma mangueira pela qual água deve fluir. Assim, qualquer movimento que pudesse interromper o fluxo de água numa mangueira comum de jardim deve ser evitado ao se lidar com a coluna, ou seja &#8211; nada de dobrar, torcer e esticar em demasia! Assim como a mangueira dobrada muito tempo, que adquire arcos como se fosse um bambolê, sua coluna também tem curvaturas que devem ser respeitadas (pois é, a coluna não é retinha!). Evite fazer movimentos e esforços que forcem essas curvaturas naturais da coluna.</p>
<p>A prática de asanas feita com dedicação e carinho e respeito por si mesma gera resultados impressionantes. Procure um professor capacitado e descubra!</p>
<p>Om Tat Sat.</p>
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		<title>Posturas &#8211; o Yoga que todo mundo conhece</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 18:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[cura]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando comecei esse blog fiz questão de frisar que Yoga é muito mais que os exercícios que vemos por aí nas revistas e na mídia em geral. É uma prática, melhor, um estilo de vida voltado para o auto-conhecimento, que tem sua origem numa época e num lugar em que cada fase da vida de [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Quando comecei esse blog fiz questão de frisar que Yoga é muito mais que os exercícios que vemos por aí nas revistas e na mídia em geral. É uma prática, melhor, um estilo de vida voltado para o auto-conhecimento, que tem sua origem numa época e num lugar em que cada fase da vida de um indivíduo (estudar, casar e mesmo se aposentar) estava voltada para a preparação da sua mente. Preparação pra quê? Para a realização de que já somos aquilo que buscamos, ou seja, somos a causa de toda a felicidade e toda a paz que experienciamos na vida. E assim, com essa visão do objetivo final em mente, se estudava astrologia, gramática, canto de mantras, e fazia-se uma série de outras coisas como rituais, meditações, etc.</p>
<p>Nesse contexto as poturas (chamadas de &#8220;asanas&#8221;) também tinham &#8211; e têm &#8211; o seu lugar. E um importante lugar, diga-se de passagem. <span id="more-196"></span></p>
<p>As posições de Yoga, muitas delas inspiradas nos animais ou batizadas com nomes de antigos sábios, são posturas psico-físicas. Isto quer dizer que além do benefício evidente que podemos ver nas pessoas (que o digam Fernanda Torres, Sting e Madonna), os exercícios têm também um efeito muito mais sutil. Para entender uma parte desta questão, não podemos esquecer que o corpo e a mente estão intimamente conectados. Você nunca viu uma amiga desmaiar por causa de algo que ela viu? Ou nunca passou mal, com o maior frio na barriga na expectativa de uma ligação de alguém? Pois é&#8230; A mente manda, o corpo obedece. E desta forma, as emoções que vamos cultivando durante nossa vida vão gerando seqüelas em nossa mente e, por conseqüência, no nosso corpo. Você nunca reparou que a pessoa tímida ou muito insegura tem a tendência a fechar o peito? Isso começa dando dores por causa da má-postura e pode acabar num problema mais sério na coluna.</p>
<p>Então, se a mente influi no corpo, com certeza o contrário será verdadeiro. Estudos com a nossa linguagem corporal inconsciente (coisas que fazemos sem perceber ao lidar com uma pessoa em determinada situação) mostram que ao assumir a postura que uma pessoa confiante teria, você abre caminho para sentir essa confiança em você. E esta é toda a questão &#8211; &#8220;tomar postura&#8221;. Nesse meu exemplo, ou seja, assumir uma postura mais confiante, como você imaginaria uma pessoa confiante, corajosa? Com certeza não veio à sua mente alguém com a cabeça baixa, o olhar recolhido, ombros encolhidos e a voz baixa. Pelo contrário! Uma pessoa confiante tem o peito aberto, a coluna ereta, os ombros abertos e a cabeça erguida. E assim, só para exemplificar, temos no repertório de asanas o que chamamos a &#8220;postura do guerreiro&#8221; ou do &#8220;herói&#8221;. Veja só com quê ela se parece.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-198" src="http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/files/2012/05/dsc_0273-300x199.jpg" alt="Postura do guerreiro" width="300" height="199" /></p>
<p>Talvez você já esteja entendendo onde quero chegar. Se pensamentos e emoções negativas têm impacto no nosso corpo, e por outro lado, gestos e posturas têm impacto na nossa mente, podemos curar nosso corpo com as posturas e, não só isso, mas podemos também curar nossa mente. É por isso que pessoas que entram numa aula de Yoga acabam sentindo coisas que não conseguem explicar e também é por isso que através da prática de posturas podemos combater os efeitos das doenças no corpo e, principalmente, na mente &#8211; onde elas são de fato geradas. É, pois é&#8230;  essa última parte foi séria. Em muitas tradições orientais acredita-se que as doenças são conseqüências de determinados estados mentais negativos, conscientes e inconscientes. Combater uma doença, portanto, pode ser feito através do corpo (com remédios, por exemplo), mas será muito mais eficaz se conseguirmos também combater o estado mental correspondente. Pra nossa sorte, a prática de posturas pode fazer as duas coisas.</p>
