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Sobre as bolhas

by soniamelier em 29 de outubro de 2008 | 21:00

Rótulos de Champanhe. O que significam aquelas minúsculas letras seguidas por números nos rótulos dos champanhes?, pergunta uma atenta leitora. Sim, na maioria dos rótulos, temos um conjunto de letras, que normalmente indicam como e por quem foram elaborados os espumantes de Champagne. Revelam, portanto, o estilo dos vinhos e sua qualidade.

Pelo que sei, são sete as opções de letras, sempre seguidas por números.

‘Fora da região de Champanhe, os melhores espumantes são os italianos feitos com a Prosecco, os crémant da Alsácia, Borgonha, Loire, Limoux e Bordeaux. Para os espumantes mais doces, não deixe de experimentar os Moscato d'Asti

CM: Co-opératives-manipulants – cooperativas de plantadores que produzem seus champanhes.

ND: Negociant distributeur – compra o champanhe, cria uma marca própria e a distribui.

NM (a maioria dos produtores): Négociant-manipulant – não cultiva as uvas, mas as compra e produz em grandes quantidades.

RC: Recoltant cooperateur – alguém que faz parte de uma cooperativa, mas comercializa seu espumante com seu próprio nome (e não o da cooperativa).

RM: Récoltant-manipulants – plantam, produzem e vendem seus vinhos diretamente.

SR: Société de récoltants – produtores operando cooperativamente, mas não no formato de uma cooperativa

MA: Marque-auxiliaire – champanhe vendido com um nome diferente. Exemplo: um Dom Perignon vendido sob o rótulo do hotel Ritz, o lendário hotel parisiense.

Mais sobre as bolhas

- O preço de um champanhe é determinado pelo estilo de vinho dentro da garrafa. Um non-vintage (freqüentemente abreviado por NV) é uma mistura de vinhos de diferentes safras. São misturados de modo a manter o estilo da casa produtora. Um vintage é produto de um único ano, de uma determinada safra. É produzido apenas quando as uvas colhidas naquele ano apresentam qualidade excepcional. São identificados simplesmente pela presença do ano no rótulo. As Prestige cuvées são os melhores rótulos das grandes casas: a qualidade aqui pode ser excelente. Exemplos: o citado Dom Pérignon (da Moët et Chandon), Comtes de Champanhe (Taittinger), Belle Epoque (Perrier-Jouët), Dom Ruinart (da Ruinart) e a Cuvée Winston Churchill (uma homenagem da Pol Roger ao célebre primeiro ministro britânico, que a adorava).

- A casa Charles Heidsieck passou a registrar o ano que os seus champanhes NV são armazenados. O vinho na garrafa continua sendo uma mistura de vinhos de vários anos, mas a data em que ele, por fim, foi descansar na adega ajuda a diferenciar os diferentes blends. Não sei se outras casas estão indo atrás da boa idéia da Heidsieck.

- Os melhores champanhes precisam maturar por algum tempo.

- Beba o champanhe pelo menos uma ou duas horas depois de aberto.

- Deixe gelando e sirva quando a temperatura estiver entre 10 e 17º C. As marcas mais baratas precisam ser servidas mais geladas.

- Fora da região de Champanhe, os melhores espumantes são os italianos feitos com a Prosecco, os crémant da Alsácia, Borgonha, Loire, Limoux e Bordeaux. Para os espumantes mais doces, não deixe de experimentar os Moscato d'Asti.

- Nessa categoria, aliás, eu optaria pelos espumantes da Serra Gaúcha. Fora os prêmios internacionais que não cansam de receber, vimos na semana passada os elogios que sobre eles teceu o crítico americano Ed McCarthy. Veja aqui.

- Eu prefiro aquelas garrafas produzidas pelos Récoltant-manipulants (com as letras RM no rótulo): são espumantes artesanais, produzidos por pequenos produtores, mais interessantes e de melhor preço dos seus poderosos concorrentes industriais (aquelas com nomes reconhecíveis).

Um espaço só para espumantes. Já que estamos borbulhando, cai feito uma luva a chegada de uma loja virtual dedicadas exclusivamente a champanhes, espumantes e cavas.

A Espumantesweb, um braço da Vinhosweb, é um projeto de duas mulheres: Patrícia Possamai e Deyse Tanuri. A primeira, Patrícia, é enóloga, sommelier, professora do Curso de Sommelier e Enoturismo na Fisul de Garibaldi (RS) e do Curso de Sommelier no SENAC de Bento Gonçalves (RS). Deyse é administradora de empresas do setor vinícola há 10 anos, ex-presidente da Rota dos Espumantes da Serra Gaúcha, participou do projeto da APEX, de Exportação do Vinho Brasileiro Wines from Brazil.

"O consumo de espumantes vem crescendo, em média de 25% ao ano, o que faz com que surja a necessidade de uma especial atenção a este setor" – comenta Deyse. "O espumante, que antes só era degustado em comemorações especiais, hoje já é consumido quase que no dia a dia pelos brasileiros. A qualidade dos espumantes brasileiros e também o seu preço acessível ajudaram que esta bebida deixasse de ser consumida apenas em festas de finais de ano e ocasiões especiais".

Na Espumantesweb, o cliente pode trocar informações através de e-mail, skype ou até mesmo por telefone com a Patricia, cuja função é escolher bons e conceituados produtos para comercializar no site e recomendá-los aos clientes, sempre respeitando gostos individuais e orçamento. "Este assessoramento é um detalhe que facilita a compra do iniciante, mas também do experiente, ajudando-os a escolher a bebida certa para a ocasião perfeita", orgulha-se Deyse. Comparando com outros sites semelhantes no mercado, esse serviço vai além da simples venda de vinhos e divulgação de artigos relacionados ao tema.

Como lembra a Deyse: espumantes não são só para dias de festas. Mas como elas estão chegando, o novo espaço será de grande ajuda. É até melhor aproveitar agora para essas compras do que fazê-las nas vésperas.

Mais informações com a amiga Denise Cavalcanti: (11) 4612-4341.

Quando misturar é melhorar

by soniamelier em 27 de agosto de 2008 | 21:00

A maioria dos vinhos finos do mundo é feita misturando-se diferentes variedades de uvas. Por aqui (e na maior parte do Novo Mundo), muita gente ainda pensa que vinhos feitos com apenas uma cepa são superiores aos feitos com mais de uma. Instintivamente, pensamos que um puro Cabernet Sauvignon é melhor do que uma mistura dessa cepa com outras duas ou três variedades.

‘Pense num prato de feijão. Agora, pense numa feijoada, um corte de mais uma dezena de elementos que resultarão num alimento mais complexo, com várias nuances, extremamente mais saboroso e estimulante, mas nunca ofuscando o importante papel do feijão

Porém, o vinho feito de uma cepa dominante, ou varietal, é uma herança recente, um conceito desenvolvido na Universidade da Califórnia, em Davis, logo depois do fim da Lei Seca, em 1933. Os produtores americanos foram encorajados a plantar cepas de melhor qualidade, o que resultou no sucesso dos vinhos da Califórnia a partir dos anos 70. Para começar, o consumidor americano aprendeu a distinguir um Cabernet, por exemplo, dos até então usuais rótulos vendidos no país com nomes genéricos, como "Borgonha" ou "Chablis". E de fato, ainda hoje continua sendo mais fácil identificar o vinho pela cepa do que pela região de origem, como é a regra há muitos séculos em grande parte da Europa.

No Velho Mundo, os vinicultores aprenderam a fazer com que o cravo não brigasse com a rosa. E, ao contrário, unissem seus aromas, formando uma nova e preciosa unidade. Se duas ou mais variedades de uvas de grande qualidade são misturadas, cada qual complementando a outra, o resultado final tende ser sempre mais interessante do que o vinho feito apenas com uma só variedade.

No Novo Mundo, o foco está sobre um punhado de algumas variedades: as brancas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Riesling; e as tintas Merlot, Shiraz, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon – o que torna mais fácil entendermos o que bebemos.

Os franceses, por exemplo, preferem se concentrar na origem do vinho e por isso não vamos encontrar a palavra Sauvignon Blanc numa garrafa de Sancerre, ou Pinot Noir num vinho da Borgonha, e Merlot num rótulo de Bordeaux.

Claro que temos grandes vinhos feitos de uma só variedade, seja no Vale do Mosela, Alemanha (com a Riesling), seja no norte do Vale do Ródano, França (Syrah), na Borgonha (Chardonnay ou Pinot Noir), em Marlborough, Nova Zelândia (Sauvignon Blanc) ou no Vale de Napa, Califórnia (Cabernet Sauvignon). Mas é bom observar que na maioria dos países do Novo Mundo é permitido aos produtores acrescentar de 15 a 25% de outras variedades ao vinho, sem que isso seja mencionado no rótulo.

Uma Chardonnay pode conter uma pobre Colombard, numa técnica descrita por um vinicultor como "o equivalente a colocar sardinhas no mingau de aveia". Ou seja: uma brecha que possibilita a redução de custos e, algumas vezes, aproximar a bebida do medíocre.

Mas o fato é que os vinhos de corte fazem a imensa maioria das melhores garrafas. As mais famosas regiões vinícolas européias – Rioja, Vale do Duro, sul do Ródano, Chianti, Champagne e Bordeaux, por exemplo – basearam o seu sucesso combinando duas ou mais variedades.

Pense num prato de feijão. Agora, pense numa feijoada, um corte de mais uma dezena de elementos que resultarão num alimento mais complexo, com várias nuances, extremamente mais saboroso e estimulante, mas nunca ofuscando o importante papel do feijão. Com os vinhos, temos, por exemplo, o tinto Châteauneuf-du-Pape, do sul do Ródano, que usa até 13 variedades de uvas, inclusive brancas.

