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De volta ao Paradoxo Francês

by soniamelier em 31 de janeiro de 2002 | 21:00

Falei que estava rouca de viver cantando as qualidades medicinais do vinho, mas não tem jeito: os cientistas não param e vivem descobrindo coisas novas. O vinho parece um oceano aberto para novas descobertas. E, para a nossa felicidade, o que os centros de pesquisa e laboratórios revelam coloca o vinho numa posição de grande vantagem sobre a maioria dos itens de consumo.

E olha que não estamos falando de uma erva medicinal danada de ruim para beber. Falamos de algo que é mais do que uma bebida. O vinho fala conosco. Conta milhares de histórias sobre aromas, cores, sabores, regiões, paisagens, temperamentos, que mudam a cada garrafa, a cada gole, a cada dia. Parece quieto lá na sua garrafa. Mas só nas aparências, pois, como diz a escritora Joanne Harris (Chocolate, Vinho de Amoras), o vinho é um ventríloquo.

A solução é voltar a falar das novas descobertas sobre as qualidades medicinais do vinho. E continuar rouca.

Peptídeo – Já ouviram sobre ele? É uma substância que faz os vasos sanguíneos contraírem. O sangue tem dificuldades em passar… e babau! Nossa carreira é interrompida – temporariamente se dermos sorte.

Agora mesmo, em janeiro, um time de cientistas londrino descobriu como o vinho tinto reduz o risco de doenças do coração. Essa equipe, que opera na Queen Mary University, de Londres, estava tentando decifrar o enigma do chamado “Paradoxo Francês”. Há pouco mais de dez anos, o epidemiologista e nutricionista francês Serge Renaud provou os benefícios do vinho para a saúde e das suas vantagens sobre cerveja, destilados e – atenção – a abstinência do álcool.

No dia 17 de novembro de 1991, o famoso e respeitado programa 60 Minutes, do canal de TV norte-americano CBS, colocou no ar uma reportagem intitulada “The French Paradox” (O Paradoxo Francês), entrevistando Serge Renaud. O cientista descreveu como era possível o povo francês ter um índice tão baixo de ataques fatais do coração, mesmo consumindo regularmente grandes quantidades de gordura animal. O segredo estava no consumo de grandes quantidades de álcool sob a forma de vinho, provava Renaud.

60 Minutes – Era (ou ainda é) o programa jornalístico de maior audiência do país. Vocês lembram do filme O Informante (“The Insider”), com Al Pacino e Russell Crowe, que teve 7 indicações para o Oscar? É todo em volta do programa e de uma entrevista sobre o cigarro como uma droga como qualquer cocaína – que cria dependências, danifica também o cérebro, além de ser cancerígena. É visto por 40 milhões de pessoas. Logo, logo, as revelações de Renaud fizeram com que o interesse do público sobre o vinho explodisse.

Desde então, as pesquisas científicas sobre o vinho como elemento importante para a saúde tomou grandes proporções em universidades, laboratórios médicos, hospitais, escolas de enologia e empresas farmacêuticas e alimentícias. E Renaud passou a ser conhecido como “o pai do Paradoxo Francês”. O que se sabia era que o vinho tinto contém, entre seus elementos positivos, polifenóis – substâncias antioxidantes que ajudam a reduzir o risco de problemas cardiovasculares. Os cientistas londrinos descobriram como. Eles bloqueiam a ação dos peptídeos (proteínas e hormônios formada por dois ou mais aminoácidos), que contraem nossas artérias.

O vinho tinto torna menor a produção de um peptídeo em particular, a endotelina-1. Normalmente, esses elementos ajudam a manter a estrutura dos vasos sanguíneos. Mas em excesso, a endotelina promove a formação de depósitos de gordura que bloqueiam as artérias. A pesquisa foi feita numa cultura de células da veia aorta retirada de vacas. A essa cultura adicionaram extratos de 23 vinhos tintos, 4 brancos, um rosé e suco de uva tinta.

No caso dos vinhos tintos, a produção de endotelina-1 caiu 50% em uma hora. O suco de uva também funcionou, mas não com a mesma força. Vinhos brancos e rosés não tiveram efeito sobre o peptídeo. “Isso indica que o princípio ativo do vinho tinto deriva das cascas das uvas e outros componentes criados durante o processo de vinificação”, afirma o estudo.

Os resultados mostraram também que quanto maior a quantidade de polifenóis de um vinho, mais baixa a produção da endotelina-1. O estudo utilizou extratos de várias cepas, como Merlot, Pinot Noir, Sangiovese e Shiraz. De um modo geral, os vinhos com base na uva Cabernet Sauvignon demonstraram os mais altos índices de polifenóis e o maior impacto sobre os peptídeos.

Pareci um tanto científica hoje? Mas a causa, nem precisa falar, é pra lá de boa, não é mesmo?

