Pele Que Habito

Qual seu lugar na lista?

by Flávia Werlang em 1 de dezembro de 2012 | 15:24

Hello Stranger!

Você já se apaixonou por um D. Juan?

Não, o Don Juan não é aquele cara que xaveca várias ao mesmo tempo. Este é outro cara.  Vou refrescar sua memória.  Sabe aquele cara que é um fofo, nem sempre é um gato, mas tem uma lista de ex-namoradas e sempre tem uma agenda cheia de mulheres querendo sair com ele? Tudo o que ele posta no FB a mulherada cai em cima para “Curtir” correndo? Então, o D. Juan é destes.

Normalmente ele sai com UMA de CADA vez.  Ele é daqueles que faz listas e tem um ranking das suas conquistas. Para o D. Juan o sexo em si não é o fundamental da relação. Após a conquista, depois que a mulher “entrou para a lista”, ele mira o desejo para um novo alvo e, assim a última presa (que pode ter sido você) deixou de ter sua função.

Mas por quê, menina, entramos nessa e viramos “mais uma”? Depois de jurar para mim mesma que nunca mais iria cair em papo furado destes caras que prometem mundos e fundos e virar página virada na listinha de um destes descobri que no fundo, a nossa grande fantasia é que não entraremos na “lista” ou iremos fazer com que o Don Juan (ou Antônio, João, José…) desista dela.

“Toda mulher quer ser a menos uma da lista e não uma a mais na lista”, diz o psicanalista Marcus Quintaes na tese “É possível um homem amar uma mulher?”.  Segundo ele, as mulheres identificadas com este mito tanto são aquelas que aceitam fazer parte da lista como também aquelas que querem estar fora da lista, querem ser a menos uma da lista.

 

Como identificar um D. Juan.

 

O Uso da Máscara: Basta olharmos para a figura do mito. Ele usa uma máscara. Isso quer dizer que ele pode ser qualquer um e ao mesmo tempo todos. Ele pode se “moldar” de acordo com a ocasião, com o seu “objeto de sedução”.

Não “rivaliza com outros homens”:  Ele conquista as mulheres e as “libera” para o mundo e para os outros homens. No mito de D.Juan, não há espaço para o ciúmes ou a rivalidade com outros homens.

Acho que o mais importante disso tudo é pensarmos por que queremos acreditar que vamos ser “menos uma” da lista, ou seja, que vamos mudar o outro? Por que temos uma espécie de “pensamento mágico” que, lá no fundo, sabemos que não funciona no mundo real e mesmo assim insistimos em abrir mão de usá-los?

Kisses,

Flavia.

www.facebook.com/flavia.werlang

twitter.com/flaviawerlang

www.gravidasolteira.com.br

 

De volta!

by Flávia Werlang em 27 de novembro de 2012 | 17:28

Me perdoem o tempo fora da coluna. Volto a atualizar o Pele Que Habito novamente e prometo que agora sem interrupções!

Vi que o último post também está beeem desatualizado. Eu e o Mr. Pai da Luna tentamos um revival, mas a reconciliação não durou mais que dois meses.

E a vida de solteira segue bem e leve.

Confiram os posts.

Beijos,

Flavia.

Eu perdoo, Tu perdoas, Ele perdoa…

by Flávia Werlang em 2 de agosto de 2012 | 12:59

Nós perdoamos…

Para quem ainda não conhece a minha historia, aqui vai uma palhinha da “volta” com o pai da minha filha, Luna, a quem apelidei “carinhosamente” de Mr. Pai, para manter o anonimato dele. Há cerca de dois anos e meio nos conhecemos e após um “flerte” eu engravidei – sim, culpa da pílula do dia seguinte. Ele não “engravidou” comigo e assumi a gestação sozinha.

Após o dia 21 de setembro de 2010, o sopro de vida da Luna deu um novo sentido às emoções daquele cara que se mostrava tão frio e ele começou a demonstrar atos coerentes com a palavra “Pai”.  Nós não tínhamos nenhum outro contato além da relação pai e mãe até o dia 1 de maio deste ano (2012) quando ele foi a Florianópolis, onde eu estava morando, e tocou no assunto “Reconciliação”.

Mágoa, decepção… Abandono. Uma historia que pode ser conferida mais a fundo no blog Grávida Solteira (www.gravidasolteira.com.br). O que quero abordar no Pele Que Habito é o “Saber Perdoar”. Será que é possível perdoar o Mr. Pai e passar a ter uma relação de cumplicidade como qualquer casal?

Perdoar não significa esquecer. O que magoa a gente guarda, não tem jeito.  Perdoar é esfriar o sentimento de dor. Tem a ver com a capacidade de lidar e superar frustrações.

Percebi que PERDOAR o pai da minha filha significava sair da posição de vítima (uma posição passiva e cômoda) e ajudava a assumir a responsabilidade sobre os meus atos e escolhas – independente da opção dele em não fazer parte da nossa vida durante a gestação, em não querer dividir a vida comigo, etc.

