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Vinho para confusos

by soniamelier em 21 de outubro de 2004 | 21:00

A final da competição que escolheu, dia 13, em Atenas, o melhor sommelier do mundo, reuniu Gerard Basset, Master of Wine, francês, mas residente na Inglaterra, e Enrico Bernadeau, representando a Itália. A prova é promovida pela Associação Internacional de Sommeliers, fundada na França em 1969. É a 11ª competição e reúne sommeliers de todo o mundo. Na competição passada Basset ficou em segundo por ter deixado cair uma gota de vinho na toalha. Tentou agora e novamente ficou em segundo. O italiano levou a taça. Basset tentará novamente?

Aliás, os provadores profissionais de vinho, como os sommeliers e críticos, têm problemas sérios com seus dentes. A acidez da bebida corrói o esmalte e enfraquece os dentes. Mas a dentista australiana Diane Hunter, da cadeira de odontologia restaurativa da Universidade de Adelaide, aconselha esses provadores a não escovarem seus dentes desde a manhã anterior às sessões de degustação. A escovação removeria a mesma placa que pode promover cáries, mas que cria uma película protetora contra a acidez dos vinhos e a erosão dos dentes. Meu dentista não concorda: diz que a placa que removemos todas as manhãs e após as refeições é também ácida, uma colônia de bactérias que corrói os dentes. Precisa ser removida. De qualquer modo, não chegue muito perto de um degustador profissional no momento da prova de vinhos – caso aceitem o conselho da dentista australiana.

- “Deguste Espanha 2004” é o nome do evento que o Instituto Espanhol de Comércio Exterior estará realizando no Rio de Janeiro dia 27 de outubro (e dias 25 e 26 em São Paulo). É sessão para profissionais do setor, compradores e alguns convidados. Vamos conhecer exemplares dos vinhos que, segundo Robert Parker, ocuparão em breve o lugar dos Bordeaux e Borgonhas.

- Os brasileiros dão o troco com o “Circuito 2004 de Degustação de Vinhos do Brasil”, entre os dias 18 e 21 deste mês, no Rio, São Paulo e Belo Horizonte. A iniciativa é do Instituto Brasileiro do Vinho, que colocará à prova 80 produtos de 20 vinícolas nacionais.

- As vinícolas brasileiras acertadamente estão saindo pra briga. A Casa Valduga, respeitada vinícola do Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves, RS, refrescará os presentes nos camarotes VIPs durante o Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Os felizardos vão degustar o Duetto Pinot Noir-Shiraz, um lançamento, o Sauvignon Blanc Premium e o Naturelle Branco. A Valduga estará presente também no estande da Ford/Vogue, durante o Salão Internacional do Automóvel, entre os dias 21 e 31 deste mês. Servirá o seu espumante Estações, feito à moda de um Prosecco.

- Já a Casa de Amaro, marca da vinícola Sulvin, de Flores da Cunha, RS, mas cuja origem é outra vinícola de tradição familiar, a Casa de Amaro, da família de Amaro Godinho, lança a sua linha de varietais com dois tintos (o Casa de Amaro Cabernet Sauvignon 2004 e o Merlot 2004) e o branco Casa de Amaro Chardonnay 2004. São vinhos que acabam de chegar ao mercado.

- Sobre a aguardente de banana, a Musa, motivo da coluna passada, por favor, corrijam o número do telefone: o certo é (35) 3621-1293.

- O restaurante “Nice Matin”, em Manhattan, Nova York, é conhecido pela sua excelente adega – que agora ficou maior e um tanto mais notável. Na lista de vinhos o restaurante passa agora a oferecer vinhos das 25 caixas de Bordeaux, Borgonhas e Rieslings alemães que antes pertenciam ao Presidente John Kennedy. A compra foi feita em julho de um negociante que não quer ser identificado. Ela inclui Château Mouton-Rothschild de 1864, 74, 93, 1934 e 1945, e Château Lafite Rothschild 1899, 1944 e 1945. Os preços variam de 200 dólares (uma garrafa de Domdechant Werner’sches Riesling Spätlese Rheingau Hochheimer Rouchloch) a 14 mil, para o Château Mouton-Rothschild 1984. O pessoal de Camelot sabia beber.