Em Bordeaux, a tradição e a lei permitem até cinco variedades: Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc, com pequenas quantidades de Petit Verdot e Malbec. E esse costume provavelmente se originou para proteger o vinicultor de acidentes. A Merlot e a Cabernet Sauvignon, por exemplo, têm ciclos de desenvolvimento diferentes. A Merlot amadurece mais cedo, o que a livra dos riscos das chuvas de outono. Já a Cabernet só ficará pronta para a colheita mais tarde, o que a coloca sujeita às chuvas. Jogando com essas diferenças, o produtor sempre estará protegido, garantindo ainda que o resultado final seja melhor do que um vinho feito apenas de uma só variedade (e sujeito a problemas com o clima).

Tomado simplesmente, um vinho de corte é aquele que combina dois ou mais vinhos para criar um novo. E o vinicultor, fora proteger-se contra os azares do clima, como vimos acima, faz isso para melhorar os aromas e a cor da bebida, para ajudar o pH de um vinho, aumentar ou reduzir a acidez, o volume de álcool e os taninos. Ainda, ajuda a ajustar o açúcar; corrigir a presença em demasia do sabor de carvalho.

Ele pode também fazer corte de diferentes variedades, misturar uvas de variados vinhedos, de diversas safras, vinhos com vinificações desiguais ou de barris variados.

Ao realizar essas combinações, o vinicultor está muito mais do que misturando ou adicionando uma quantidade de vinho a outro. Está criando complexidade, uma diversidade de sabores e aromas originais, mais ricos do que os teríamos com o vinho de uma só variedade.

Essa, inclusive, é a grande hora do vinicultor, a sua hora de maestro da melodia resultante dessas combinações. Rodgers e Hart, dois dos maiores compositores populares de todos os tempos, autores de grandes clássicos da música americana (Blue Moon, Bewitched, The Lady is a Tramp etc.) tiveram no cantor e trompetista Chet Baker talvez o maior intérprete de My Funny Valentine – foi sem dúvida o seu mais inspirado vinicultor (já viu que sou fã de carteirinha do trompetista).

A leitora prefere só o baião ou acha melhor o baião de dois (feijão de corda e arroz numa mesma panela, como reza a receita de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira)? Prefere os vinhos combinados, de corte, ou os varietais? Clique aqui para o Bolsa ou para a Soninha no soniamelier@terra.com.br

Da Adega

Os melhores do Wine Brasil Awards 2008. Entre os vencedores a Miolo, Salton, Pizzato e Panizzon receberam medalha Grande Ouro. Casa Valduga, Goes & Venturini, Boscato, Cordelier, Don Abel, Luiz Argenta, entre outros, ficaram o Ouro. Outros 27 rótulos de 14 vinícolas ficaram com Prata. No total, apenas 44 vinhos foram premiados, na rigorosa avaliação de um júri composto por 15 especialistas de diferentes países. Na avaliação, seguiu-se os critérios da Organisation Internationale de la Vigne et du Vin. A lista completa com os vinhos vencedores pode ser conferida no site da revista Vinho Magazine, um dos organizadores do evento.

Medalha de Ouro para Cabernet da Valduga. O Casa Valduga Cabernet Sauvignon Premium 2005 garantiu a única medalha de ouro para o Brasil no VinAgora International Wine Competition 2008, realizado em Budapeste, Hungria. A safra de 2005 é considerada a melhor de todos os tempos no Brasil.

É só esperar para ver

by soniamelier em 30 de julho de 2008 | 21:00

Jurados de nove países julgarão vinhos nacionais na quinta edição, agora em agosto, do "Wine Brasil Awards 2008", Concurso Nacional de Vinhos Finos. A parte técnica da avaliação é regulada pelo Concours Mondial de Bruxelles, um dos maiores concursos de vinho do mundo, há décadas avaliando vinhos e impondo que as provas sejam feitas às cegas.

Aproveito o evento para voltar a comentar sobre degustações de vinhos feitas dessa maneira, às cegas, privilégio de degustadores muito experimentes. São obrigatórios nas dificílimas provas para Master of Wine e Master Sommelier, por exemplo. Não são para qualquer nariz. O objetivo fundamental é de que o degustador faça um exame da bebida de modo mais isento e objetivo possível, e impedir que seja influenciado por rótulos, e formatos e cores de garrafas.

‘Num teste cego, nossas preferências podem ser influenciadas por informações pré-existentes que eventualmente tenhamos sobre o vinho, seu produtor ou a região de origem

Em 2005, falei aqui sobre um restaurante parisiense, o "Dans le Noir", dirigido e servido por cegos (perdão, deficientes visuais). O ambiente é um completo breu. Os clientes são levados às mesas por um garçom munido de lanterna (que presta apenas para os clientes). E prova do vinho às cegas, obrigatoriamente. É o restaurante que o escolhe. Pode ser divertido, mas eu teria dificuldades, pois me sentiria no "trem fantasma" de um parquinho de diversões. A cuca não ajudaria. Mas é no teste cego que vamos anular traços de subjetivismo que possam acompanhar os julgamentos. É, como chamei naquele artigo, uma prova de fogo, em que mesmo profissionais experientes cometem enganos, como demonstrou um teste feito pela Universidade da Califórnia, em Davis (cujo forte é a enologia).

Existem dois tipos de testes cegos: o duplo, no qual não sabemos nada sobre o vinho, a não ser o que vêm dentro da taça. Já no teste simples, sabemos pouquíssima coisa: ora a região, a safra ou as cepas. Ou uma mistura de alguns desses dados. O degustador tem uma tarefa parecida com a de Édipo diante da Esfinge: "Decifra-me ou te devoro".

Há alguns anos, o crítico de vinhos Oz Clarke foi levado a experimentar um tinto misterioso. Depois de muito cheirar e provar, o inglês declarou que estava indeciso entre o Paul Jaboulet Hermitage La Chapelle 1982 e o mesmo La Chapelle, mas da safra de 1983. É que, de brincadeira, misturaram em sua taça os dois vinhos. Um triunfo raro: o teste duplo, parece, avalia mais o provador do que o vinho.

Muita gente acha que esse tipo de prova é exclusivo dos vinhos. Nada disso: alimentos e bebidas são submetidos invariavelmente a testes cegos. E na medicina, também, na avaliação de exames, e em várias outras áreas de pesquisa científica.

Esse fundamento científico foi comprovado em passado recente a partir de uma celebre campanha publicitária da Pepsi-Cola (o "Desafio Pepsi", que rodou o mundo a partir de 1975). Nos comerciais da campanha, consumidores eram convidados a experimentar às cegas tanto a Pepsi quanto a Coca-Cola, sem saber qual marca estavam bebendo. Os consumidores invariavelmente preferiam o sabor da Pepsi.

O que os comerciais não diziam é que esse resultado não se refletia no resultado das vendas: a Coca-Cola era campeã absoluta. E, por isso, o Dr. Read Montague, neurocientista do Colégio Baylor de Medicina, no Texas, resolveu apurar as razões desse fato. Refez o desafio à sua maneira. Escaneou a atividade cerebral de voluntários através de um equipamento de imagens por ressonância magnética (MRI).

Na média, entre os consumidores de Pepsi, a resposta do putâmen, região do cérebro relacionada ao prazer e à satisfação, era cinco vezes mais ativa do que entre os consumidores de Coca.

Então, o neurologista repetiu a experiência, desta vez informando aos voluntários o que estavam bebendo. A atividade cerebral ficou alterada, em particular na área do córtex relacionada ao conhecimento. E a maioria disse agora preferir a Coca-Cola.

Na verdade, preferiram a imagem da marca e não exatamente o seu sabor. E as implicações com a degustação de vinhos são claras. Num teste cego, nossas preferências podem ser influenciadas por informações pré-existentes que eventualmente tenhamos sobre o vinho, seu produtor ou a região de origem.

No "Wine Brasil Awards 2008" teremos testes simples. Na prática do Concours Mondial de Bruxelles, o único detalhe revelado costuma ser o da safra. Os critérios dessa organização seguem modelos da OIV (Organização Internacional da Vinha e do Vinho, baseada na França, e da qual o Brasil é membro) e da União Internacional de Enólogos.

‘Os testes abertos, quando conhecemos o rótulo, o nome do vinho, seu produtor, origem, entre outras coisas, são também importantes: o vinho é analisado dentro de um contexto, como um crítico analisa um filme sabendo tudo sobre o seu diretor, já tendo visto outros filmes dele

Assim, entre os dias 10 e 15 de agosto, em Bento Gonçalves, RS, 15 jurados estarão julgando cerca de 200 vinhos nacionais quanto aos seus aspectos visuais (clareza etc), olfativos (intensidade etc) e gustativos (intensidade, persistência etc). Deverão estar divididos em grupos para vinhos brancos, tintos, rosados, espumantes, secos, doces, fortificados e bebidas destiladas. A avaliação será feita num ambiente que garanta as melhores condições de luminosidade, umidade, temperatura e silêncio. Um vinho será considerado excelente se receber a nota máxima: 100 pontos. E os testes cegos simples me parecem ainda a melhor maneira de avaliar uma grande quantidade de vinhos, como é o caso.

Os testes abertos, quando conhecemos o rótulo, o nome do vinho, seu produtor, origem, entre outras coisas, são também importantes: o vinho é analisado dentro de um contexto, como um crítico analisa um filme sabendo tudo sobre o seu diretor, já tendo visto outros filmes dele. Como crítico, ele deverá manter-se imparcial, isento, objetivo.