<p>Vou escrever ainda um pouco mais sobre as posturas, mas da próxima vez que vir na banca de jornal uma revistinha de Yoga para malhacão, com um camarada sorridente na capa, pode ter certeza que ele tem mesmo razão pra estar sorrindo. Ele só não sabe a razão ainda.</p>
<p>Om Tat Sat.</p>
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		<title>Retiro de yoga e autoconhecimento</title>
		<link>http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/2012/03/27/retiro-de-yoga-e-autoconhecimento/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Mar 2012 17:58:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O retiro é uma chance de ter um tempo só para você, longe das preocupações do dia-a-dia. Temos então oportunidade de entrar em contato com nossa real natureza através de práticas de yoga, meditação e relaxamento.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pra quem não tem programa para esse feriado de Páscoa que se aproxima, deixo a sugestão&#8230;</p>
<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-large wp-image-180" src="http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/files/2012/03/retiro-de-conhecimento-723x1024.jpg" alt="retiro-de-conhecimento" width="578" height="819" /></p>
<p style="text-align: center">
<p style="text-align: left">Em tempo &#8211; Saraswati é a deusa do conhecimento, representa a capacidade de saber, de compreender, de reter o conhecimento e de trazê-lo à memória quando se precisa dele. Quem está estudando pra concurso já pode eleger a nova santa padroeira&#8230;&#8230; <img src='http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p style="text-align: left">
]]></content:encoded>
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		<title>Voltei</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 20:23:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vacas, macaquinhos, motoristas ensandecidos e yoga. A Índia tem isso e muito mais.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Pessoal, desculpe o sumiço. Passei um tempinho na Índia, estudando, meditando, recarregando as baterias. A viagem pra lá é longa pra caramba. São mais de 20h horas de avião e ainda tive a idéia louca de pegar um táxi de Nova Delhi e ir pra onde eu queria, mais ao norte. Resultado – cinco horas da mais pura emoção em uma estrada indiana na alta madrugada e cinco ou seis situações de quase morte. Andar de carro na Índia épura emoção. Não sei se todos dirigem feito malucos pois em situação normal ninguém jamais daria um carro na mão de um maluco. Só posso dizer que sou grato pela maior parte da população andar a pé, de bicicleta ou de auto-riquixá (uma motinho malandra de 3 rodas com capota). A cidade, Rishikesh, onde eu já havia passado um mês anteriormente, não é exatamente longe da capital. O google maps diz que são 236km, e que você faz em 3h e meia, mas é mentira, não acreditem nele! </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O problema não são as estradas – estão muito melhores do que muitas das nossas aqui. O negócio são os carros indianos e quem está por trás do volante. Imagina a cena: uma via de mão e contra mão, lotada de caminhões, algumas carroças, vacas e alguns poucos carros de passeio. A velocidade máxima é 80km/h que é o que dá pra alcançar, forçando o motor, e até que é bom que seja assim. Por que quando o camarada na Índia quer fazer uma ultrapassagem, ele mete o carro na outra pista, pisa fundo e seja o que Deus quiser. Sabe quando você vê na outra direção uns faroisinhos crescendo, crescendo, e pensa “Ai meu Deus, não vai dar, não vai dar&#8230;.” E não dá mesmo! O outro carro é obrigado a ir pro acostamento da outra pista pra deixar a gente passar. Quando acontece isso aqui no Brasil, a gente pára o carro na hora e rola aquele climao de “caraça, quase morri.” Bom, lá o motorista nem piscou. Imagina agora 5h disso e você terá uma breve idéia do que é viajar de carro na Índia.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> Chegamos ao ashram (é assim que se chama o local de estudos clássicos) milagrosamente inteiros, por volta das 6 da manhã e um dia depois mergulhamos na rotina – 4:30 da manhã – templo, 7h meditação, 7:30 café, e por aí vai. Entre 4 aulas de vedanta (se tem alguém que não conhece esse termo ainda, tem uns textinhos passados que falam dele) diárias, com um dos maiores mestres vivos no assunto, aulas de mantras e a tranquilidade que só um lugar desses pode dar ao ser humano, eu diria que voltei meio não querendo voltar. Mas é o meu dever, meu dharma, e sigo alegremente em frente com as aulas, os cursos, retiros, e os textinhos aqui pra vocês.