Perdoar me dá uma condição ativa na minha – nossa – historia e me faz ter exercício sobre as minhas emoções. Assim, eu tenho responsabilidade sobre as minhas relações e não sou apenas uma expectadora do que acontece comigo. Talvez, seja o primeiro de muitos passos que eu esteja a percorrer na virada da minha jornada.

As malas que eu carrego

E o que eu quero levar dentro delas…

by Flávia Werlang em 20 de maio de 2012 | 12:00

As malas que eu carrego

Eu estou pensando nas malas que eu terei que arrumar amanhã… E no que eu quero levar dentro delas. Nesta minha mudança quero levar as GRANDES lições que aprendi nesta segunda estadia em Floripa, que sempre devo duvidar das palavras exageradas (Ah como é bom o meio termo!), que sempre devo fazer a pergunta básica: “O que você espera de mim e o que eu posso esperar de você?”.

Conheci pessoas maravilhosas (elas sabem quem são) e outras nem tanto, mas que foram necessárias para o meu crescimento e para escolhas melhores e mais seletivas.

Assim, minhas malas voltam mais vazias, mas bem mais valiosas. Estou muito seletiva para o que vai entrar no meu novo espaço – físico, emocional e espiritual. As malas estão mais leves, mas cheia de luxo: PAZ INTERIOR.

Como você entra nos seus relacionamentos?

by Flávia Werlang em 4 de maio de 2012 | 17:58

Em fevereiro, quando embarquei para Floripa em busca de uma nova etapa na minha vida, acabei entrando de cabeça em uma furada do coração e outra profissional. Na época,  uma amiga me chamou a atenção para a forma como eu entrava nos meus relacionamentos – independente da sua natureza.

“Você se atrapalha nos seus relacionamentos exatamente na hora de perguntar o que você pode esperar do outro e o que o outro espera de você”, disse ela. #Fato.

Quando eu aceitei a proposta de uma pessoa para a tal “vida nova” na Terra da Magia eu deixei de perguntá-lo  O QUE eu podia esperar de VERDADE.  Também não perguntei o quê ele realmente ESPERAVA de mim. Eram frases lindas. Promessas e mais promessas mas, quando ficamos face a face, cara a cara,  ele surtou com o excesso de realidade, e me mostrou a lição Número 1 (na prática) do que a amiga me disse. 

Eu queria amar, preencher um coração. As palavras eram bem escritas, mas faltava alguém, um personagem real de quem eu pudesse esperar atitudes e emoções coerentes com o que estava escrito. Ele apenas “passou” na minha vida para me mostrar esta lição.

Já dei várias vezes o pescoço para o vampiro. É a vítima quem cria o algoz. Não entro mais em nenhuma relação sem as minhas perguntinhas básicas. E você, tem feito as perguntas certas antes de “se jogar” em um relacionamento?