O Wine Awards será realizado no Villa Europa Hotel & SPA do Vinho, situado no coração do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. Ele oferecerá ao consumidor o aval de um júri altamente especializado e isento, e certamente ajudará a promover nossos vinhos aqui e no exterior. Estou certa, amiga, que nos sairemos muito bem. Testes cegos? É só esperar para ver.

Reúna amigos e sirva o vinho sem que vejam as garrafas. E conte aqui para o Bolsa ou para a Soninha (no soniamelier@terra.com.br) o que a turma conseguiu "adivinhar". Vai ser divertido.

Da Adega

Uvas e Cosméticos. Como vimos, o "Wine Brasil Awards 2008" será realizado no Villa Europa Hotel & SPA do Vinho. Esse SPA do Vinho justifica-se, pois lá os hóspedes poderão fazer tratamentos com vinhos ou com os produtos da francesa Caudalie, derivados da semente ou das cascas. Já existem linhas inteiras de maquiagem produzidas a partir da semente das uvas. Elas já demonstraram que possuem efeitos antioxidantes benéficos, seja para a redução da pressão arterial, para combater o mal de Alzheimer, o excesso de peso e o colesterol alto, segundo pesquisas recentes realizadas pela Universidade da Califórnia, em Davis. Essas pesquisas constituíram-se no primeiro estudo clínico em humanos para testar os efeitos dos extratos da semente de uva.

Conu Sur premiada. Três dos vinhos da Cono Sur, a 2ª maior vinícola chilena, acabam de ser premiados. O Cono Sur Bicicleta Pinot Noir 2007 ficou como "vinho tinto de melhor relação custo-benefício" pelo guia "The Best Wine of Ireland".

Num dos certames mais importantes da Ásia, o "Korea Wine Challenge", a vinícola ficou com o título de "Melhor Vinho Tinto Chileno", com o seu "Cono Sur 20 Barrels Limited Edition Merlot 2006" (que concorreu com 776 outros vinhos). E o seu "Cono Sur 20 Barrels Limited Edition Sauvignon Blanc 2007" recebeu medalha de ouro.

Os vinhos Cono Sur são distribuídos, com exclusividade no Brasil, pela Wine Premium, no televendas (11) 3040-3434 ou no quiosque da importadora no Shopping Villa Lobos em São Paulo.

Em resposta

by soniamelier em 16 de julho de 2008 | 21:00

O que houve com meu champagne? O leitor Roberto Angel quer saber por que "o Champagne, depois de gelado, se voltar à temperatura ambiente, não serve mais".

A resposta imediata seria a de que a garrafa tenha ficado aberta por longo tempo e suas espumas e bolhas se evaporado. A bebida perdeu a sua principal característica e ficou morna.

Bom, a temperatura ambiente num castelo medieval ou num salão refrigerado é ótima para vinhos. Mas aqui o normal é ficarmos entre 23 e 34º C, imprestáveis para vinhos, cervejas, refrigerantes e a maioria dos coquetéis alcoólicos.

‘Vinho está entre nós para enriquecer nossos sentidos (aroma, paladar, visão). Só fará dormir pelo excesso de álcool consumido. Não é um remédio

Em vinhos contendo dióxido de carbono, como os espumantes, quanto mais alta a temperatura, mais gás se evapora. Em temperaturas acima de 20º C, os componentes de sabor da bebida se evaporam mais facilmente, assim como o álcool. Na tal "temperatura ambiente", quente demais, o vinho ficará alcoólico, perderá acidez, estrutura, firmeza, perderá sua harmonia. Ou seja, "não serve mais", como diz o leitor.

Na segunda fase da produção de um champagne, o vinho parado vai para uma garrafa para que nela se produza uma segunda fermentação alcoólica, que resultará em dióxido de carbono (CO2), ou, em outras palavras, nas futuras bolhas e espumas. Um liquer de tirage (mistura de açúcar e levedos selecionados) é introduzido na garrafa para promover essa transformação. A garrafa é então selada com uma cápsula de metal.

Essa garrafa é levada para uma adega e armazenada por vários meses. Ela estará protegida de choques, luz, correntes de ar e mantida a uma temperatura constante entre 9 e 12º C. Numa temperatura mais baixa, as bolhas e espumas não aconteceriam; mais alta, ocorreriam depressa demais e teriam pouca duração. Na temperatura correta, com a fermentação ocorrendo lentamente, teríamos bolhas e espumas de maior duração. Dá para perceber a importância da temperatura entre os espumantes.

A garrafa de champagne deve ser guardada numa temperatura de 10 a 12º C, umidade de 60 a 70%, ser bem protegida, principalmente contra a presença de luz – perigoso inimigo dessa bebida. Por isso, as garrafas costumam ser de um verde bem escuro ou protegidas com um celofane amarelo. Nunca compre uma garrafa que esteja exposta livremente numa prateleira. Escolha a que ainda esteja na caixa.

Um champagne deve ser gelado num balde com gelo e água, com o primeiro constantemente renovado. Deve ser servido entre 6 e 8º C, se seco. Ou entre 5 e 6º C, se doce.

Se percebo que uma garrafa vai ficar no balde por algum tempo, volto a fechá-la para que perca apenas um mínimo de sua efervescência. Existem tampas especiais para espumantes. Veja aqui.

O suco e o sono. A leitora S.U. pergunta se suco de uva tem as mesmas propriedades do vinho para o sono. Ela tem problemas de insônia e gostaria de saber o que pode ajudá-la a dormir.

A pergunta é indicativa de como as notícias sobre vinho e saúde podem confundir os consumidores. Não estou me referindo imediatamente à leitora, que está querendo resolver o seu problema com um inocente suco de uvas.

Vinho está entre nós para enriquecer nossos sentidos (aroma, paladar, visão). Só fará dormir pelo excesso de álcool consumido. Não é um remédio. Contudo, a idéia de que o tinto, por exemplo, seja bom para a saúde parece irresistível para quem gosta de entornar um pouco a mais. Centenas de pesquisas vêm regularmente demonstrando que os tintos têm propriedades curativas. Eles são ricos em polifenóis, poderosos antioxidantes tidos como protetores contra câncer, doenças coronarianas, Alzheimer etc. destruindo moléculas que, de outra maneira, danificariam nossas células. Como isso é feito ainda é um mistério.

Recentemente, pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, um dos maiores e mais importantes centros acadêmicos de Israel, descobriram que vinho tinto com carne vermelha, uma combinação clássica, junta o agradável ao útil, no caso da saúde: componentes do vinho impedem a ação de pelo menos um elemento químico perigoso para nós, o terrível malondialdeído (MDA), implicado em casos de arteriosclerose, câncer, diabetes e uma série de outras doenças sérias.

A equipe de Jerusalém descobriu que os polifenóis do vinho tinto, se chegarem ao estômago no momento em que as gorduras estão liberando o tal malondialdeído e seus coleguinhas, podem interromper a viagem desses tóxicos rumo ao nosso sistema sangüíneo. Além disso, esses polifenóis do vinho reduzem o nível dos hidroperóxidos, outros grupo de agentes oxidantes, causadores de danos em nossas células.

‘Acho que o conjunto de benefícios das frutas (e em particular do suco de uvas) pode melhorar nossa qualidade de vida. E, com ela, a qualidade de nosso sono

Mas a pesquisa da equipe da Universidade Hebraica descobriu outro fato importantíssimo. O hábito de comermos frutas ao final das refeições é saudabilíssimo. Muitas frutas são, também, ricas em polifenóis (o vinho nada mais é do que um suco fermentado de frutas). Essas frutas vão chegar ao estômago no momento em que a digestão da carne está a ponto de liberar toxinas perigosas. E vão cortar o mal pela raiz.

O suco de uvas tem o mesmo efeito vasodilatador do vinho tinto, segundo comprova uma tese da cardiologista e médica do Instituto do Coração (Incor), da Faculdade de Medicina da USP, Silmara Regina Coimbra. Leia mais sobre essa tese aqui.

Segundo a Dra. Shirley de Campos, a composição do suco de uvas tem semelhanças com a do leite materno, sendo alimento privilegiado para ajudar em períodos de convalescença, de fadiga ou anemia. As qualidades de suco são muitas: alinham o combate a doenças cardíacas e hepáticas à acidez sangüínea (intoxicação por excesso de carne). É um valioso estimulante digestivo, eliminando o organismo o ácido úrico, causador da fadiga etc. Leia todo o artigo da Dra. Shirley aqui.

Contudo, em nenhum momento encontramos qualquer referência quanto ao suco de uvas como solução para problemas de insônia. Acho que o conjunto de benefícios das frutas (e em particular do suco de uvas) pode melhorar nossa qualidade de vida. E, com ela, a qualidade de nosso sono.

A pesquisa da Hebraica vem confirmar uma prática antiga, contida nesse ditado romano: ab ovo usque ad mala, literalmente "do ovo às maçãs" ou "do princípio ao fim", sobre o curso de uma refeição: começa pelo antepasto, os ovos, e termina na sobremesa, as maçãs. Ou seja: nas frutas. Experimente o suco de uvas ou o de outras frutas, leitora. Só vão fazer bem. Se a insônia continuar, fale com um médico.

Continue a nos consultar leitoras, via o Bolsa ou para a Soninha diretamente.

Da Adega

Mais prêmios para a Salton. A Vinícola Salton brilhou na 15ª. edição do Seléctions Mondiales 2008, realizada em Quebec, Canadá. Recebeu medalha de ouro com o Salton Desejo 2005 e medalhas de prata com o Salton Licoroso Intenso e o Salton Talento 2004. Em 2007, no total a vinícola recebeu mais de 20 medalhas em concursos realizados em vários países, da França, Argentina, Inglaterra, Alemanha e no Brasil. Veja mais no site da Salton.