- A Assembléia Nacional francesa votou pelo relaxamento das leis relativas à publicidade de vinhos. Agora, os produtores poderão promover regiões e tipos de vinhos, mas ainda estarão impedidos de anunciar marcas específicas da bebida. A oposição ao governo e a classe médica não gostaram nada. Acham que as leis até então ajudavam a combater o alcoolismo. O governo, contudo, afirma que precisa ajudar a indústria de vinhos do país num momento de dramática queda de vendas, interna e externamente.

- O leitor Luiz montou uma adega em casa e busca conhecimentos diversos sobre o vinho. Procura livros para se informar e no momento seu coração balança entre “A Bíblia do Vinho” (de Karen Mac Neil) e o “Larousse do Vinho”. Ambas, são editadas em português, o que facilita um bocado. Não li a “Bíblia”, editada em 2003 pela Ediouro. Tem 800 páginas e custa em torno de R$ 160,00. Da segunda opção, a Larousse do Vinho eu já falei aqui. A edição brasileira da célebre enciclopédia do vinho francesa é recentíssima. Tem a enorme vantagem de conter revisões e atualizações de renomados profissionais do vinho brasileiros. Assim, temos capítulos exclusivos sobre os vinhos brasileiros, bem como argentinos, chilenos e uruguaios. O livro tem 384 páginas é custa R$ 100,00. Acho que o Luiz devia ficar com os dois. Quanto mais informação, melhor, não é mesmo? Mas se tiver que ser um deles apenas, eu ficaria com o Larousse do Vinho.

- Prestem atenção no filme “Sideways”, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos. Tem recebido críticas maravilhosas de críticos de cinema… e de vinhos. “Sideways” não tem ainda tradução em português, mas, pelo dicionário, seria “atalho”, “vereda”, “lateral”, “oblíquo”. Conta a história de dois amigos: um é um enófilo inveterado, outro, um mulherengo incansável e que está para casar. Os dois saem pelo Vale de Santa Ynez, na Califórnia, provando vinhos, particularmente buscando o que podem de Pinot Noir. A crítica fala que talvez seja um dos filmes onde o vinho é mais bem representado até hoje. O enófilo gosta de se mostrar, tenta bancar o esnobe, utilizando todas aquelas expressões complicadas do mundo dos vinhos. Mas sabe degustar, conhece e gosta da bebida. Pelo que entendi, é um “Thelma & Louise” envolvendo agora um casal de homens e tendo vinhos e mulheres como fundo. Vamos esperar.

- A grupo Amigas do Vinho está anunciando o “Curso de Vinho para Iniciantes”. No total serão 8 horas de palestra e degustações divididas em quatro módulos de 2 horas. Serão cobertos desde a história do vinho, às regiões viníferas, o vinho no Brasil, questões como a influência do clima, solo, castas, plantio, elaboração dos vinhos, armazenamento, carta de vinhos, o entendimento dos rótulos, classificação de vinhos, acessórios e tudo o mais. Claro que vinhos parados de estilos diferentes serão degustados. O curso será realizado de 8 a 29 de novembro, no Centro de Culinária da Smart Cooking, na Praça Saens Pena, Tijuca, Rio. Entre no site das Amigas(www.amigasdovinho.com.br) e se inscreva. É um dos clubes de vinho mais ativos.

- Aulas sobre vinho acontecem em todo o mundo. O comediante John Cleese, um dos líderes do famoso grupo inglês Monty Python, estrela de vários filmes, como “Um Peixe Chamado Wanda”, vai apresentar um programa de uma hora na televisão inglesa. Cleese é um veterano entusiasta e quer desmitificar a bebida para os consumidores novatos. O título já está escolhido: “John Cleese fala sobre Vinhos para os Confusos”.

