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Ser solidária

by carolinamouta em 17 de abril de 2009 | 7:16

Lembra quando você era criança, que brincar significava trocar, doar, emprestar? A Barbie da sua amiga tinha uma festa? A sua boneca tinha o vestido perfeito que ela precisava. Sua Barbie ia viajar? O trailer da Barbie-amiga estava a postos… Sem saber e com prazer, vocês estavam praticando solidariedade. E, hoje, como anda esse seu lado? Para resgatá-lo, basta um exercício simples: pratique!

Não estou falando simplesmente de fazer doações ou de se voluntariar em alguma instituição logo de cara. O conceito depende muito da visão de mundo que nós temos. Na maioria das vezes, a solidariedade é entendida apenas como ajuda eventual a alguém que dela necessita. E ser solidário não é só isso. A nossa proposta é mais modesta. Gentileza e educação fazem parte do ciclo da solidariedade. Se um "bom dia" hoje é artigo de luxo, comece resgatando esse hábito. Sorrir para alguém também faz o mundo ficar mais cor-de-rosa.

Aconteça o que acontecer, a secretária Júlia Dias, de 28 anos, não se deixa abater. "Mesmo quando não estou nos meus melhores dias, procuro passar um pouco de carinho para quem me rodeia. Não deixo de dar um 'bom dia' sequer, desde o porteiro do prédio onde moro ao presidente da empresa em que trabalho", conta. Você acha que não surte efeito? Engano seu.

Pequenos gestos solidários têm grandes poderes. "Uma vez, eu simplesmente agradeci à copeira da empresa por, todos os dias, fazer um café fresquinho. Eu a abracei e ela chorou. Disse que nunca ninguém tinha valorizado seu trabalho com um gesto daqueles. Sei que a fiz feliz e fiquei muito contente por isso", orgulha-se Júlia.

E qualquer dia é dia para dar o primeiro passo. Precisamos nos desprender da associação "fim de ano = solidariedade". Como ficam os outros meses? De nada adianta atingirmos o pico do amor ao próximo no Natal e esquecer que ele existe ao longo do ano. É mais do que necessário lembrar que quem precisa de algo, seja material ou não, não escolhe a época. Qualquer hora é hora de doar, compartilhar. Não é preciso uma tragédia para que possamos nos atentar a isso.

Solidariedade é tênue. Mas estar entre os sentimentos nobres não a impede de poder ser alcançada por todos. Basta querer. Um gesto de carinho aqui, uma preocupação com o outro ali e você já está no caminho certo. O essencial é ter boa vontade. Quando perceber, já estará completamente envolvido nesse sentimento viciante e, aí sim, poderá alçar voos maiores!

A professora Maria Helena Castro, de 58 anos, começou timidamente. De pouquinho em pouquinho. Com o passar do tempo, percebeu que tinha muito mais a dar. A constatação levou Leninha, como é conhecida, a buscar algumas instituições para doar seu tempo. "Em uma, eu conto histórias para crianças; em outra, preparo o lanche. Na terceira, faço companhia para idosos", diz a voluntária, que preenche três dias da sua semana com essas atividades.

E, sem sentir, já se vão 15 anos. "Quando minha filha mais nova se casou, abriu-se um vazio na minha vida. Eu quis repassar a dedicação que tinha com meus filhos para outras pessoas", explica Leninha que, quando pode, inclui os netos de 13, 10 e 8 anos na jornada solidária.

Maria Helena está mais do que certa. Com a vida corrida que levamos, olhar para o próprio umbigo é comum. Pior: é normal. As crianças precisam ter consciência de que este não é o melhor caminho e de que é preciso um novo trajeto. Na solidariedade, redescobrimos o sentido original da palavra respeito, da atenção a alguém, percebemos a beleza da partilha, da ação em conjunto. E mergulhamos no amor ao próximo, na paz. É bom para quem dá e para quem recebe!

Fazer pontes de ajuda para familiares, amigos, companheiros da escola, vizinhos ou gente do mundo inteiro não é tão difícil assim. E o mais importante: tem que ser de coração, sem esperar nada em troca.