Dissecando palavras e valorizando atitudes

by Flávia Werlang em 20 de abril de 2012 | 20:36

Imagina estar em casa, tranqüila, serena, sem rompantes, em paz, longe
dos altos e baixos que todo este kit emocional proporciona e, de
repente, eis que chega na ‘Caixa de Entrada’ dos seus emails uma
mensagem de um ex-colega que você não vê, não fala e não escuta há
meses dizendo: “Parabéns pelo teu blog, imagino ser uma grande fonte
de força para vc e tb para muitas mulheres que cuidam dos seus
filhos(as). Admiro a tua força em encarar as coisas e dividir isso com
outras pessoas. Espero que encontres alguém a altura da tua luta.
Admiro muito o teu trabalho.”(sic). Agradeci. Ele continuou: “… Te
confesso que sempre penso em vc, na tua luta e na coragem que vc
assumiu o destino. Poucas pessoas tem essa força. Vc é especial. Sorte
da tua filha ter te encontrado.”… “Estou bem feliz por ter te
procurado. Não sei o que vc pensa sobre, mas acredito que podemos ser
felizes juntos. Estranho dizer isso, mas qdo te vi pela primeira vez,
pensei assim. Te perdi uma vez, o que já foi o bastante. E loucura
dizer isso?”
E continuou durante um mês: “O teu sorriso e o brilho nos teus olhos
já me farão o CARA mais sortudo…//Já te adianto quea tua vida não
sera a mesma… Vai mudar e muito. Mais paixão. Mais abraços. Mais
amor. Muitos beijos.
E todos adereços necessários para ser Feliz. Qdo a gente ficar
velhinho vamos lembrar desta bela loucura e historia que estamos
construindo.
Vem logo para poder te beijar, abraçar,……beijar,…Bjos bjos (sic).
Eram mensagens e mensagens e SMSs. Sim, eu também achei tudo aquilo
muito louco. Mas só por 10 minutos. Vocês lembram de Netuno em
conjunção com a lua na casa 7 do meu mapa astral? Pus os óculos mais
Pink que vi na minha frente e encarei o romance à distância vestida no
meu tubinho rosa chiclete.
Gente, teve até trilha sonora! Ele disse que perdeu a primeira chance
de ser feliz comigo quando me conheceu (own) e não poderia perder a
chance de ser feliz comigo desta segunda vez e me enviou a música Mapa
Mundi http://letras.terra.com.br/thiago-pethit/1660187/. Encantador,
né?
Tudo estava um sonho até que nos encontramos. De repente, era “nossa”
casa com direito a cópia da chave e tudo. Em dois dias havia alguma
coisa esquisita no ar, as mensagens haviam diminuído e estavam frias.
Pensei que era porque eu estava perto, seilá. Homem depois que
conquista a “presa” fica mais acomodado. Um dia, ele chegou em casa,
sentou no sofá e me disse, sem pedir licença, todos os meus defeitos. Sim, ele é um cara perspicaz e assim como sabia de cor todas as minhas qualidades, em poucos segundos ele foi direto no meu Calcanhar de Aquiles após uma súbita mudança de humor. E eu fiquei meses pensando o que eu tinha feito – ou o que eu não tinha feito - para conseguir ser tão rejeitada.
Dia destes, me deparei com o livro “Homens que não conseguem Amar”, de Steven Carter e Julia Sokol, da Sextante, que estava em uma caixa de
livros no canto do meu quarto. Folheei rapidamente algumas páginas
para tentar achar a resposta”. No capítulo 4 “O homem e seu conflito:
um mundo de duplas mensagens e comportamentos contraditórios” tem o relato de uma moça chamada Jan que desabafa: “Quando Martin e eu nos conhecemos, ele praticamente me perseguia. Para ele, nunca nos víamos o suficiente. Mas, de repente, ele ficou menos interessado em sexo. Achei que era por causa do cansaço o preocupações. Depois começou arrumar desculpas para não dormir comigo. Após, um mês percebi que ele estava provocando brigas. Era difícil acreditar que alguém poderi mudar tanto. O modo como ele me perseguiu e me abandonou foi muito injusto. Eu ficava me perguntando o que havia de errado comigo e commeu corpo”, afirma ela. Jan parecia comigo tentando explicar o que aconteceu. Mas, afinal, tinha explicação?

O livro mostra também o caso de Grégory, um homem com fobia a
compromissos, honesto o suficiente para admitir o seu comportamento:
“Acho que isso acontece quando uma parte de mim quer abandonar a
relação e eu não tenho coragem para fazê-lo. Então eu DISSECO a
mulher… Sempre que encontro com alguém que me atrai, no início acho
tudo perfeito. Mesmo as pequenas imperfeições são adoráveis. Mais
tarde, as mesmas coisas que eu achava bonitinhas começam a me enjoar”,
confessa.
O problema não é ele ter dito palavras bonitas e etcetc e tal, mas como e por que eu acreditei nelas? Eu não tenho mais idade nem bagagem para pôr os óculos cor-de-rosa e dizer “vambora”.
O que preciso hoje é de um relacionamento sólido e isso só acontece
no mundo real. Um relacionamento é construído – não através de
palavras – e sim através de atitudes – Ah, de preferência por
parceiros que têm “brio” de bancá-las!

 

A minha Pele pode ser a sua também.

by Flávia Werlang em | 19:55

A Pele que habito é uma coluna que vai falar de relacionamentos. Sou Flavia Werlang, jornalista e autora do blog www.gravidasolteira.com.br. Sou virginiana com ascendente em gêmeos e lua em sagitário. Netuno em conjunção com a minha lua na casa 7, a casa dos relacionamentos, me deixou como uma espécie de “daltônica emocional”: Eu tenho óculos cor-de-rosa para ver os homens. Ou melhor, escolho a dedo quem eu quero ver com óculos coral, pink, cor-de-rosa ou rosa bebê.

A coluna surge com a proposta de dividir com vocês o que tenho aprendido nos últimos relacionamentos. O nome foi inspirado no filme homônimo do Almodóvar. Para quem não assistiu ao filme, “A Pele que Habito” é a historia de um cirurgião, o doutor Ledgard, quesequestra um jovem (Vicente) durante anos e o transforma numa mulher (Vera). Almodóvar vai fundo da nossa psique ao abordar na trama a relação dúbia que se dá entre abusador e vítima, como disse Contardo Calligaris na coluna “A Pele que Habito – e a dos Outros”, na Folha de São Paulo, no dia 01/12/11.

Longe de querer analisar qualquer coisa, mas mostrar como acontece no “aqui e agora” e explorando as minhas – e quem sabe as suas – experiências reais, quero dar voz à pele que eu habito. E quem sabe, assim, dou voz à sua também?



perfil

Neste blog, Flávia Werlang fala sobre as aventuras de ser uma mulher moderna nos dias de hoje. www.gravidasolteira.com.br.