Se quiser saber mais sobre outros benefícios do vinho (e olha que os brancos e rosés também tem os seus) é só clicar no Bolsa ou na Adega & Bar.

De volta às perguntas

by soniamelier em 17 de janeiro de 2002 | 21:00

É sempre assim depois das festas: perguntas, dúvidas, algumas descobertas, relatos de feitos maravilhosos (e também de desastres). E tudo isso e mais alguma coisa voltam aqui para a Soninha, inclusive pedindo dicas para viagens de férias.

Um dos mais freqüentes problemas (resultando, portanto, numa dezena de perguntas) é sobre as manchas provocadas pelos vinhos, principalmente os tintos. E não precisa ser festa para ficar manchada, não. Eu, após um jantarzinho comigo, eu mesma e Soninha, me vejo com uma blusa, saia ou toalha manchadas.

Olha o que eu já tentei:

1) Spray tira-manchas – estou testando um da marca Wine Away, vendido pela importadora Impexco, que compro aqui no Armazém do Guga, em Itaipava (Rua Deputado Altair de Oliveira Lima, 30, loja I, tel 24 22226255). No Rio, você encontra na sede da empresa (21 2424-2624). Custa R$ 22,00. A Impexco, você sabe, importa ótimos vinhos da Itália, França, Argentina, Chile, entre outros mercados. Excelente oportunidade para novas manchas. Mas esse spray ainda não me convenceu. Nenhum grito de eureca.

2) Esfregar vinho branco na mancha. Só funciona em nylon. Com seda e algodão, o problema pode até piorar. Nesses casos, o melhor é lavar, bem lavadinho. E esqueça a conhecida solução de vinho branco e sal. Melhor apenas o vinho branco. Meia eureca e olhe lá.

3) Uma amiga do Rio comprou um removedor muito bom. Chama-se Erado-sol e é vendido pela Camco, uma empresa da Flórida, EUA, principalmente para laboratórios e empresas de saúde. Pode ser comprado via Internet, embora minha amiga tenha trazido de lá, diretamente. Funciona bem com qualquer tipo de tecido – inclusive a seda. Vale uma sonora eureca.

Se nada der certo, você pode passar a só usar preto e vermelho e abandonar no armário todas as suas blusas de seda. O que não é o caso, não é mesmo?

Outra leitora revelou que optou por espumantes italianos, espanhóis e argentinos. Diz que não sentiu firmeza nas repetidas indicações que faço sobre a qualidade dos espumantes nacionais. Acho que essa leitora está atrás de grife ou de confirmações mais oficiais.

Então, anota aí, amiga. A IWSC (International Wine and Spirit Competition), uma das entidades que julgam os melhores vinhos do ano, colocou 18 vinhos brasileiros entre os melhores de 2001. A metade deles é de espumantes! Eis aqui a relação: Marcus James Espumante Brut (da Vinícola Aurora), com medalha de prata; Espumante Aurora Naturel Asti 2000 (Aurora), medalha de prata; Marcus James Espumante Demi Sec (Aurora), medalha de prata; Dal Pizzol Espumante Brut 2000 (Monte Lemos), medalha de prata; Amadeu Brut Champenoise (Cave de Amadeu), medalha de bronze; Espumante Brut Dom Candido 2000 (Vinhos Finos Dom Candido), medalha de bronze; Aurora Espumante Natural Branco Brut 98 (Aurora), medalha de bronze; De Greville Demi Sec (Bacardi-Martini do Brasil), medalha de bronze; De Greville Brut (Bacardi-Martini do Brasil), recomendado.

A seleção é feita por um time de 100 degustadores de vários países, todos profissionais. A degustação é feita às cegas (ninguém vê o rótulo dos vinhos).

Sempre falamos que os brancos nacionais ainda são superiores que os tintos e que nossos espumantes não ficam nada a dever aos de mesma categoria estrangeiros (exceto os de Champagne, França).

Os brancos nacionais parados que receberam prêmios da IWSC são: Aurora Chardonnay 2000 (Aurora), bronze; Aurora Reserva Gewürztraminer 99 (Aurora), bronze; Aurora Ratzkeler 99 (um blend de brancos), bronze, e o Aurora Gewürztraminer 2000, recomendado.

Os tintos nacionais destacados foram: Aurora Pinot Noir 99, medalha de bronze; Marcus James Pinotage 97, bronze; Reserva Miolo Merlot 99, bronze, e Reserva Miolo Cabernet Sauvignon 99, recomendado
.
Viu? Você agora está com uma lista completa de bons nacionais e pode até dar outra festa. Aliás, aproveite o verão para ter alguns já bem resfriadinhos e matar a sua sede, a qualquer momento. E pare de duvidar, por favor!