Experimente ser solidário! Comece pelo seu mundinho, por quem está ao seu lado. Quando se sentir pronto para semear alegria e felicidade por aí, voluntarie-se em uma instituição. O que você pensa sobre esse desafio? Não sabe como fazer? A gente te ajuda:

Centro de Voluntariado – só em São Paulo
www.voluntariado.org.br

Parceiros Voluntários - só no Rio Grande do Sul
www.parceirosvoluntarios.org.br

Portal do Voluntário - Quase todo o Brasil

www.portaldovoluntario.org.br

Voluntários Online – Todo o Brasil

www.voluntariosonline.org.br

Voluntários - Todo o Brasil

www.voluntarios.com.br

Mundo feminino, mundo de Barbie

by Redação em 13 de abril de 2009 | 16:38

Toda mulher sabe ser múltipla. Podemos ser executivas, médicas, professoras, esportistas, surfistas, mães, filhas, esposas, românticas… Seja qual for nossa formação, vocação ou estilo, as inúmeras performances femininas mostram que a Barbie sempre nos representou. Em 50 anos, vimos muitas mulheres em uma só boneca. Mais do que isso: vimos nossos sonhos e realizações materializados por ela.

Barbie é referência de uma mulher que não teme se assumir. Admira roupas, maquiagem, acessórios e tudo que nos faz mais bonitas. Ela demonstrou que ser contemporânea não significa abrir mão da feminilidade. Pelo contrário. Barbie é um marco da mudança do comportamento feminino e da sociedade. Mulher moderna pode – e deve – ter diversos papéis, facetas, perfis… dar vazão aos instintos e valor aos sentimentos.

Hoje, a mulher não precisa mais optar por ser amada ou amar o trabalho, ter filhos ou ter carreira, ser bonita ou inteligente. Chegamos à conclusão de que podemos tudo. Desejamos tudo. Renunciamos à renúncia. Descrobrimos, ao longo dessas cinco décadas – juntamente com a Barbie -, quem somos e o que desejamos ser. E queremos ser felizes.

Trabalhar, mas cuidar dos filhos. Ganhar dinheiro, ter sucesso e também ter prazer em cozinhar para a família. A felicidade está na plenitude. Está na liberdade de seguirmos a vida conjugando os verbos ser e estar da forma que queremos, no tempo que precisamos.


Estamos sempre atrás de desafios. Ultrapassando limites, sejam físicos ou conceituais. Para toda mulher, barreiras servem para serem quebradas diariamente. É difícil aceitar um não como resposta. Somos assim no amor, na profissão e com nós mesmas. A esperança e o otimismo motivam esse ser único, que é a mulher.

O mundo de Barbie é rosa, romântico, sensível e delicado. Ao mesmo tempo, empreendedor, aventureiro, dinâmico e ousado. Nele, meninas brincam e aprendem a ser mulheres – um perfeito paralelo com o universo feminino, em que mulheres aprendem que nunca perdem a sua essência de menina.

Barbie e você: insubstituíveis

by danielapessoa em 2 de abril de 2009 | 15:44

Barbie marcou época, inspirando meninas, adolescentes, mulheres, filhas e mães nos últimos 50 anos. São cinco décadas celebrando moda, cultura, alegria e, principalmente, aspirações femininas. A boneca se tornou referência não apenas de feminilidade, mas também de liberdade. Sempre à frente de seu tempo, ela é um retrato fiel das mulheres e de suas conquistas ao longo desses anos. Barbie representa "tudo o que você quer ser" – e o que podemos realmente ser.

A pedagoga Amanda Veloso Alves, desde a infância louca pela Barbie, acredita que ela é uma boneca que nunca irá envelhecer ou ficar ultrapassada. "A Barbie tem esse poder de atravessar gerações, porque está sempre se transformando, acompanhando as mudanças. Você nota pelas roupas, pela atitude. Mas, ao mesmo tempo, a boneca mantém características inconfundíveis, como sua doçura. Barbie é sempre Barbie, a boneca nunca perderá seu encanto", afirma Amanda.

Para a empresária e advogada Márcia Giamas, a Barbie é ainda mais fascinante por representar cada tipo de mulher: a bailarina, a atleta, a celebridade, a top model, a fada, a princesa, a rainha ou simplesmente a mulher comum, como eu, como você. "A Barbie viveu de tudo, ela retratou todas as épocas. Acredito que ela reflete tudo aquilo que as mulheres foram no passado, o que somos hoje e aquilo que podemos ser no futuro", diz a empresária.