- Pois aí está: corrigimos o que era preciso, como o telefone da Musa, colocamos em dia a correspondência, demos uma dica ao leitor Luiz e borrifamos tudo com notinhas curiosas sobre o mundo dos vinhos.
Mas nosso repertório é maior. Querendo mais é só clicar no Bolsa de Mulher ou falar com a Soninha pelo soniamelier@adegaebar.com.br

O que passarinho bebe

by soniamelier em 14 de outubro de 2004 | 21:00

Recebi uma aguardente de banana, mas oficialmente não posso chamá-la de cachaça – cachaça de banana, que é o que ela é, na verdade. Pois o governo brasileiro, em outubro de 2003, definiu oficialmente cachaça como aguardente feita de cana de açúcar. O esforço é de promovê-la e defendê-la nacional e internacionalmente, de diferenciá-la de aguardentes de cana de açúcar até mais famosos, como o rum. Como foi descrita no Diário Oficial da União, a cachaça é o nome exclusivo e típico do destilado de álcool originário da cana de açúcar, produzida no Brasil com um conteúdo variando entre 39 e 49º de álcool por volume. É obtida através da destilação do mosto fermentado da cana de açúcar, como sabor e aromas característicos, cujo conteúdo de sacarose pode chegar a seis gramas por litro.

Logo, não sei se lamento não poder chamar a “Musa”, a saborosa aguardente de banana que ganhei, simplesmente de pinga de banana. Não é assim tão importante. O “marc” é talvez a aguardente mais popular na França. É feito do bagaço da uva e vivia sendo citado (e consumido) por gente famosa, como os escritores Ernest Hemingway e George Orwell. Mas nem por isso outras aguardentes francesas tomaram o nome “Marc” emprestado. Não precisavam. O Cognac é o destilado de uva. O Poire é feito de pêra. O Calvados, o aperitivo preferido do detetive Maigret, é feito de maçãs.

O genérico mesmo é “eau-de-vie”, água da vida, destilado incolor, feito do mosto puro de frutos, sem adição de açúcar, corante ou aromatizante. Podemos afirmar que cada país ou região tem lá as suas “eau-de-vie”, a “água da vida”, a “água-ardente”.

A Bagaceira, feita do bagaço da uva, faz a fama de Portugal. Na Alemanha, é destilada a partir da cereja resultando no famoso Kirsch. Na Escócia e Irlanda temos o consagrado Whisky, destilado de cevada (e também de trigo e aveia). Da Inglaterra temos o gim. É, como o whisky, destilado da cevada maltada, mas aromatizado de acordo com receitas variadas, que incluem o zimbro, coentro, amêndoas, cascas de limão e de laranja etc. Da Rússia e Polônia veio a Vodka, a partir do centeio, batata ou arroz. Vodka quer dizer “água”. Da China e Japão, o Sake, com base no arroz. A Itália imortalizou a sua Grappa, também uma aguardente de cascas, talos e sementes de uva: feita do resto, do que sobrava após as uvas serem prensadas.

A “água-ardente” já era produzida pelos antigos egípcios e gregos. Na Idade Média, os alquimistas se apropriam dela: acreditam que possuía poderes medicinais e mágicos. É quando se transforma em “água-da-vida”. (E olha que muita gente ainda acredita nessas mágicas). Da Europa chega ao Oriente, com a expansão do Império Romano. Os árabes inventam o alambique, o equipamento básico para a destilação. E a água-ardente lá é chamada de “Al raga”, originando o “Arak”, o destilado mais popular na península sul da Ásia, devidamente misturada com anis e que se toma com água.

Os colonizadores portugueses trouxeram para o Brasil a cana-de-açúcar lá da Ásia. Não demorou muito a descobrirem a “Cagaça”, depois “Cachaça”, a partir de um engenho da Capitania de São Vicente, entre 1532 e 1548. Como quase todas as aguardentes aqui citadas, a nossa cachaça, foi primeiramente bebida por gente humilde: camponeses se protegendo do frio ou mesmo da fome, como os nossos escravos.

Italo Calvino e George Orwell falam das pessoas que não podiam começar seus dias de trabalho sem uma talagada para enganar seus estômagos e tolerar seus senhores. A aguardente estava lá mais para embriagar, para aparar arestas, para dar uma cor ao cinza, passar um verniz na vida, nem que fosse por momentos.