Dias dos Pais. Se papai gosta de vinho, consulte o site da Vinhos Web. Há ofertas de vinhos e acessórios que podem interessar. E eles entregam em casa (no preço, o frete já está incluso).

Falando sério

by soniamelier em 4 de junho de 2008 | 21:00

1. Lua Cheia. O consumo de álcool sempre cai durante o período de lua cheia.

2. Lua de Mel. Na antiga Babilônia (a grande cidade-estado entre o Tigre e o Eufrates, próxima da atual Bagdá, fundada mais ou menos no século 18 a.C.), o pai da noiva fornecia uma grande quantidade de vinho de mel (mel fermentado e água) ao seu futuro genro, para que ele pudesse beber à vontade um mês antes do casório. Como utilizavam o calendário baseado nas fases da lua, esse período de vinho de mel grátis era chamado de "mês da lua" ou a hoje conhecida "lua de mel" (que seria problemática se o noivo passasse bebendo antes do casamento).

3. Ilusão. Beber faz cair a temperatura do corpo. Há uma ilusão de que nossa temperatura aumenta. É que o álcool faz dilatar nossas veias capilares, favorecendo a admissão de mais sangue morno.

4. Viagens. Fernão Magalhães (1480-1521), o navegador português que, a serviço da Espanha, realizou a primeira viagem de circunavegação, numa aventura que durou três anos (1519 a 1522), abasteceu sua frota com mais vinho Jerez do que com armas. Jerez, a leitora já sabe, é o vinho fortificado feito em torno da cidade de Jerez, Espanha. Ele seguiu os passos de Cristóvão Colombo, que trouxe na bagagem muito desse vinho tão prezado por Shakespeare (o bardo inglês menciona a bebida nada menos do que 50 vezes em oito de suas peças).

5. Leite. Apenas um copo de leite pode resultar em 0,2 de taxa de álcool no sangue. Em alguns estados norte-americanos, essa pequena quantidade pode levar menores de 21 anos a perder a licença de motorista (fora outras penalidades).

6. Proof (inglês para prova, evidência). Essa palavrinha está em rótulos de muitas bebidas alcoólicas. É uma medida de quanto de etanol existe nelas: corresponde a aproximadamente duas vezes a taxa de álcool por volume. Se numa garrafa de gim, por exemplo, lemos 80 proof, a bebida tem 40% de álcool na garrafa.

A expressão se originou em 1651, quando os pagamentos aos marinheiros ingleses incluíam rações de rum. Para assegurar que a bebida não havia sido batizada com água, faziam uma prova, adicionando pólvora. Se a bebida não inflamasse, é porque tinha sido misturada com água. Já se pegasse fogo, todos ficavam contentes. A Marinha Britânica acabou com essa prática apenas em 1970.

7. Speakeasy. Era um botequim clandestino nos tempos da Lei Seca nos Estados Unidos (1920-1933). A palavra, uma gíria, aparentemente teve origem no fato de que as pessoas sussurravam uma senha, uma palavra código através de uma fenda na porta do boteco para poder entrar. Daí o "fala fácil" ou "fala baixo", numa tentativa de tradução.

8. Whiskey e Whisky. Com o "e", whiskey é o destilado de grãos nos Estados Unidos e Irlanda. A palavra se origina do gaélico "uisge beatha" e quer dizer "água da vida" (que com o tempo foi abreviada e corrompida, resultando no "whiskey"). Já Whisky, sem o "e", é o mesmo destilado de grãos, mas na Escócia e Canadá.

9. O nosso alambique. O corpo humano produz naturalmente o seu próprio suprimento de álcool, de modo contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana. Os níveis normais dessa produção ficam entre 0,01 e 0,03 mg de álcool na corrente sangüínea. Embora produzamos nosso próprio álcool, ainda se desconhecem a razão pela qual algumas pessoas desenvolvem reações alérgicas quando bebem.

10. É proibido proibir. A Lei Seca, a mesma referida no item 7, enriqueceu muita gente. A mais famosa delas, Al Capone, faturava 60 milhões (isso mesmo, 60 milhões) de dólares por ano (sem impostos, claro). Mas nem todos se beneficiavam. No período, em Chicago, uma espécie de central do crime do país (talvez o Rio de Janeiro da época), cerca de 800 gângsters foram mortos em tiroteios (entre eles ou com a polícia) e milhares de pessoas morreram, ficaram cegas ou paralíticas em razão de bebidas contaminadas (feitas em fundos de quintal etc.).

11. O famoso terroir. Vinho bom costuma vir de solos pobres ("quanto pior, melhor", afirma o livro Wine For Dummies, de Ed McCarthy e Mary Ewing-Mulligan).

12. Cwrw. Essa é a palavra para cerveja no País de Gales, Grã-Bretanha. Sua pronúncia aproximada é "cu-ru".

13. As bolhas. Estima-se em 49 bilhões a quantidade de bolhas numa garrafa de Champagne.

14. O mais raro conhaque. E também o mais velho, o mais fino e mais caro. É o L'Esprit de Courvoisier, feito com uma mistura de conhaques destilados desde 1802 (ou seja, desde os tempos de Napoleão Bonaparte) até 1931. Uma dose, 44 ml, custa uns US$ 350,00. A garrafa é feita em delicado cristal Lalique.

15. Os copos de Napoleão. Courvoisier era o conhaque preferido de Napoleão Bonaparte (levou vários barris com ele para o seu exílio em Santa Helena, uma ilha no sul do Atlântico). Mas o imperador só não conseguiu levar o Chambertin, seu vinho mais querido. É um Grand Cru, produzido num dos mais respeitados vinhedos da Borgonha. O imperador o levava em todas as suas campanhas. Em Santa Helena, ele bebia diariamente o lendário Vin de Constantia, um vinho doce feito na África do Sul desde o século 17. Napoleão recebeu, do início de seu exílio, em 1815, até o sua morte em 1821 (supostamente envenenado com arsênio misturado ao vinho), um total de 1.126 litros desse néctar (sem o arsênico, claro).

16. Bem-vinda ao museu. Visite o Museu do Vinho em Paris. Veja o filmete. Ao vivo, ele fica a dois passos da Torre Eiffel, na Rue des Eaux 5, square Charles Dickens – 75016. Lá pelas tantas você vai passar por Napoleão saboreando o seu Chambertin.

17. Publicidade de bebidas. Ela faz aumentar o consumo de álcool, e isso pode levar ao abuso? Não há evidências disso, sejam através de pesquisas científicas ou por experiências práticas. Vários estudos demonstram esse fato: do Departamento de Saúde norte-americano (num relatório ao Congresso), de um trabalho do subcomitê do próprio Congresso, de um estudo feito pela Federal Trade Commission (Comissão Federal de Comércio), de uma pesquisa específica realizada pela Universidade do Texas, de um relatório do Diretor do Instituto Nacional sobre Abuso do Álcool e Alcoolismo.

Na Nova Zelândia, a publicidade de bebidas alcoólicas foi iniciada em 1992. As verbas publicitárias para esse fim vêm aumentando de ano para ano. Mas o consumo de bebidas caiu em todo esse tempo. A única influência sólida a fazer alguma diferença é a demonstrada por um estudo permanente realizado pela Roper Youth Report desde 1993. Por esse estudo, 71% dos jovens consultados identificam seus pais como as maiores influências em suas decisões sobre beber ou não beber. Em todos esses anos, esse estudo verificou que de 2 a 5% dos jovens acreditam que a publicidade os influenciou a beber. O Roper Youth Report é feito anualmente pelo grupo alemão Gfk, uma das maiores companhias de pesquisa de marketing do mundo. Seus trabalhos cobrem mais de 100 países em todo o mundo.

18. Advocaat. É um licor cremoso de origem holandesa, feito de gema de ovos, açúcar e um brandy, um destilado de vinho. Costuma ser 30 proof (um teor alcoólico de 15%, como vimos acima). Há controvérsias quanto à origem do nome ("Advogado"). Uns dizem que a bebida nasceu no Suriname e no nosso Recife, feita pelos invasores holandeses de antão, mas utilizando o abacate, cujo nome natural é Azteca, "ahuacatl", que os espanhóis transliteraram para "avogado" ("advogado" em castelhano). De volta à sua terra, os holandeses não encontraram mais o abacate e substituíram sua cremosidade pelas gemas de ovos. Outros dizem que ganhou esse nome porque tagarelamos demais após bebê-lo. E falar demais seria uma característica de advogados.

E, pronto, não sou advogada, mas falei bastante. Mas falei sério. Caso a amiga queira receber as referências que basearam os itens acima é só clicar aqui para o Bolsa ou para a Soninha no soniamelier@terra.com.br

Da Adega

Dias dos Namorados. A Vinhos Web está oferecendo duas opções para o 12 de junho. A primeira compreende uma garrafa do Adolfo Lona Espumante Demi Sec, uma garrafa do Cave de Amadeu Espumante Moscatel e chocolates de Gramado (o Prawer Nuts e o Prawer Bombons Selecionados). Preço: R$ 120,60.

A segunda soma o Don Laurindo Licoroso (vinho fortificado ao estilo do Porto), o Casa Valduga Naturelle (um tinto leve) e o Murville Moscatel (um frisante). E mais duas caixas de chocolates de gramado (o Prawer Gold Edition e o Prawer Bombons Sortidos). Por R$ 116,00. Você pode comprar online. Veja no site.

Abra a sua bolsa

by soniamelier em 21 de maio de 2008 | 21:00

O que passa pela sua cabeça quando compra um vinho? O que pesa mais na sua decisão? Você é influenciada pelo preço, pela propaganda, pela aparência da garrafa, por indicações de amigas ou de críticos, pela origem do vinho?