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> Estou de volta, perdoem o intervalo prolongado!</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> Por falar em retiro, vou conduzir um agora na Páscoa. Já, já mando detalhes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> Om Tat Sat.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">ps – vou tentar pôr umas fotinhos </span><span style="font-family: Wingdings" lang="PT-BR"><span>J</span></span><span lang="PT-BR"> </span></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Sobre o ano que começou</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 14:11:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[2012]]></category>
		<category><![CDATA[ano novo]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
		<category><![CDATA[yoga]]></category>

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		<description><![CDATA[É um pouco tarde, o ano já começou faz mais de um mês. Nesse meio tempo já conduzi um retiro de fim de ano, um retiro de fim de curso de Formação em Yoga, já fui a São Paulo dar curso sobre Tantra, e várias outras coisinhas&#8230;. Parece que a única coisa que ainda não [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>É um pouco tarde, o ano já começou faz mais de um mês. Nesse meio tempo já conduzi um retiro de fim de ano, um retiro de fim de curso de Formação em Yoga, já fui a São Paulo dar curso sobre Tantra, e várias outras coisinhas&#8230;. Parece que a única coisa que ainda não tinha feito era escrever aqui (minhas deculpas, aliás)!</p>
<p>Mas, bom, o ano começa tão marcado pelo nosso desejo de mudança, pela esperança de um período melhor em nossas vidas, que eu não resisiti mesmo correndo o risco do assunto deste post parecer datado. Escrevendo sobre yoga e espiritualidade sinto que é meu dever lembrar (a vocês e a mim mesmo) que para o ano ser melhor, nós é que devemos ser melhores.</p>
<p>A pessoa que saiu de 2011 é a mesma pessoa que entra em 2012, com os mesmos medos, as mesmas manias, os memos vícios, qualidades, preferências, aversões&#8230; Só que o no que chega nos traz a esperança de que tudo pode ser diferente. E pode mesmo, mas isso depende de nós que vamos viver esse ano.</p>
<p>Pra tudo ficar na mesma, não se precisa fazer nada. A inércia é uma tendência de se permanecer no estado em que se está, já diz a física. A mudança é o início de um movimento ou uma mudança de direção, e isso exige esforço. A honestidade de olhar pra dentro e o esforço para fazer diferente. Para nós, a força que impulsiona a mudança é o desejo. Mas, o desejo da mudança deve ser fortalecido pela reflexão, pelo auto-estudo e pela disciplina.</p>
<p>E por que? Porque às vezes queremos mudar, mas não sabemos exatamente o quê. Às vezes sabemos o quê, mas não como. E tem vezes que sabemos exatamente o que queremos e como chegar lá mas após um começo promissor, acabamos morrendo na praia. Por isso, o Yoga recomenda reflexão, auto-estudo e disciplina. Eu me vejo como sou, honestamente, onde quero chegar e me invisto da força para chegar lá. Eu me vejo capaz de mudar, capaz de ser alguém melhor.</p>
<p>Então, quando estiver no trânsito com pressa e alguém pedir passagem, quando vir alguém na rua perdido, quando tiver bebido um pouco e pensar em dirigir, quando for votar nos nossos governantes, faça diferente. Faça melhor, seja melhor, por um 2012 melhor para todos nós.</p>
<p>Om Tat Sat</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uma meditação sobre o &#8220;Eu&#8221;</title>
		<link>http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/2011/12/27/uma-meditacao-sobre-o-eu/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 13:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[O conteúdo da palavra “Eu” é pura consciência, sem nenhuma forma ou pensamento. Quando você ouve, se torna um ouvinte. Então, quando você pensa, se torna o pensador, quando pergunta, o perguntador. São muitos os papéis que você pode desempenhar: correr – corredor, falar – falador, dirigir, &#8211; dirigente. Nesses papéis que você desempenha, a [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O conteúdo da palavra “Eu” é pura consciência, sem nenhuma forma ou pensamento. Quando você ouve, se torna um ouvinte. Então, quando você pensa, se torna o pensador, quando pergunta, o perguntador. São muitos os papéis que você pode desempenhar: correr – corredor, falar – falador, dirigir, &#8211; dirigente. Nesses papéis que você desempenha, a Consciência,<span> </span>o “Eu” verdadeiro, é invariável, não afetada pelo que acontece nquele papel. Desde que seja somente o percebedor ou pensador você não tem problemas. Mas, quando interage com as pessoas, ou mesmo com os objetos, assumindo os diferentes papéis – como pai ou mãe, filho ou filha, marido ou mulher, vizinho, amigo, membro de uma religião, cidadão de um país, pessoa de uma raça específica – esses papéis trazem à tona certas reações da sua parte. Ser uma mãe é um papel, e portanto os problemas de ser mãe pertencem ao papel e deveriam ser limitados ao papel. Mas, é preciso muito auto-conhecimento para fazer de um papel somente um papel.