Nada mais intrigante do que as dificuldades afetivas relatadas pelas mulheres poderosas, afinal, poder é justamente o que mais elas mais valorizam nos homens que querem conquistar a qualquer custo.
Também nada mais verdadeiro do que o temor inspirado pelas mulheres poderosas nos círculos masculinos, cuja foco de interesse não é exatamente a dimensão do poder, mas alguns recursos de sedução que as mulheres poderosas tendem a valorizar cada vez menos. O poder feminino, puro e simples, não estimula um único neurônio nos centros de prazer do cérebro masculino. Já a proporção correta entre a cintura e os quadris…
Amor não é um sentimento sensível aos critérios mais elementares de justiça, igualdade e fraternidade. Amor é algo diferente, é uma mistura de sentimentos irracionais maravilhosos. O verdadeiro amor é uma explosão espiritual involuntária, incontrolável, inebriante, caótica, um verdadeiro vício abastecido pelo que há de mais volátil nos circuitos cerebrais de qualquer um de nós. Não há como enquadrar o amor na lógica do politicamente correto, esse filhote monstrengo da reflexão antropológica concebida para domar os sentidos bárbaros que trouxemos da floresta.
Ironicamente, essa poderosa energia que nos remete ao paraíso é a mesma que nos faz caminhar nas fronteiras mais extremas da prudência, exatamente no ponto de corte onde o cérebro racional vacila frente ao prazer irracional da loucura. Parece exagero, mas é só olhar ao redor. O amor, a paixão, o amor paixão genuíno nos aproxima da essência mais refinada da loucura. É nele que desagua a energia dos nossos sentidos, o poder dos instintos, é através dele que nos aproximamos do homem verdadeiro, da besta, do animal que vive dentro da nossa cabeça e que não está nem aí para o poder que as mulheres não só precisam, como justamente merecem pelo que representam na vida de todos nós.
É complicado, mas é exatamente assim, maravilhosamente complicado. Quem consegue, consegue. Quem não consegue que mude, para melhor ou pior. É o preço.
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isa chic fez um comentário:
11 de agosto de 2012 | 0:31 #
no filme “seis dias,sete noites”o personagem de harrison ford diz para a mulher(anne heche):
“para uma muher conquistar um homem,basta que ela seja simplesmente mulher!”
não dá pra ficar nesa paranoia de competição,perfeição…