Em princípio, o conjunto de fatores que nos leva a decidir pela compra de sapatos, bolsas, roupas, sucos, comida, CDs, carros, pelo que fazer para o almoço ou o que escolher num restaurante, entre outras coisas, não deveria ser muito diferente quando nos decidimos pela escolha de uma simples garrafa de vinho.

Mas o que nos leva a escolher um entre produtos ou marcas que têm preços e qualidades idênticas? Parece que nossa cabeça é uma bolsa de mulher mesmo, um emaranhado que nem nós mesmas sabemos desenredar. Ela guarda milhares de informações e centenas de listas de compras, uma para cada necessidade ou desejo (roupas, comidas, remédios, vinhos etc.). E essas listas possuem escalas de preferências. De repente, no supermercado, diante da prateleira de artigos de limpeza, por exemplo, essa relação assume o controle e sabemos exatamente quais os produtos são os nossos preferidos e quais os secundários e assim por diante.

‘Qualquer sommelier sabe que num restaurante, o vinho mais pedido é o mais caro, tal a imagem ainda dominante do vinho como artigo sofisticado, de luxo, "para poucos"

O pessoal de marketing e publicidade não se cansa em criar mecanismos para descobrir como isso funciona, de modo a fazer com que os produtos de seus clientes fiquem no topo de nossas listas de preferências.

No caso do vinho, já fizeram até pesquisas utilizando até equipamento de ressonância magnética de imagem (MRI). A Universidade de Stanford, através da Escola de Comércio Avançado, reuniu 11 estudantes que provaram, cada um deles, cinco garrafas de vinho, todas com preços alterados (por exemplo: uma garrafa de 90 dólares com o preço de 10 dólares) e apenas três das cinco garrafas eram de vinhos diferentes (as outras duas eram do mesmo vinho, claro).

O resultado foi de que quanto mais caro o vinho, o equipamento de ressonância magnética mostrava mais atividade na área do cérebro indicativa de prazer.

Numa outra pesquisa, também recente, uma colunista especializada em gastronomia, a americana Robin Goldstein, reuniu 500 voluntários (pessoas comuns e profissionais) para provar 540 vinhos, com preços variando entre US$ 1,50 e US$ 150,00. Foi um teste cego, as pessoas não sabiam que vinho estavam experimentando. Todos bicaram 6000 taças e registraram suas impressões numa escala de Ruim, OK, Bom e Ótimo. Cada um desses itens tinha um valor numérico: um para Ruim, quatro para Ótimo. E o resultado foi que os vinhos mais baratos se saíram melhor na pesquisa.

Na primeira pesquisa, de Stanford, concluiu-se que na nossa mente a experiência com os vinhos estaria modulada pelo preço. Vinho melhor é vinho caro. Já no trabalho da jornalista, o preço não tem importância. A pesquisa parece festejar o triunfo do vinho popular.

Só que os dois trabalhos, para mim, comprovam que para o consumidor neófito em vinhos o apelo é bem diferente do que aquele que atrai os profissionais ou os mais experimentados com a bebida. Aliás, nem precisa muito de pesquisa. Qualquer sommelier sabe que num restaurante, o vinho mais pedido é o mais caro, tal a imagem ainda dominante do vinho como artigo sofisticado, de luxo, "para poucos". O neófito não tem a mínima idéia da variedade de sabores, aromas, prazeres que essa bebida pode oferecer. Para conhecer esse mundão é preciso ter paciência e não parar de experimentar.

Como você escolhe seu vinho? Abra a sua bolsa, leitora. O que a leva a escolher um vinho? Uma garrafa com formato e rótulo diferentes? Acha que se o produtor fez um esforço especial para apresentar o vinho daquela maneira tão especial, não ia botar qualquer coisa na garrafa, certo?

Já outras consumidoras darão preferência a vinhos orgânicos, pois em suas listas de preferência, a preocupação com a saúde do planeta vem em primeiro lugar. Ou, quem sabe, dentro dessa linha ela prefira os vinhos nacionais, pois estão bem perto, seu transporte resultará em menor quantidade de dióxido de carbono na atmosfera.

Tem as que se decidem pelo tipo de uva ou pela região ou origem do vinho. Entre essas, as que buscam apenas os europeus, em razão da forte história e tradição do Velho Mundo com a bebida. E as que procuram saber da reputação dos produtores antes da compra.

‘Conhecemos consumidoras que buscam apenas vinhos de pequenos produtores, de vinícolas controladas por famílias, particularmente de regiões pouco conhecidas. Estão em busca da bebida artesanal, do vinho o mais "natural" possível

Se umas buscam rótulos mais elaborados, outras optam exclusivamente pelo que entendem de garrafas e rótulos "clássicos", talvez aí se referindo aos "Château" disso e daquilo nas etiquetas. E nesse grupo, alinham-se aquelas que consideram destacadamente os prêmios conseguidos, normalmente impressos no contra-rótulo. Não importa que sejam medalhas de ouro no XIV Festival de Nuuk, capital da Groenlândia.

Nem sempre um nome curioso ajuda vender o vinho. Por exemplo, sabemos que consumidores franceses estão indignados com vinhos de sua terra que adotam nomes engraçados para que possam ser vendidos no exterior. Vinhos como A Rã Arrogante ou Elefante Numa Corda Bamba. Ou Le Freak ("freak" é um termo utilizado normalmente para descrever uma pessoa ou animal com personalidade fora do comum), um vinho do sul da França, que mistura a branca Viognier com a tinta Syrah (que não deixa de ser um casamento "freak"). Mas talvez você, amiga, decida-se pelo contrário e resolva comprar esses vinhos justamente pela curiosidade de seus nomes.

Conhecemos consumidoras que buscam apenas vinhos de pequenos produtores, de vinícolas controladas por famílias, particularmente de regiões pouco conhecidas. Estão em busca da bebida artesanal, do vinho o mais "natural" possível, feito dentro de métodos seculares, sem pressa, sem aditivos, sem químicas e uma miríade de outros macetes tecnológicos. Vinhos de massa, produzidos por vinícolas globais, com marcas conhecidas e bem divulgadas não são a praia delas.

E temos amigas que acham que vinhos "só os intensos", aqueles que "nos sacodem", o que entendem como fortes, encorpados. Para elas, vinhos assim só os mais caros. Os baratos seriam fraquinhos.

Lembro de mais dois grupos: um escolhe seus vinhos pela comida – aquele seria mais apropriado com esse prato ou não? Perguntam, pesquisam e só compram quando seguros de que o prazer do vinho à mesa será o maior possível.

Ah, e tem a turma para a qual vinhos só com um grupo de amigos e amigas. A reunião hoje é na casa da Sonia? Quem vai, que vinhos devem ser consumidos? Fazem a sua escolha baseadas nesses encontros. O vinho como uma importante fonte de fazer amigos e de conhecer novos novas cepas, novos estilos, novas regiões.

E, afinal, para você, amiga, o preço é ou não a questão fundamental? Você acha que vinho bom é vinho caro? Ou já sabe como fuçar na Internet, nas revistas especializadas e nas lojas para conseguir ótimas garrafas por preços excelentes?

Abra a sua bolsa, amiga. Como você escolhe seus vinhos? Manifeste-se, clique para essa Bolsa aqui ou para a Soninha (soniamelier@terra.com.br) e revele o que é fundamental quando você se decide pela compra de vinho. Acho que já dei um empurrãozinho ao alinhar os motivos de vários grupos de consumidoras. Em qual deles você se encaixa?

Da Adega

Harmoniza Rio. Imperdível. Dia 27 agora, terça-feira, acontece a terceira edição do Harmoniza Rio, no Jockey Club do Rio de Janeiro, na Gávea. Com um limite de 800 convidados, contará com 15 restaurantes onde serão apresentados pratos especialmente elaborados para combinar com vinhos diferentes.

Durante o evento, que vai das 17 às 22 h, teremos aulas de dois renomados chefs cariocas, música ao vivo e oferta de jantares harmonizados com outros dos mais importantes chefs da cidade.

Entre os restaurantes participantes temos: Antiquários, Esch Café, Esplanada Grill, Garcia e Rodrigues, Garden, Gula Gula, Focaccia, Locanda della Mimosa, Osteria dell Angolo, Eccelenza, Porção, Sofitel, Botticela e, especialmente convidado de São Paulo, a Vinheria Percussi.

Alguns proprietários das vinícolas participantes estarão presentes, com a Fiver Heirs e Meerlust, da África do Sul, Fantelli e Martino, da Argentina; Bremerton, da Áustria; Echeverria, do Chile; Patriarche e Louis Perdrier, da França, e Quinta do Portal, de Portugal.

Para o que vai ser oferecido, o preço é muito cômodo: R$ 150,00. Garanta seu lugar e ligue para 21-3106-7722 e 21-7853-9319. Saiba mais no site.

Degustação Dal Pizzol na Daha. Atenção: essa você também não pode perder. Dia 28, nessa próxima quarta-feira, haverá degustação de vinhos da vinícola Dal Pizzol. Agende-se: será às 20h na ótima Daha Vinheria, em Niterói.

Não perca: apenas vinhos finos de uma nobre vinícola brasileira, a Dal Pizzol. Deguste o seu espumante, o seu Sauvignon Blanc, o seu Gamay Beaujolais, o Merlot, o Tannat e os novíssimos Ancellotta e Touriga Nacional. A degustação será conduzida pelo enófilo Fábio Lins. O local é uma festa particular: Av. Almirante Tamandaré, nº 191/ Lj. 109. Piratininga – Niterói. Informações e inscrições: 2619-2912. Mais informações com o Leo Caldeira e Sousa (da MLR Comunicação): 21-30272340 ou, celular, 21-82551855.

