Hello Stranger!
Você já se apaixonou por um D. Juan?
Não, o Don Juan não é aquele cara que xaveca várias ao mesmo tempo. Este é outro cara. Vou refrescar sua memória. Sabe aquele cara que é um fofo, nem sempre é um gato, mas tem uma lista de ex-namoradas e sempre tem uma agenda cheia de mulheres querendo sair com ele? Tudo o que ele posta no FB a mulherada cai em cima para “Curtir” correndo? Então, o D. Juan é destes.
Normalmente ele sai com UMA de CADA vez. Ele é daqueles que faz listas e tem um ranking das suas conquistas. Para o D. Juan o sexo em si não é o fundamental da relação. Após a conquista, depois que a mulher “entrou para a lista”, ele mira o desejo para um novo alvo e, assim a última presa (que pode ter sido você) deixou de ter sua função.
Mas por quê, menina, entramos nessa e viramos “mais uma”? Depois de jurar para mim mesma que nunca mais iria cair em papo furado destes caras que prometem mundos e fundos e virar página virada na listinha de um destes descobri que no fundo, a nossa grande fantasia é que não entraremos na “lista” ou iremos fazer com que o Don Juan (ou Antônio, João, José…) desista dela.
“Toda mulher quer ser a menos uma da lista e não uma a mais na lista”, diz o psicanalista Marcus Quintaes na tese “É possível um homem amar uma mulher?”. Segundo ele, as mulheres identificadas com este mito tanto são aquelas que aceitam fazer parte da lista como também aquelas que querem estar fora da list
a, querem ser a menos uma da lista.
Como identificar um D. Juan.
O Uso da Máscara: Basta olharmos para a figura do mito. Ele usa uma máscara. Isso quer dizer que ele pode ser qualquer um e ao mesmo tempo todos. Ele pode se “moldar” de acordo com a ocasião, com o seu “objeto de sedução”.
Não “rivaliza com outros homens”: Ele conquista as mulheres e as “libera” para o mundo e para os outros homens. No mito de D.Juan, não há espaço para o ciúmes ou a rivalidade com outros homens.
Acho que o mais importante disso tudo é pensarmos por que queremos acreditar que vamos ser “menos uma” da lista, ou seja, que vamos mudar o outro? Por que temos uma espécie de “pensamento mágico” que, lá no fundo, sabemos que não funciona no mundo real e mesmo assim insistimos em abrir mão de usá-los?
Kisses,
Flavia.
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