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">A falta desse conhecimento mistura quem você realmente é com o papel que você eventualmente representa. E por causa do não-reconhecimento de que você está na verdade desempenhando um papel as reações vêm e se tornam muito reais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> É esta pessoa, com todas estas reações que se senta em meditação. E é por isso que a meditação não acontece. Se meditar é ser você mesmo, você precisa se livrar das “sobras”. Nesse exato momento você não é mulher, marido, empregada, ou patroa, vizinha ou amiga, brasileira ou indiana. Você é apenas uma pessoa. É por isso que você deve prestar atenção no agora, em meditação. Agora, você não representa papéis, mas a pessoa raivosa que você viu como sendo você, enquanto desempenhava um papel não se foi. A raiva está lá, a tristeza está lá, arrependimento, desapontamento, falha, desespero e frustração &#8211; todos estão lá.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><span> </span>Não há meio de ser você mesma, a não ser que você se dispa dessas “sobras”.<span id="more-162"></span></span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">E como se livrar das sobras? Ser uma pessoa, livres dessas sobras é olhar pra você mesma como uma pessoa, uma simples pessoa. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> Primeiro, visualize o céu azul. Como você se relaciona com ele? Como uma pessoa que não tem reclamações quanto ao céu sendo o que ele é, você se percebe sendo uma pessoa simples, consciente, vendo o céu e as estrelas. Você pode ser uma pessoa apreciativa, consciente. Você pode ser assim em outras situações também<span> </span>– mesmo nas situações que trazem problemas para você – sendo objetiva em relação a essas situações. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Quando você está meditando, você comanda essa objetividade, pois a situação não está realmente lá, mas somente é visualizada pela sua mente. Pense nas nuvens ou na falta delas. Pense nas chuvas ou na falta dela. Você acomoda. Você aceita a situação como ela é – que o ar existe, que o sol existe, que a lua existe, nada disso se torna um problema para você. Que o planeta é redondo não cria nenhuma reação em você.<span> </span>Que o planeta tem montanhas, vales, oceanos, ilhas, minerais, arvores, plantas, e ervas não incomoda você. Variedades de flores e frutas, animais, inclusive insetos, eles tem de ser aceitos primeiro e depois você lida com eles. Você não pode reagir com raiva contra um mosquito, mas você pode agir para eliminar os mosquitos. Ação sem raiva para atingir um certo resultado para melhorar a sua vida é necessário. Aja. Mas leve em consideração que no seu ato não há nenhuma ração. Um inseto é só um inseto, não importa o que ele faça (ou como ele faça), é como ele foi feito para agir. Aceite isso e aja. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Pense nas pessoas do seu pais. Aceite-as como elas são. Não há utilidade em se sentir frustrada. Acomode seu empregador, ou empregados, ou colegas. Lembre-se de que assim como você tem uma mente, todos eles têm também. Isso traz uma diferença entre vocês. Aceite a pessoa como ela é. Mude a pessoa se você puder, e se você considera que essa mudança é beneficial para vocês. Aceite o seu vizinho. Se você não o suporta, procure outros vizinhos. – deixe a vizinhança.<span> </span>Mas não deixe que esse vizinho domine os seus pensamentos, fazendo de você pesarosa e raivosa. Acomode-o como ele é. Não dê poder a essa pessoa para que ela a incomode. Acomode.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Todas as pessoas lutam com seus próprios medos, ansiedades, inseguranças, complexos. Acomode. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite seu pai e mãe como ele são. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você acha que eles não a entendem, comunique.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você acha que falhou, aceite. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite-os como são e faça o que quer que tem de ser feito</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite seu parceiro de vida.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">É com essa pessoa que você partilha sua vida. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite a pessoa como ela é, em todos os níveis. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você acha que a mudança é necessária, para o bem dos dois, faça o que precisar para mudar, mas primeiro aceite.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você diz “Se você não mudar, eu não aceito”, há uma reação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você aceitar, e só então trabalhar para a mudança,<span> </span>há espaço para o amor, para o entendimento, para o carinho.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">E algo é feito.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite o seu corpo – sua altura, seu peso, aparência, cor, sexo, doenças, incapacidades, inadequações, forças e virtudes.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite o corpo como ele é</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você puder curar a doença, cure.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você puder reduzir o seu peso, e se quiser, faça-o.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Mas, não rejeite o seu corpo só porque ele tem um problema. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Quando você rejeita, você reage.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Quando você aceita, você age.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite com amor e compreensão.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite a sua mente – seus temperamentos, movimentos, preconceitos. Aceite-os. Somente então, você pode mudá-los.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Aceite a limitação do conhecimento, e trabalhe pelo que você quer conhecer mais.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">E por último, mas não menos importante, aceite suas memórias. Que não haja uma memória que te incite a escapar dela. Cantando, dirigindo ou comprando feito louca só para escapar dos terrores da memória.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Memórias não machucam. Cada experiência deixa uma impressão que é para ser usada. Seja objetiva com relação à memória. Nenhum fragmento de memória vai assustá-la ou fazê-la arrepender-se do que aconteceu.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Arrepender-se não dá em nada. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Pode haver aprendizado através do que você passou, você fica mais sábia pelo que aconteceu. Reviva as memórias que a afligem. Olhe para elas como fragmentos de um passado morto. Que não haja nenhum a memória que você tenha medo de encarar. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Agora você é você mesma.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Um simples ser consciente, uma pessoa que é abençoada com memórias, mente, sentidos, corpo &#8211; tudo necessário para ver o mundo, experiência-lo, e fazer sua vida neste mundo interagindo com as situações e pessoas.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">E isto é tudo que existe – agir, saber, pensar, ver, ouvir&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Você é simplesmente uma pessoa.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Isto é meditação.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Seja você mesma.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Saiba mais sobre si.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Mesmo sem auto-conhecimento você pode ser simples e relativamente livre. E então quando você se volta para o aprendizado sobre si mesma as palavras soam como verdadeiras.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O que verdadeiramente conta na meditação é aquele que medita. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">(Traduzido e adaptado livremente do livro “Talks and Essays of Swami Dayananda&#8221;)</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Om Tat Sat.</span></p>
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		<title>Meditação reflexiva</title>
		<link>http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/2011/12/20/meditacao-reflexiva/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 Dec 2011 17:13:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Podemos tentar meditar também refletindo, seguindo uma linha de pensamento simples sobre quem somos realmente e o que nos impede de ver isso. ]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Achei muito legal o impacto das últimas meditações. Se eu tinha um objetivo com esse blog era passar à frente um conhecimento que adquiri ao longo dos anos com diferentes mestres e que, acima de tudo, fez uma diferença fundamental na minha vida. É muito emocionante ver o mesmo acontecer com algumas pessoas que, por acaso, calharam de ler o que escrevi.</p>