Jantar na Expand Castelo. Restam poucas vagas, mas ainda está em tempo para uma reserva no "Harmonizando diferentes regiões da França". Um jantar onde serão servidos o Champagne Gosset Brut Excelence; o doce Château Guiraud 1998, de Sauternes, Bordeaux; o Chablis Grand Cru Les Vaudesirs 2005, um branco seco da Borgonha; o branco seco Pur Sang, 2004, um Pouilly-Fumé do Vale do Loire feito com a Sauvignon Blanc; um famoso tinto de Bordeaux, o Château Haut Brion 1998, o mais antigo do Premier Grand Cru Classé e o tinto Côte Rotie La Turque 2002, do Vale do Ródano.

O menu: entrada com Foie Gras aux Pommes Vert; Deux Poisson Grillé como primeiro prato; sorbet; Filet de Boeuf Spécial, como segundo prato; queijo Roquefort e Terrine de Chocolat avec Macadamia como sobremesa. E café.

Faça já a sua reserva: o jantar será no dia 29 de maio, quinta-feira, às 19:30 h. Informações e reservas pelo 21-2220-1887. A dica é das Amigas do Vinho.

Dia dos Namorados. A Casa Valduga lembra que tem ótimas opções para o Dia dos Namorados, 12 de junho: sãos os vinhos da linha Amante: o Amante Malbec Rosé, em elegante caixa com a declaração "Eternamente Você". E o Espumante Amante.

Mais informações pelo site da Valduga ou através do telefone 54-2105-3122. Em caso de dúvidas fale com minhas amigas Alessandra Casolato ou Denise de Almeida, da CH2A Comunicação.

Do Cauim ao Champagne

by soniamelier em 7 de maio de 2008 | 21:00

Receita de Cauim. A leitora Rejane Lima quer uma receita de cauim. Esse era o fermentado predileto dos nossos índios, pelo menos dos tupiniquins encontrados por Cabral e comitiva assim que chegaram ao Brasil. Os portugueses ofereceram vinho, mas os donos da terra preferiam vinho feito de mandioca, o seu cauim.

A bebida era utilizada mais em rituais. Só mulheres, de preferência virgens, podiam prepará-la. Os tubérculos da mandioca (ou aipim, macaxeira) eram cortados em finas rodelas, em seguida cozidas num grande pote até ficarem macias. Após resfriadas, as mulheres as mastigavam e as cuspiam num segundo pote. Levava-se a mistura para o fogo novamente, com as índias mexendo aquela pasta com colher de pau até que o cozimento se completasse. Só então a bebida era levada para um grande pote de barro e deixada fermentar. Essa prática ainda sobrevive entre os indígenas que resistiram às práticas dos chamados "civilizados".

‘Enzimas de nossa saliva convertem o carboidrato encontrado na mandioca (e em outras frutas, sementes, raízes, tubérculos) em açúcares, que vão fermentar. A bebida resultante é opaca e dens

Enzimas de nossa saliva convertem o carboidrato encontrado na mandioca (e em outras frutas, sementes, raízes, tubérculos) em açúcares, que vão fermentar. A bebida resultante é opaca e densa. Pode ser consumida pura ou adicionada a frutas.

Os japoneses faziam exatamente a mesma coisa para produzirem o saquê. Mastigavam o arroz e o cuspiam em tigelas. Os incas tinham (e ainda têm) a chicha, feita da mesma maneira, só que a partir do milho.

Não parece muito complicado. Consegui na internet a seguinte receita: descasque o aipim, leve-o ao fogo para cozinhar. Uma vez macio, deixe-o esfriar. Caso queira pular o capítulo de mastigar e cuspir, após cozido e frio, raspe-o bem, jogue o resultado numa panela, adicione açúcar e deixe fermentar. Em dois ou três dias esse cauim caseiro estará pronto. Mas atenção: não testei essa receita (até porque não sou virgem). Saiba mais sobre o cauim aqui.

O vinho e suas temperaturas. Respondo aqui a várias questões sobre temperatura de serviço de vinhos. O caso é que se bebermos vinho muito gelado, vamos insensibilizar o nosso palato e, portanto, não perceber os sabores. Se o bebermos muito quente, mal perceberemos os taninos e o álcool ficará desagradavelmente dominante.

Os brancos ficam melhores entre 10 e 13º C. A maioria dos tintos estará correta entre 17 e 18º C. Claro que há exceções, como em todas as regras. Champagne deve estar bem geladinha, entre 8 e 9º C. Os tintos leves e frutados, como o Beaujolais Nouveau ou o Dolcetto devem ficar na altura dos 14-15º no primeiro caso, e dos 15-16º C, no segundo. Os rosés ficam melhor entre 10 e 13º C.

Atenção: não gele brancos e rosés na geladeira, onde a temperatura varia de 1,5 a quase 5º C. Você vai ter de esperar um tempão até que cheguem aos 10 e 13º C.

A temperatura do vinho deve ser tomada diretamente na bebida. Muita gente mede pela temperatura da garrafa (existem termômetros para isso). A garrafa está numa adega sob uma temperatura de 12º C. É retirada de lá para uma sala onde a temperatura é de, digamos, 26º C. A garrafa vai aquecer mais rapidamente do que o vinho. Uma garrafa num balde com gelo e água resfriará mais rapidamente do que o vinho dentro dela. O recomendável, nos dois casos, é que você coloque um pouco de vinho na taça e tome a temperatura.

Os estilos de Champagne. O primeiro indicador de estilo entre esses espumantes é a diferença entre Vintage e Non-vintage. Um Champagne Vintage deriva de uma safra particularmente boa e 100% das uvas nele utilizadas têm o ano da safra indicado no rótulo (o que não acontece com o Non-vintage). São espumantes mais intensos e frutados, que expressam claramente as características da safra.

Os Non-vintage são blends de vinhos de várias safras: compõem a maioria dos Champagnes. As casas produtoras da região confiam nesse complexo sistema de misturar vinhos, de modo a criar estilos próprios, distintos, consistentes ano após ano. É assim que conhecemos os estilos ora secos, encorpados, ora leves e frutados.

‘O Champagne Rosé pode ser feito a partir do blend de um vinho branco parado com outro tinto. Ou deixando as cascas das uvas tintas (a Pinot Noir ou a Meunier) em contato com o suco do vinho, para que extraiam pigmentos de modo a atingir o tom de rosa desejado

As Cuvées de Prestige são as melhores Champagnes que uma casa pode oferecer. Geralmente, originam-se do melhor vinhedo. São envelhecidas por mais tempo na adega do que qualquer outro vinho do produtor e é normal que tenham a data da safra no rótulo.

A Blanc de Blancs (branca de uvas brancas) é um Champagne feito exclusivamente das uvas Chardonnay, um estilo que pode envelhecer muito bem apesar de seu corpo relativamente leve.

A Blanc de Noirs (branca de uvas tintas) é feita inteiramente das uvas Pinot Noir ou Pinot Meunier – ou de uma mistura das duas.

O Champagne Rosé pode ser feito a partir do blend de um vinho branco parado com outro tinto. Ou deixando as cascas das uvas tintas (a Pinot Noir ou a Meunier) em contato com o suco do vinho, para que extraiam pigmentos de modo a atingir o tom de rosa desejado.

Por incrível que pareça, a região também produz vinhos parados (não espumantes). Até o século 16, antes da invenção do champanhe, a região era famosa pelos seus tintos, rosés e brancos parados. Eram até considerados sérios concorrentes dos vinhos da Borgonha.

Atualmente os vinhos parados da região estão ficando cada vez mais raros, por razões óbvias.

A exceção é o Rosé des Riceys, amado por Luís XIV e produzido nas três vilas de Riceys, na Champagne-Ardenne: Riceys-Haut, Riceys Haute-Rive e Riceys-Bas, no sul da região.

Da Adega

Os 10 Melhores da Expovinis Brasil. Para começar, são 11: houve um empate entre tintos brasileiros (o Rio Sol Cabernet Sauvignon/Shiraz e o Marson Gran Reserva Cabernet Sauvignon. Eis a lista (as categorias estão em negrito):

Espumante: Champagne Drappier La Grande Sendrée 2000 (da Drappier, importado pela Zahil).

Sauvignon Blanc: Casa del Bosque Reserva 2007 (Chile, importado pela Obra Prima).

Chardonnay: Reserva Especial 2005 (da Cordilheira de Santana, Campanha, Brasil).

Brancos de outras castas: Petaluma Riesling Clare Valley 2005 (Petaluma, Austrália, importado pela KMM).

Rosé: Château de Pourcieux 2007 (França, importado por Vins de Provence/Cantu).

Tintos Nacionais: Rio Sol Cabernet Sauvignon/Syrah 2006 (Vitivinícola Santa Maria, Pernambuco) e Marson Gran Reserva Cabernet Sauvignon 2004 (Marson, Serra Gaúcha).

Bordalescas: Urano Cabernet Sauvignon 2006 (B. Eral Bravo, Mendoza, Argentina, importado por Pro Mendoza).

Tintos do Novo Mundo: Kilikanoon Covenant Shiraz 2004 (Clare Valley, Austrália, importado por Decanter).

Tintos do Velho Mundo: Quinta Nova Grande Reserva Douro 2005 (Quinta Nova de Nossa Senhora do Carmo, Portugal, importado por Vinea Store).

Doces (licorosos e fortificados): Grandjó Late Harvest 2005 (Real Cia. Velha, Portugal, importado por Barrinhas).