Poxa, o espaço já está minguando. Então vou dar uma de globe-trotter aqui. Amiga vai viajar para as ‘Europas’ e quer indicação de lugar chique onde possa tomar bons vinhos. E sem gastar muito! Se todas as minhas amigas fossem como essa eu estava frita e mal paga.

Mas não é missão tão impossível como parece. Minha amiga tem de procurar a rede de restaurantes Les Bouchons (“As Rolhas”), do famoso François Leclerc. Ele tem uns oito na cidade. São todos superchiques, com boa comida e ótimos vinhos – e por preços sem iguais – possivelmente em todo o mundo! Nem mesmo em lojas você encontra preços iguais. Fica na 7, rue du Boccador 75008 , tel.: 01 47 235780, entre a Avenidas George V e Montaigne, acho que no 8 eme arrondissement.

Alguns exemplos (olhe que são preços de garrafas de 750 ml):
CHATEAU TROTTEVIELLE 1993 -1er grand cru classé – US$ 7,00 = R$ 16,60;
CHATEAU COS D’ESTOURNEL 1995 – 2éme cru classé – US$ 14,15 = R$ 33,55;
CHATEAU MONTROSE 1993 – 2ème cru classé – US$ 7,50 = R$ 17,80;
CHATEAU PHELAN 1995 – US$ 2,70 = R$ 6,40;
CHATEAU LAFON ROCHET 1996 – US$ 5,20 = R$ 12,30;
CHATEAU LA HAYE 1990 – Cru Bourgeois – US$ 5,30 = R$ 12,60.

É uma pequena mostra, amiga. A carta de vinho do Les Bouchons é de bom tamanho. Veja que no exemplo acima só temos grandes crus e boas safras. Onde comprar numa loja (para não falar em restaurante) um 1er grand cru classé por 16 reais? Bom, em lugar nenhum. Nem aqui, nem em SP, ou Nova York, Londres etc. Só mesmo no Les Bouchons, Paris. É ou não é uma boa dica? É passar as férias degustando na casa do seu François (quem estiver duvidando é só dar uma olhada no site: www.lesbouchonsdefrancoisclerc.com.)

Se quiserem mais dicas ou fazer mais perguntas antes da próxima coluna é só clicar no Bolsa ou na Adega & Bar.

Horóscopo do vinho

by soniamelier em 3 de janeiro de 2002 | 21:00

Pronto, 2002 chegou. Melhor, desabou! Quem poderia adivinhar o quanto de água cairia (ou deixou de cair)? Tem até prefeito querendo processar a meteorologia. Poderiam buscar socorro na astrologia.

Querem um exemplo para o ano inteiro, para todo 2002? Veja só, abaixo, como escolher vinhos para amigas, amigos e para aqueles mais que amigos considerando os signos do zodíaco. Pelo perfil astrológico de cada um deles você saberá escolher o presente perfeito (vinho, melhor falando).

Capricórnio (22 de dezembro a 20 de janeiro) – O povo de capricórnio tem grande respeito pelo tempo e, ao mesmo tempo, são grandes investidores. Por isso, tem particular gosto pelos vinhos mais maduros, envelhecidos, que podem ficar anos esperando nas adegas. Compram hoje para obter lucros em alguns anos ou vão beber vinhos com buquês maravilhosos. Logo, os presentes ideais são um vinho do Porto 10, 20, 30 anos envelhecido, ou um champagne de safra ou um bom vinho reserva. E até mesmo um vac-au-vin (esses preservadores de vinho compostos por rolhas de borracha e uma bombinha para retirada do ar da garrafa).

Aquário (21 de janeiro a 18 de fevereiro) – É o signo do progresso e da tecnologia, do pessoal que gosta de coisas fora do comum. Claro que para eles você vai escolher vinhos com garrafas estranhas, de design diferenciado (os italianos são mestres nesse setor) ou novidades (ninguém tem, só o seu aquariano!), ou com sabores mais exóticos: os tintos da Sardenha, brancos da Alsácia, Pinot Noir da Hungria, blends da Califórnia, brancos da Inglaterra, tintos da Grécia ou do México – por aí. Pode também escolher um super saca-rolha, daqueles bem avançados (ou complicados), cujo manual de funcionamento tem 150 páginas apenas.

Peixes (19 de fevereiro a 20 de março) – Eles se amarram em mágica e romance. Logo, um bom champagne – mas não apenas o espumante. Acrescente algumas velas (as de artesanato, com cores e formas diferenciadas) e um CD do Chet Baker. O clã de peixes gosta também de vinhos mais fortes, mais encorpados. Escolha cuidadosamente entre Amarones (Itália), Zinfandel (Califórnia), Syrah (Ródano, França) ou um Porto bem amadurecido.