<p>Pensando nisso, sigo adiante com o tema da meditação, que, espero, todas possam ter visto que não é nenhum bicho de sete cabeças e qualquer um pode fazer. E o melhor &#8211; não é preciso ter nada, apenas um pouquinho de tempo e um lugar tranqüilo.</p>
<p>Uma meditaçãao excelente que podemos fazer também diz respeito à verdadeira natureza desse &#8220;Eu&#8221; que nós somos. Normalmente confundimos esse Eu com os papéis que representamos ao longo da vida. E assim, somos muitos &#8220;Eus&#8221; &#8211; o &#8220;Eu-mãe&#8221;, que age, fala e tem obrigações diferentes do &#8220;Eu-filha&#8221;, que é distinto do &#8220;Eu-esposa ou namorada&#8221;, que é diferente do &#8220;Eu-funcionária&#8221;, e por aí vai. Viver a vida é representar papéis, pois lidar com o outro é colocar-se em um papel. Quando estamos à frente do nosso filho temos o papel de educador, à frente do trabalho temos que desempenhar bem nossa função, pela qual somos pagos (às vezes, mal pagos, ok&#8230;), quando estamos à frente da pessoa amada somos confidentes, amantes, amigos&#8230;</p>
<p>Até aí nenhum problema, tudo normalzinho. Porém, ao nos identificarmos profundamente com esses papéis, acabamos nos confundindo com eles. E quando o papel de mãe, ou de amiga, ou qualquer outro apresenta alguma falha, nós sofremos com ela. E nos consideramos um fracasso completo por causa dela. E nos esquecemos que, por mais importantes e fundamentais que sejam nossos papéis, eles não nos definem. Nós é que os definimos. Podemos ser um desastre completo como empregados ou patrões, ou pais e mães equivocados, mas isso são apenas funções que desempenhamos e que, certamente, devemos lutar para fazer o nosso melhor. Mas nossa felicidade e realização pessoal não podem depender de um papel. Se assim for, elas serão extremamente frágeis. Pois se nossa realização é sermos pais perfeitos, que faremos se as escolhas dos nossos filhos se mostrarem equivocadas? Se  a nossa felicidade é o emprego, que fazer quando somos mandados embora? A nossa felicidade está em sermos nós mesmos, e estarmos satisfeitos com nós mesmos. E, aí sim, poder fazer qualquer coisa sem jogar nela a responsabilidade de nos fazer felizes.</p>
<p>E quando é que temos tempo para sermos nós mesmos? E mais, o que é &#8220;sermos nós mesmos&#8221;? Sempre que pensamos em nós é em referência a alguma outra coisa. Se você tentar falar alguma coisa sobre si sem o auxílio de algum outro objeto, você não vai conseguir dizer nada. Normalmente nos descrevemos para outras pessoas em termos do que gostamos, do que não gostamos, das nossas expectativas e das nossas experiências passadas.&#8221;Eu sou fulana, gosto de música, de sair com as amigas pra me divertir, não gosto de pessoas falsas, tenho 25 anos, já estudei Administração&#8230;&#8221;. Mas, afinal, quem é essa pessoa que fez isso tudo? Quem é que esse ser que se alegra e se entristece?  Quem é esse que envelhece aprendendo (ou não) com os erros?</p>
<p>A meditação que eu vou colocar no próximo post, é uma reflexão sobre esse &#8220;Eu&#8221;, que não conseguimos alcançar com o intelecto, esse que já é completo em si mesmo, que é a fonte da felicidade que buscamos. É o eu que existe sem exigir nada de si mesmo e que não exige nada de mais ninguém. Ela foi retirada e traduzida livremente de um livro chamado &#8220;Talks and Essays&#8221; de um dos meus mestres, Swami Dayananda.</p>
<p>Em breve colocarei ela online. Espero que aproveitem!</p>
<p>Om Tat Sat.</p>
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		<title>Yoga não é postura física, mas auto-conhecimento</title>
		<link>http://blogs.bolsademulher.com/yogaeespiritualidade/2011/11/09/yoga-nao-e-postura-fisica-mas-auto-conhecimento/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2011 16:21:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Diferentemente do que aparece aí na mídia, Yoga não é sentar-se feliz de pernas cruzadas. Praticar yoga é auto-estudo e reflexão. Éalgo que faz diferença na sua vida diária, resolvendo o problema fundamental do ser humano - sentir-se incompleto.]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal">Outro dia escrevi uma reflexão sobre os avanços tecnológicos e a vida que fica cada vez mais corrida. Até que ponto as descobertas da medicina e da ciência podem nos acrescentar algo, de fato?</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Os Vedas, as escrituras que fundamentam as práticas espirituais da Índia, incluindo o Yoga, são datados de milhares de anos atrás. Entretanto, o conhecimento contido ali está mais atual do que nunca. Desde as épocas antigas, em que o ser humano ainda morava perto do chão, ainda comia coisas que tinham no máximo quatro sílabas, dormia quando sentia sono e acordava quando devia, a humanidade percorreu um longo caminho. E não necessariamente para melhor.