A 12ª edição da Expovinis Brasil, o maior salão do vinho da América Latina, encerrada no último dia 30 foi, mais uma vez, um grande sucesso de público e também entre profissionais do vinho

Vinícola Salton na Casar. Sim, Casar, de matrimoniar, juntar os trapinhos. E também de harmonizar com vinhos. A Casar é uma sofisticada mostra do setor de casamentos, que vai acontecer entre os dias 15 e 18 de maio, de 14 as 21 h, no Terraço Daslu, em São Paulo.

É a primeira vez que a Salton participa dessa mostra, para onde levará os espumantes Salton Reserva Ouro, o Prosecco Salton e o Salton Poética. Noivas e noivos que buscam requintar suas núpcias poderão refrescar-se e tirar dúvidas sobre o que servir a seus convidados, pois a vinícola levará seus representantes para apresentar toda a sua linha e ajudar na escolha das bebidas. Mais informações com a Raquel De Pieri.

Palestra na SBAV-Rio. A Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho, seção Rio de Janeiro, está convidando para palestra do Diretor Técnico da Chandon do Brasil, o enólogo francês Philip Mevel – considerado um dos principais especialistas em espumantes do país.

Mevel apresentará os vinhos-base utilizados na elaboração dos espumantes Chandon.

Vinhos-base são os vinhos parados ou quietos que, como vimos acima, a são utilizados em blends para que a vinícola chegue ao vinho final, aquele que será novamente fermentado, mas na garrafa. Quem comparecer vai ter a rara oportunidade de provar vinhos antes e depois da das borbulhas. A participação é gratuita para os associados da SBAV-Rio. Para os não associados, o custo será de R$ 25,00. Não perca: a entidade fica na Rua Martins Ferreira, 71, Botafogo, RJ. Ligue para 2537-2474 ou use o e-mail: sbav-rio@sbav-rio.com.br Obrigada pela dica, Amigas do Vinho.

Biodinâmicos no Brasil

by soniamelier em 16 de abril de 2008 | 21:00

E o que vem depois do pesadelo? Na coluna passada, falamos sobre vinhos contaminados por pesticidas letais. Hoje, podemos contar uma história com desfecho diferente. Agora, no dia 29 de abril, acontece em São Paulo a 1ª Feira de Vinhos Biodinâmicos realizada no país. Taí uma história com final pra lá de feliz.

Liderados por Nicolas Joly, um mito no mundo dos vinhos, 42 produtores de todo o mundo estarão apresentando seus vinhos biodinâmicos, num acontecimento inédito, um importante crédito ao consumidor brasileiro. Serão mais de 150 vinhos produzidos pelos princípios da biodinâmica.

‘A biodinâmica é mais do que um sistema agrícola, é uma filosofia com raízes na antroposofia, uma "ciência espiritual" criada pelo filósofo e cientista austríaco Rudolf Steiner

Joly foi educado para ser um financista, mas depois de uma temporada no Canadá (no Ministério das Finanças) e em bancos ingleses e americanos, decidiu regressar à sua terra. Em 1977, assumiu a propriedade da família, a Coulée de Serrant, uma Appellation d'Origine Contrôlée no Loire, França, ante então tocada por sua mãe. A propriedade remonta a monges cistercianos, que a desenvolveram a partir de 1130. Técnicos agrícolas do governo aconselharam-no a abandonar o plantio tradicional e a adotar práticas ditas modernas como o uso de herbicidas.

Logo se arrependeu ao verificar alterações na cor do solo, o desaparecimento de insetos benéficos como as joaninhas e a fuga das perdizes. Seu vinhedo estava morrendo. Até que, por um acaso, leu um livro sobre biodinâmica. Ficou fascinado e adotou a prática em sua vinícola a partir de 1980. Seu Chenin Blanc (Pineau de la Loire, nome da Chenin na região) é admirado mundialmente.

A biodinâmica é mais do que um sistema agrícola, é uma filosofia com raízes na antroposofia, uma "ciência espiritual" criada pelo filósofo e cientista austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Ela considera a agricultura como um sistema vivo, o solo como um organismo autônomo e não apenas um criadouro. É anátema o uso de pesticidas e fertilizantes sintéticos e de fermentos que não sejam nativos. Para enriquecer o solo, utiliza-se uma série de preparados aplicados de acordo com os rimos da natureza. Entre eles, esterco de gado fermentado em chifres de bois, sílica misturada com água de chuva, mil-folhas fermentada em bexigas de veados, chás de babosa (aloe vera, rica em iodo) para proteger a videira dos efeitos do sol etc. Considera também a influência do zodíaco sobre partes das plantas: a raiz (Capricórnio, Virgem, Touro), as folhas (Peixes, Escorpião, Câncer), as flores (Aquário, Libra, Gêmeos) e os frutos (Sagitário, Leão, Áries). Diz Joly: "Como num rádio, sintonizamos a vinha nas freqüências que geram vida. A agricultura orgânica faz isso; a biodinâmica faz isso melhor. É muito simples". Essa sintonia considera sempre o calendário lunar, em particular durante os períodos de plantio e de colheita.

Para Joly, o vinho é feito de clima e solo. A biodinâmica serve para ajustar a planta a esse sistema. "Podemos ter uma produção menor, mas o microclima se beneficia e ajuda a destacar o verdadeiro sabor da uva".

Sobre as doenças, considera que "quando as tratamos com produtos químicos, vamos danificar as vinhas ainda mais". Ele procura verificar onde está o ponto fraco e eliminá-lo. "Encare as doenças como soldados. Eles não conseguem lutar o ano inteiro, apenas de vez em quando. Os vírus são normalmente mais perigosos, quando encontram um ponto fraco, sem força ou energia para enfrentá-los. Herbicidas evitam que as vinhas façam conexão com o solo".

"Não utilizamos fertilizantes industriais: são venenosos para a vinha, afetam o seu equilíbrio. Em vez disso, fortalecemos o solo (e a vinha) empregando pequenas quantidades de preparados naturais de urtiga, dente-de-leão, camomila, valeriana, mil-folhas – ervas que também são benéficas para as pessoas. Esse processo gera uma vida microbiana específica: é o que a planta necessita para ser saudável. Cada preparo considera tudo aquilo que a vinha necessita para a sua saúde: a camomila fornece o cálcio, a urtiga o ferro, o dente-de-leão a sílica, a valeriana o fósforo, o mil-folhas o potássio".

O resultado é que os vinhos são ótimos! Conheça os biodinâmicos da Áustria (Nikolaihof Wachau), Austrália (Castagna Vineyard), América do Sul (Camocim Organics, Viña Emiliana, Viña Antiyal), França-Alsácia (Domaine Valentin Zusslin; Domaine Marcel Deiss, Domaine Barmes Buecher, Domaine Ostertag, Domaine Pierre Frick, Domaine Josmeyer, Domaine Kreydenweiss), França-Borgonha (Domaine de Villaine, Domaine Giboulot), França-Bordeaux (Château la Grolet, Château Lê Puy, Château Lagarette, Château Falfas, Château Gombaude Guillot; França-Champagne (Champagne Fleury), França-Jura (Domaine André et Mireille Tissot), França-Languedoc-Roussillon (Domaine Leon Barral, Domaine Cazes), França-Loire (Château Tour Grise, Coulée de Serrant; Domaine Saint Nicolas, Pierre Breton), França-Povence (Château Sainte Anne, Domaine Hauvette), França-Rhône (Maison Chapoutier, Domaine du Coulet, Domaine Lês Aphillantes, Domaine de Villeneuve), França-Sudoeste (Domaine du Pech), Itália (Tenuta di Poggio, Loacker Tenute, Casina degli Ulivi, Casina di Cornia, Tenuta di Valgiano, Azienda Agrícola Campinuovi) e Portugal (Quinta de Covela).

Além da Coulée de Serrant, do Nicolas Joly, preste particular atenção nessas vinícolas: Nikolaihof Wachau, a mais antiga vinícola austríaca, com uma história de 2000 anos. A chilena Viña Antiyal, de Álvaro Espinoza, um dos melhores produtores da América do Sul e pioneiro da agricultura biodinâmica. Não esqueça também de Marcel Deiss, da Domaine Zind Humbrecht, da Domaine Josmeyer, do Domaine Ostertag, de Pierre Frick, da Domaine A. et P. de Villaine, do Château le Puy, da Maison Chapoutier, da Tenuta di Valgiano e da Quinta da Covela.

Além da apresentação dos vinhos, Nicolas Joly fará palestra e lançará seu livro, a bíblia da biodinâmica: "Vinho – Do Céu à Terra". Inscrições pelo site www.stellium.com.br, pelo telefone: (27) 3216-7677 ou falando com minha amiga Cristina Neves: (11) 5092-3248 e contato@cristinaneves.com.br O evento acontecerá no Buffet Torres Ibirapuera (Av. dos Imarés, 182), dia 29 de abril, das 14 às 17 h para profissionais e das 17 às 22 h para consumidores.

Se a amiga quiser de uma vez por todas saber exatamente o que é terroir, não pode deixar de comparecer. E, depois, de passar suas impressões aqui para o Bolsa ou para a Soninha via soniamelier@terra.com.br

Da Adega

Passeio por Portugal. Você degusta grandes vinhos portugueses, prova azeites da terrinha e ainda é presenteado com taças da Cristaleria Ruvolo, porta-copos e canetas.

É um verdadeiro passeio enológico por Portugal, o que a Adega Alentejana oferecerá no dia 25 de abril, das 16 às 20:30 h, no hotel Pestana Rio Atlântica (Av. Atlântica, 2964).

No total, você poderá degustar mais de 70 produtos, entre vinhos espumantes, brancos, rosés, tinto, fortificados do Porto, bagaceiras, além de azeites. Poderá também tirar dúvidas, saber mais, com os produtores dessas maravilhas. Não perca.