Aries (de 21 de março a 19 de abril) – Gostam de presentes que possam desfrutar ou consumir imediatamente. Logo, desista de Portos ou vinhos que precisem amadurecer por longo tempo. Selecione tintos jovens, de Bordeaux ou do Chile, ou Chardonnays (que não tenham amadurecido em barril de carvalho); ou os Sauvignon Blanc do Vale do Loire (os famosos Sancerre). Champagne regular (não safrada) também funciona, claro. Assim como um novo jogo de taças de cristal. Eles vão adorar!

Touro (de 20 de abril a 20 de maio) – É um povo muito especial: gostam de conforto e prazer sensual. Vinhos simples, descomplicados, como os italianos, chilenos e argentinos serão de grande apelo. Gostam também de comer bem. Logo, uma boa idéia é preparar uma cesta com esses vinhos simples, mas saborosos, e uma seleção de queijos. Os taurinos têm um lado meio “mão-fechada”. No caso de vinhos, isso quer dizer que possuem alguns grandes vinhos que guardam fechados a sete chaves e não oferecem de modo algum. Logo, procure saber o rótulo de algum desses vinhos “escondidos” e presenteie com uma garrafa. Vão adorar: pois vão manter seu tesouro intocado.

Gêmeos (21 de maio a 21 de junho) – O que quer que você compre, compre em dobro: um para cada lado da famosa personalidade dividida da turma de gêmeos. Exemplo: compre alguns vinhos, MAIS um livro sobre Bordeaux etc. Sempre alguma coisa acompanhando a outra de modo natural. Como também gostam muito de aprender, os livros me parecem sempre uma boa idéia. Nessa linha, fazer uma assinatura de alguma revista especializada será ótimo presente: a brasileira Vinho, a inglesa Decanter ou as norte-americana Wine Spectator e Wine X Magazine (considerada a melhor revista de vinhos, em 2001, e de onde tomei referências para fazer essa coluna) são boa opções. Outra idéia é presenteá-lo com um curso de vinhos (pode ser um completo na ABS ou aqueles mais rápidos promovidos por lojas especializadas ou restaurantes).

Câncer (22 de junho a 22 de julho) – É a turma que gosta de casa ou, pelo menos, de dirigir uma casa. São os donos desse pedaço. Então é fácil: os presentes vão de abridores, racks, taças, decantadores. Serão melhores se bem antigos (ou parecerem antigos). Nessa linha, uma garrafa de um malte escocês bem envelhecido ou um Porto Vintage são igualmente boas idéias.

Leão (23 de julho a 22 de agosto) – Adoram receber presentes (e quem não gosta?), seja uma garrafa magnum de champagne, seja um simples tinto chileno. Não importa o preço ou a quantidade. Uma boa é levar o seu querido leonino para jantar num lugar já testado por você. Não precisa ser da moda ou muito caro. Um canto aconchegante com uma comidinha bem feita e uma carta de vinhos decente. Tá feita a festa! Seu amigo de Leão jamais vai esquecer dessa noite.

Virgem (23 de agosto a 22 de setembro) – Eta povo difícil para presentear! Gostam ao mesmo tempo de coisas realmente úteis, mas que tenham forte apelo visual. Tente um rack de vinhos que tenha um design mais escultural. Ou algumas das enciclopédias de vinho (pode ser a Oxford da Jancis Robinson ou o novo Wine Atlas, da mesma autora). A lembrança das enciclopédias vem a calhar, pois o pessoal de Virgem gosta muito de estudar. Assim, oferecer um curso de culinária ou de enologia também é boa idéia.

Libra (23 de setembro a 23 de outubro) – É o signo que rege a beleza. Não importa o presente, cuide muito bem da sua embalagem. Bons presentes para eles seriam jarras para gelar champagne, decantadores e taças de cristal. Ou livros ricamente ilustrados. Vinhos ricos em aromas e frutas – são outras das opções.

Escorpião (24 de outubro a 21 de novembro) – Procure pelos itens mais chegados ao esotérico, ao escondido. Decantadores antigos, taças típicas da Alsácia ou para Porto. São por tradição o povo que regula o comércio de vinho. Logo, tente achar livros sobre a construção ou administração de adegas. Gostam também de coisas mais raras, difíceis de encontrar. Exemplo: vinho argelino. Seria uma grande pedida.

Sagitário (22 de novembro a 21 de dezembro) – É o signo da viagem. Se você não puder presenteá-lo com um passeio pelo sul da França (e quem pode?), tente livros sobre as regiões vinícolas francesas (ou qualquer outra). Ou compre um curso de vinho – daqueles rápidos, especializados. Exemplo: os vinhos do norte e do sul do Ródano.

Viu? O vinho sempre estará presente nesse nosso 2002 que começa e que, com sua presença, será sempre muito feliz!

Continue a tirar suas dúvidas sobre o mundo dos vinhos e destilados aqui no Bolsa ou na Adega & Bar.



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