Rótulos de Champanhe. O que significam aquelas minúsculas letras seguidas por números nos rótulos dos champanhes?, pergunta uma atenta leitora. Sim, na maioria dos rótulos, temos um conjunto de letras, que normalmente indicam como e por quem foram elaborados os espumantes de Champagne. Revelam, portanto, o estilo dos vinhos e sua qualidade.
Pelo que sei, são sete as opções de letras, sempre seguidas por números.
CM: Co-opératives-manipulants – cooperativas de plantadores que produzem seus champanhes.
ND: Negociant distributeur – compra o champanhe, cria uma marca própria e a distribui.
NM (a maioria dos produtores): Négociant-manipulant – não cultiva as uvas, mas as compra e produz em grandes quantidades.
RC: Recoltant cooperateur – alguém que faz parte de uma cooperativa, mas comercializa seu espumante com seu próprio nome (e não o da cooperativa).
RM: Récoltant-manipulants – plantam, produzem e vendem seus vinhos diretamente.
SR: Société de récoltants – produtores operando cooperativamente, mas não no formato de uma cooperativa
MA: Marque-auxiliaire – champanhe vendido com um nome diferente. Exemplo: um Dom Perignon vendido sob o rótulo do hotel Ritz, o lendário hotel parisiense.
Mais sobre as bolhas
- O preço de um champanhe é determinado pelo estilo de vinho dentro da garrafa. Um non-vintage (freqüentemente abreviado por NV) é uma mistura de vinhos de diferentes safras. São misturados de modo a manter o estilo da casa produtora. Um vintage é produto de um único ano, de uma determinada safra. É produzido apenas quando as uvas colhidas naquele ano apresentam qualidade excepcional. São identificados simplesmente pela presença do ano no rótulo. As Prestige cuvées são os melhores rótulos das grandes casas: a qualidade aqui pode ser excelente. Exemplos: o citado Dom Pérignon (da Moët et Chandon), Comtes de Champanhe (Taittinger), Belle Epoque (Perrier-Jouët), Dom Ruinart (da Ruinart) e a Cuvée Winston Churchill (uma homenagem da Pol Roger ao célebre primeiro ministro britânico, que a adorava).
- A casa Charles Heidsieck passou a registrar o ano que os seus champanhes NV são armazenados. O vinho na garrafa continua sendo uma mistura de vinhos de vários anos, mas a data em que ele, por fim, foi descansar na adega ajuda a diferenciar os diferentes blends. Não sei se outras casas estão indo atrás da boa idéia da Heidsieck.
- Os melhores champanhes precisam maturar por algum tempo.
- Beba o champanhe pelo menos uma ou duas horas depois de aberto.
- Deixe gelando e sirva quando a temperatura estiver entre 10 e 17º C. As marcas mais baratas precisam ser servidas mais geladas.
- Fora da região de Champanhe, os melhores espumantes são os italianos feitos com a Prosecco, os crémant da Alsácia, Borgonha, Loire, Limoux e Bordeaux. Para os espumantes mais doces, não deixe de experimentar os Moscato d'Asti.
- Nessa categoria, aliás, eu optaria pelos espumantes da Serra Gaúcha. Fora os prêmios internacionais que não cansam de receber, vimos na semana passada os elogios que sobre eles teceu o crítico americano Ed McCarthy. Veja aqui.
- Eu prefiro aquelas garrafas produzidas pelos Récoltant-manipulants (com as letras RM no rótulo): são espumantes artesanais, produzidos por pequenos produtores, mais interessantes e de melhor preço dos seus poderosos concorrentes industriais (aquelas com nomes reconhecíveis).
Um espaço só para espumantes. Já que estamos borbulhando, cai feito uma luva a chegada de uma loja virtual dedicadas exclusivamente a champanhes, espumantes e cavas.
A Espumantesweb, um braço da Vinhosweb, é um projeto de duas mulheres: Patrícia Possamai e Deyse Tanuri. A primeira, Patrícia, é enóloga, sommelier, professora do Curso de Sommelier e Enoturismo na Fisul de Garibaldi (RS) e do Curso de Sommelier no SENAC de Bento Gonçalves (RS). Deyse é administradora de empresas do setor vinícola há 10 anos, ex-presidente da Rota dos Espumantes da Serra Gaúcha, participou do projeto da APEX, de Exportação do Vinho Brasileiro Wines from Brazil.
"O consumo de espumantes vem crescendo, em média de 25% ao ano, o que faz com que surja a necessidade de uma especial atenção a este setor" – comenta Deyse. "O espumante, que antes só era degustado em comemorações especiais, hoje já é consumido quase que no dia a dia pelos brasileiros. A qualidade dos espumantes brasileiros e também o seu preço acessível ajudaram que esta bebida deixasse de ser consumida apenas em festas de finais de ano e ocasiões especiais".
Na Espumantesweb, o cliente pode trocar informações através de e-mail, skype ou até mesmo por telefone com a Patricia, cuja função é escolher bons e conceituados produtos para comercializar no site e recomendá-los aos clientes, sempre respeitando gostos individuais e orçamento. "Este assessoramento é um detalhe que facilita a compra do iniciante, mas também do experiente, ajudando-os a escolher a bebida certa para a ocasião perfeita", orgulha-se Deyse. Comparando com outros sites semelhantes no mercado, esse serviço vai além da simples venda de vinhos e divulgação de artigos relacionados ao tema.
Como lembra a Deyse: espumantes não são só para dias de festas. Mas como elas estão chegando, o novo espaço será de grande ajuda. É até melhor aproveitar agora para essas compras do que fazê-las nas vésperas.
Mais informações com a amiga Denise Cavalcanti: (11) 4612-4341.