Mas a cachaça chegou a outros patamares sociais no Brasil e até já faz fama o exterior. A Caipirinha é o drinque que melhor a representa, um embaixador de nosso país em qualquer ponto do mundo.

A Musa

Ela é outra “eau-de-vie”, só que feita de banana, assim como o Calvados é feito de maçã e o Kirsch de cereja. Vem das Minas Gerais, como a maioria das boas pingas. De Itajubá, onde existem bananais centenários. É feita no sítio Caminho do Sol por um entusiasta.

A primeira partida é de 2000, originária de destilaria própria. Em quatro anos, o técnico Antônio Carlos Ferreira vem produzindo 30 mil garrafas por ano. Pode parecer pouco para um país que produz em torno de 1,3 bilhão de litros de cachaça por ano. Contudo, tudo isso é um tanto genérico, sem muito sabor. Sua maior qualidade é rapidamente inebriar.

A Musa está chegando a Portugal, Alemanha, França, Itália e Japão. E vem encantando aos brasileiros. Ela tem o que a maioria das aguardentes não tem: aroma, sabor e maciez.

Vou querer repetir e sei que posso encontrá-la na rede Pão de Açúcar ou encomendá-la diretamente à Destilaria Musa pelo (035) 2621-1293, Itajubá, MG.

A amiga leitora pode esquecer da “Marvada Pinga”, da “Mandureba”, da “Perigosa”, da “Tira-Teima”, da “Abrideira”, da “Danada”, da “Branquinha”, da “Sete-Virtudes” – e centenas de outros apelidos, a maioria carinhosos.
Você vai gostar da “Musa”: ela é água que passarinho bebe.

Mais sobre cachaças e outros aguardentes é só clicar para o Bolsa ou para a Soninha no soniamelier@adegaebar.com.br

A mesa ao lado

by soniamelier em 7 de outubro de 2004 | 21:00

“Mais uma taça, querido!”. Você é capaz de começar a ouvir isso com mais freqüência nos bares e restaurantes. A namorada ou esposa da mesa ao lado incentivando seu parceiro a tomar mais uma taça – desde que seja de vinho tinto. Soa como se fosse aquele remédio que você quer empurrar goela abaixo no Júnior. Com certeza, a moça da mesa ao lado leu recentemente que homens que bebem de uma a duas taças por dia de vinho tinto podem cortar pela metade o risco de câncer na próstata. Logo, se eu fosse homem abandonaria todas as demais bebidas e sacramentaria o vinho tinto na minha vida.

E a moça da mesa ao lado devia ter “aquilo” na cabeça: “Vinho tinto pode melhorar nossa vida sexual”. A dele, possivelmente. Já a dela, vai depender das artes do parceiro, aquelas que se estendem além do ato de beber vinho tinto. Ou pelo menos deveriam se estender. O que ela deve ter lido foi matéria originada de artigo publicado pelo “The International Journal of Cancer” (Jornal Internacional do Câncer) sobre pesquisa feita pelo Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, de Seattle, Estados Unidos. Este estudo, publicado agora, em finais de setembro, informa que os homens pesquisados pelo Centro, aqueles que consumiam quatro ou mais taças de vinho tinto por semana reduziam o risco de câncer de próstata em cerca de 50%.

Os estudos anteriores sobre os efeitos do consumo de bebida alcoólica no câncer de próstata não foram lá muito conclusivos. O chefe da equipe de Seattle, a Doutora Janet Stanford, disse que agora o objetivo era determinar se o vinho tinto, que tem grandes concentrações de polifenóis, era mais eficiente do que cerveja e destilados, ambas com poucos desses componentes químicos.

Polifenóis ou fenóis formam um grande grupo de componentes químicos com tremenda capacidade de ação. Têm origem natural: incluem os pigmentos da fruta, principalmente os de cascas escuras; os taninos, comuns nas uvas, e muitos elementos de sabor. São encontrados em grande quantidade, em particular nas uvas tintas.Têm propriedades antioxidantes e antiinflamatórias e muitos deles podem ter o potencial de prevenir o câncer, pois bloqueiam certas enzimas que promovem o desenvolvimento do tumor.