Os convites poderão ser adquiridos com a representante da Adega Alentejana, a Sra. Madeleine Mallet Patrício, tel.: (21) 2529-8114. Custo é também apetecível: R$ 90,00. A dica é quente, pois vem da Confraria Amigas do Vinho.

O casamento de Dona Joaninha

by soniamelier em 26 de março de 2008 | 21:00

O título lembra uma história da Carochinha, não é? É que na coluna de hoje temos uma heroína diminuta, metade de um polegar, muito linda, com vestes variadas e vibrantemente coloridas, parece uma fadinha. Ela é muito valente, sua missão é lutar contra seres incrivelmente maus e daninhos. E seu sucesso é tanto que sua aparição é sempre tida como sinal de boa-sorte e de felicidade.

Pois essa história começa com o João Araújo, um leitor lá do Porto, Portugal, que procurava no Google informações sobre as joaninhas, até que encontrou a Soninha. O caso é que ele está tentando ajudar um amigo, também de Portugal, que começa a produzir vinho em cinco hectares na região da Bairrada. Esse amigo, o Luis, vai seguir a produção orgânica, em que a agricultura é desenvolvida sem que se usem pesticidas e herbicidas, pois emprega apenas fertilizantes naturais. E não utiliza energia fóssil, nada de tratores ou qualquer outro tipo de veículo: prefere arados e carroças movidos a mulas. Promove a biodiversidade (em suas terras, os vinhedos estão ao lado de oliveiras etc), busca equilibrar o ecossistema e evita o que pode de sulfitos nos vinhos.

‘A trama da coluna de hoje é parecida com a das histórias da Carochinha, dos Contos de Fada, agentes transformadores da realidade infantil e que se submetem a fórmulas características para começar e acabar: Era uma vez… E viveram felizes para sempre

O Luis, amigo do João, deixa ficar entra as vinhas um tapete verde, de modo a ajudar o solo. Essa área precisa ser revolvida de tempos em tempos. E é justamente nela que uma multidão de joaninhas apareceu: vive por lá, feliz da vida. Fazendo o quê? Ajudando o Luis, pois elas se alimentam de pequenos insetos, piolhos de planta, pulgões, larvas, moscas da fruta – um povo extremamente nocivo às plantas.

O problema do Luis é esse: toda a vez que ele tem de revolver o solo, sem querer elimina muitas joaninhas – coisa que tenta evitar a todo o custo, pois elas não se cansam de ajudá-lo. Sem elas, ele teria de usar herbicidas. Um absurdo! Através do João do Porto, o Luis está atrás de algum produto ou processo que afugente as joaninhas e evite que sejam destruídas quando tem de remexer o solo. Ele, na verdade, tem verdadeiro afeto por elas.

Portanto, a trama da coluna de hoje é parecida com a das histórias da Carochinha, dos Contos de Fada, agentes transformadores da realidade infantil e que se submetem a fórmulas características para começar e acabar: Era uma vez… E viveram felizes para sempre. Segundo um psicólogo que tratou profundamente desse assunto, Sheldon Cashdan, essa fórmula implica em quatro etapas:

Travessia, na qual "nosso herói ou heroína é levada a uma terra diferente, marcada por acontecimentos mágicos e criaturas estranhas". Ai está: nossa joaninha saiu lá da Ásia e foi parar nas vinhas do Luis, na formosa Bairrada, uma terra diferente. E acontecimentos e criaturas estranhas marcam a sua presença lá.

Encontro é a segunda etapa: É quando se registra o encontro com "uma presença diabólica, uma madrasta malévola, um ogro assassino, um feiticeiro ameaçador". Pois a nossa joaninha não se depara com pulgões, lavas, insetos – as madrastas más, os bruxos que vivem querendo destruir a vinha do Luis?

Conquista é a penúltima fase. "O herói ou heroína mergulha numa luta de vida ou de morte com a bruxa, que leva inevitavelmente à morte desta última". É justamente isso que aconteceu e está acontecendo. Nossa valente joaninha luta com contra pulgões, lavas, insetos e os elimina a todos.

A quarta e última parte parece ser a mais problemática. É a da Celebração: "um casamento de gala ou uma reunião de família, em que a vitória sobre a bruxa é enaltecida e todos vivem felizes para sempre".

Acontece que Luis teme eliminar suas fiéis e incansáveis aliadas pela necessidade de tratar o solo. Além de poupá-las, Luis quer casar com Dona Joaninha. Qual a solução, alguma poção mágica para resolver esse problema?

Falam que quem conta um conto sempre aumenta um ponto. E na vida real, podemos ter dois finais. Aumentar dois pontos.

Em 2001, as joaninhas chegaram às vinhas de Ontário, Canadá. Ficaram por lá, fazendo o trabalho delas, lutando contra bruxas e madrastas más e tudo o mais, até que, sem querer, estragaram toda a safra de vinhos de 2001, que chegaram ao mercado em 2003. Os vinhos, em particular os brancos, ficaram com "gosto" de joaninha – intragáveis, segundo os técnicos.

‘Milhares de joaninhas estão lá até hoje e os vinhos da família chegaram a ganhar até 90 pontos dos críticos. São sempre muito bem considerados. E sempre ajudados pelas joaninhas

Como isso pôde acontecer? As joaninhas foram "colhidas" acidentalmente com as uvas e chegaram até aos tanques de fermentação e, por fim, nos vinhos. Os técnicos falam que quando assustadas as joaninhas segregam, para se defender, um líquido potentemente fétido, a pirazina, capaz de dar ao vinho sabores e aromas anormais. Nada disso é prejudicial aos humanos – embora tomar vinho com cheiro de inseto não seja animador. O resultado é que todo o vinho de 2001 foi para o ralo, perdido. Falam que os químicos da Universidade Estadual de Iowa, EUA, estão próximos de achar uma solução para eliminar esses odores. Vamos esperar.

De qualquer modo, esse final seria triste e implacável. Luis teria de eliminar suas joaninhas de alguma maneira.

Mas existe um final do tipo "E foram felizes para sempre…"

Em 1914, Tryfon Lolonis chegou ao Vale Redwood, em Mendocino, Califórnia, deixando para trás a sua Velherna, Grécia. E lá ele começou a plantar suas vinhas, em primeiro lugar para vender uvas a produtores. A família fez isso até os anos 50, quando uma nova geração de Lolonis tomou conta dos vinhedos. E começou a produzir vinhos também, mas dentro de uma ótica orgânica. Uma de suas primeiras providências foi a de soltarem joaninhas nas vinhas, de modo a combater pestes sem o uso de químicas.

Milhares de joaninhas estão lá até hoje e os vinhos da família chegaram a ganhar até 90 pontos dos críticos. São sempre muito bem considerados. E sempre ajudados pelas joaninhas. Sabem quantas joaninhas habitam os vinhedos dessa família? Mais de cinco milhões.

Eu suspeito, amigos João e Luis, que o problema está no método de colheita. No Canadá, utilizaram tratores, máquinas. E as joaninhas foram levadas juntas com os cachos e com eles chegaram aos tanques de fermentação. Problemas da produção em massa. Não devem nem examinar as uvas na mesa da adega. O método orgânico é manual, a produção é pequena e o agricultor tem chance de deixar os cachos livres da nossa heroína. Os Lolonis não usam produto algum. E seu casamento com as joaninhas já fez bodas de ouro. Seus vinhos têm o nome e a ilustração de Dona Joaninha, Ladybug em inglês – sinal de gratidão pelo trabalho dessa nossa heroína. Veja os vinhos dos Lolonis aqui. E aproveite, visite o site deles.

Assim, acho que Dona Joaninha pode e deve casar sem problemas com o Luis. Juntos eles farão grandes vinhos, aumentar a fama de uma importante região, a Bairrada. E serão felizes para sempre.

Se a amiga tiver alguma outra solução para essa história é falar aqui para o Bolsa ou para a Soninha no soniamelier@terra.com.br

Da Adega

II Encontros Gastronômicos. Vão acontecer dia 15 de abril, das 20 à meia-noite, nos jardins da Fundação Eva Klabin. O tema da vez é "Sushi, Sashimi, Caipirinha e Caipisake, aprenda e deguste". Apresentação do bartender Edi Heinz e de Tizuko Shiraiwa, do restaurante Sansushi. Participação especial de Paulo Margoulas, Presidente da Academia Brasileira da Cachaça. Vamos aprender a degustar sushi, sashimi e outros pratos da culinária japonesa. E fazê-los companheiros da caipirinha e caipisake. Edi Heinz nos ensinará como decorar e degustar os drinques. E mais: visita guiada ao museu da Fundação Eva Klabin (um dos mais importantes acervos de arte clássica dos museus brasileiros). Imperdível. Avenida Epitácio Pessoa, 2.480, Lagoa, Rio de Janeiro. Reservas: 21-3209-1602 ou via primepp@terra.com.br Caso chova, o evento será adiado.

Expovinis em novo local. A 12ª edição do maior salão internacional do vinho da América Latina vai acontecer de 28 a 30 de abril agora no Transamérica Expo Center, um dos mais modernos espaços para exposições e eventos do país. Em paralelo à Expovinis serão realizados o Brasil Cachaça e Epicure. Está confirmada a participação de grupos internacionais de produtores, como o Vins de Provence (França), Pro Chile (Chile), Pro Mendoza (Argentina) e representações da França, EUA, Itália e de Portugal. O Transamérica oferece completa infra-estrutura, instalações moderníssimas, sistema de ar condicionado, pontos de água em toda a área e estacionamento interno com 1900 vagas e mais 200 em locais adjacentes. Empresas interessadas devem entrar em contato com a Exponor Brasil, pelo telefone 11-3141-9444 ou pelo site. Imperdoável faltar a esse evento.



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