Sem dúvida, Barbie foi uma mulher a seu tempo e à frente de seu tempo. Não houve dia, mês, ano ou década que para ela tenha passado em branco. A boneca estava sempre lá, refletindo e ditando tendências e mudanças culturais, rompendo padrões sociais e servindo como modelo para mulheres de sua geração. E, afinal, que mulher sucumbe frente a obstáculos? Pode apostar que nem ela, nem eu e nem você. Porque força também é coisa de mulher.

Segundo a antropóloga Mirian Goldenberg, a Barbie é, sem dúvida, um modelo feminino com o qual as meninas convivem desde cedo e pelo qual se apaixonam. Mas, assim como a boneca, muitas mulheres também foram, elas próprias, ícones de seu tempo, lançadoras de tendências e modelos para outras mulheres de sua geração, verdadeiras Barbie girls. "Marilyn Monroe, por exemplo, foi polêmica para sua época. Era morena, fez sucesso como loira, tornou-se símbolo de beleza mundialmente conhecido, rompeu barreiras, ou seja, foi uma mulher audaciosa", cita a empresária e advogada Márcia Giamas, lembrando que Marilyn já foi retratada como Barbie.

No Brasil, Leila Diniz é um exemplo marcante de ousadia feminina. A atriz dos anos 60 revelava uma fórmula alegre de ser, quebrando tabus em uma época em que a repressão dominava o Brasil. Já dizia Leila: "A liberdade é uma opção de vida". Ela nunca foi Barbie, mas, para Leila, todo mundo tinha o direito de viver como quisesse, de ser tudo o que quisesse ser.

Leila era uma mulher que gostava dos amigos, de namorar, de dar risada, de dançar, era um inegavel sinônimo de atitude e irreverência. "A revolução de Leila Diniz foi trazer à tona comportamentos femininos já existentes, mas que eram vividos como estigmas, proibidos, ocultos. Ela contribuiu para tornar legitimado um modelo de ser mulher que não é só o de ser esposa e mãe", explica a antropóloga Mirian Goldenberg.

A top model Gisele Bündchen, que também nunca foi Barbie, mas que com aquele corpinho e rostinho de boneca poderia até ser, é mais um exemplo de beleza e feminilidade combinadas com ousadia e determinação. Nas passarelas, só dá Gisele. Mas a modelo não é apenas ícone da moda, ela também é um grande exemplo de vida, mostrando que querer é poder. Com muita garra, conquistou o mundo. A bela fez anúncios e fotografias para as grifes mais famosas, apareceu nos editoriais mais cobiçados de revistas e jornais, sem contar que já estrelou até como atriz em Hollywood.

Solidária, participou de campanhas que dão suporte a vítimas do HIV na África e, atualmente, preocupa-se em proteger a Floresta Amazônica. Modelo, atriz, ativista, filha, irmã, esposa… Afinal, recentemente, Gisele ganhou até mesmo o seu próprio Ken, o jogador de futebol americano Tom Brady, com quem se casou. Qualquer semelhança até agora não é mera coincidência. A Barbie tem mesmo um pouco de cada uma de nós – ou somos nós, mulheres, que temos um pouco da boneca? "Eu, por exemplo, sou a Barbie em pessoa, sou bastante versátil. Cuido da minha carreira, do marido, do bebê que acabou de chegar, sou mil em uma! Já notou como a Barbie também? Quantas profissões ela já teve? E quantas conquistas?", reflete a pedagoga Amanda Veloso Alves.

De fato, inúmeras. O segredo? Uma fórmula especial de alegria, jovialidade e pinceladas de ousadia. "Barbie é sinônimo de tudo isso e é esse o exemplo que devemos seguir: manter a mente sempre jovem para passarmos por cada etapa de nossas vidas com vigor e alegria. Difícil será alguma boneca superá-la!", afirma Amanda. Cá entre nós, ela é mesmo insubstituível, não é verdade? Assim como todas nós.



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É um movimento em prol de um mundo cor-de-rosa. Mais otimista, mais sensível, mais solidário, muito mais feminino. Um simples gesto pode mudar seu modo de ver a vida, pode tornar o dia de alguém melhor, pode pintar o mundo de rosa. E você, qual sua atitude rosa?