Eles também podem reduzir a proliferação de células, fator que geralmente leva ao câncer. É capaz de programar a morte de células, ajudando o corpo a livrar-se das cancerosas. Os fenóis agem também como um estrógeno, reduzindo os níveis de hormônios masculinos em circulação, como a testosterona, combustível do crescimento do câncer de próstata.

O resveratrol, já tão falado aqui, é um fenol achado abundantemente nas uvas e nos vinhos tintos. Estudos recentes já demonstraram que ele pode reduzir melanomas na pele e eliminar células de câncer nos seios. Os pesquisadores analisaram dados de 1990 de 753 pacientes diagnosticados com o câncer de próstata. Eram homens entre 40 e 64 anos que viviam na área de Seattle. Destes, 498 pacientes tinham tumores “menos agressivos”. Os “mais agressivos” estavam com os restantes.

Para atualizar a pesquisa, reuniram um grupo de 703 homens, na mesma faixa de idade, mas sem a doença. Todos foram entrevistados sobre suas dietas e hábitos relativos a bebida, fumo, história familiar ligada a câncer, renda pessoal, número de parceiros sexuais em suas vidas e outros fatores relativos a estilo de vida. Um drinque foi definido com igual a uma latinha de cerveja, a uma taça de vinho e a uma dose de uísque. Aqueles que bebiam menos do que um drinque por semana foram colocados no grupo dos abstêmios. Os demais ficaram em categorias de acordo com o volume bebido: “leves” (de um a sete drinques por semana), “moderados” (de oito a quatorze) e “pesados” (15 drinques ou mais). Foram classificados igualmente pelo tipo de bebida preferida.

Após ajustarem todos os fatores, os pesquisadores descobriram que o risco de um câncer de próstata dos bebedores de cerveja e de destilados era igual ao dos abstêmios. Os bebedores “pesados” faziam a exceção, mostrando um aumento de 42% no risco de adquirir o tumor. Mas o vinho tinto demonstrou possuir um grande efeito protetor contra o câncer de próstata, mesmo nos níveis mais baixos. Os bebedores “leves”, por exemplo, ficaram com um risco 27% menor de desenvolver a doença. Os “pesados” tiveram o risco reduzido em 37%. Como se pode concluir, a melhor marca ficou mesmo com os “moderados”, com 44% menos de risco.

Os cientistas verificaram ainda se os efeitos do vinho tinto eram maiores do que os do branco. Com o vinho branco não encontraram evidências de seus efeitos na redução do risco da doença. Já com o tinto, entre homens que consumiam quatro taças ou mais por semana a incidência de câncer de próstata foi cerca de 60% menor do que entre os homens do grupo com os mais agressivos tipos do tumor.

Vai ver foi isso que a moça da mesa ao lado deve ter lido. Mas olho e o casal já partiu. Apressados pelos efeitos do vinho? Um novo casal ocupa a mesa ao lado. Pedem vinho. Só que desta vez é o marido ou namorado que incentiva a moça a tomar vinho. Tome mais uma taça, repetia.

Que pesquisa será que ele leu? A mais recente é que conheço fala que as mulheres que bebem (moderadamente, sempre) cerveja ou vinho têm ossos mais fortes. Não achei que a moça precisasse assim de tanto vinho.
Então, quem pediu as contas fui eu. Não bebo nada como remédio, mas para passar meu tempo com prazer, desvendando sabores e aromas, admirando cores e tentando decifrar as origens dessa maravilha que é o vinho. De outro modo, vira xarope. Tenho é que ser mais educada e não prestar mais atenção na mesa ao lado.

As referências a essas pesquisas as amigas podem encontrar em matérias da boston.com e WineSpectator 1  WineSpectator 2

Se as amigas quiserem mais dicas é só clicar para o Bolsa de Mulher ou para a Soninha, no soniamelier@adegaebar.com.br.



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