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Nos vemos hoje, em pleno século 21, com o mundo ao alcance de um clique do mouse, a medicina avançadíssima e vendo cada vez mais pessoas ultrapassarem a casa dos 100 anos com facilidade. Os olhos da ciência estão cada vez mais afiados e com eles enxergamos tanto a mais ínfima das partículas, quanto os confins do universo. A coisa chegou a tal ponto que espera-se dentro de poucos anos a descoberta da tal “partícula de Deus” (que fundamenta toda a matéria) e também a resposta para a criação do universo. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Se você descrever o nosso mundo assim para alguém de fora, parece que tudo vai às mil maravilhas. Mas, sabemos que não é assim.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Alguma coisa está faltando. Apesar dessa conexão tão próxima entre as pessoas do mundo, nunca nos sentimos tão sozinhos e essa sensação de individualidade e isolamento nos deixa entorpecidos para o sofrimento alheio. Passamos os séculos numa “evolução” que buscava ganhos materiais, esperando que esse ganho pudesse apaziguar uma carência interna, sempre presente. E agora, com o mundo aos nossos pés, nos damos conta de que nada disso é suficiente. Enxergamos as coisas mais minúsculas que um átomo, mas não podemos enxergar verdadeiramente a nós mesmos. E é aí que os Vedas mostram a sua importância atemporal. Porque eles falam sobre nós, sobre a razão pela qual sofremos e sobre o fato dessa dor, apesar de real, ter uma causa ilegítima.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Os Vedas falam sobre um ser humano cuja natureza é livre de limitações, completa, e, por isso mesmo, feliz. Falam sobre como ignoramos essa natureza e como, cegos, vagamos pelo mundo tentando achar a nós mesmos. Eles falam da impossibilidade de qualquer coisa poder preencher essa sensação de vazio, pois é da natureza dos objetos materiais serem passageiros. Tudo que é ganho, pode ser perdido. Mas, acima de tudo, os Vedas falam para lembrar ao ser humano que a sensação de individualidade e isolamento é falsa. Uma onda, por maior e mais forte que seja, não está separada do oceano. Nós somos um com toda a Criação e para redescobrir isso, devemos olhar para dentro e não para fora. Ao nos vermos separados, nós criamos nosso próprio sofrimento.</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"><br />
</span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">O estudo que leva à compreensão sobre quem nós realmente somos, devido à não-identificação com o corpo, a mente, os sentimentos e as emoções, é chamado Vedanta. O fruto desse estudo é a capacidade de viver satisfeitos com quem somos, da maneira que nós somos e ganhar a clareza para viver no mundo apreciando o que ele é, de fato – um fluxo do qual fazemos parte. </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR"> </span></p>
<p class="MsoNormal"><span lang="PT-BR">Que assim possamos ser como a folha que cai em um rio e não se debate contra a força das águas. Reconhecendo o poder da corrente, fluímos com ela para onde quer que ela nos leve.</span></p>
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		<title>Mini-curso de Meditação e Vedanta em São Paulo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Sep 2011 17:21:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>leandro castello branco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[alívio do stress]]></category>
		<category><![CDATA[curso]]></category>
		<category><![CDATA[mantra]]></category>
		<category><![CDATA[meditação]]></category>
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		<category><![CDATA[yoga]]></category>
		<category><![CDATA[zen]]></category>

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		<description><![CDATA[Oi, gente! Aproveito pra dizer que no dia 15/10, sábado, estarei no studio Yoga Flow, em São Paulo, com um curso sobre Vedanta e Meditação. Vou falar sobre a causa do sofrimento, de que maneira podemos lidar com ele e como a meditação pode ajudar com isso. Será um curso pequeno, apenas três horas e [...]]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Oi, gente!</p>
<p>Aproveito pra dizer que no dia 15/10, sábado, estarei no studio Yoga Flow, em São Paulo, com um curso sobre Vedanta e Meditação.</p>
<p>Vou falar sobre a causa do sofrimento, de que maneira podemos lidar com ele e como a meditação pode ajudar com isso. Será um curso pequeno, apenas três horas e meia, mais ou menos, e será baseado em um texto chamado &#8220;os Seis Versos sobre a Liberação&#8221;.</p>
<p>Mais informações vocês podem ver aqui, na página do Yoga Flow &#8211; http://www.yogaflow.com.br/#</p>
<p>Pra quem morar ou estiver em Sampa nessa data, eu recomendo pois é um bom estudo que fala sobre as razões do meditar e como podemos lidar melhor com nossas questões do dia-a-dia com muito menos stress.</p>
<p>Vejo vocês lá!</p>
<p>Om</p>
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