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Vinhos e o zodíaco

by soniamelier em 31 de maio de 2001 | 21:00

Já viu seu horóscopo hoje? Se você é de Aquário, certamente está com um champagne na mão. Se é de Virgem, chegada a uma extravagância, comprou um Viognier ou um super branco do Rhône.

Pois não é que fizeram um mapinha zodiacal especial para vinhos? O autor é o americano Christopher Fehlinger e sua matéria apareceu na The Wine X Magazine, editada na Califórnia e que tem uma firme proposta de apresentar o mundo dos vinhos para a geração de 21 a 35 anos. Isso mesmo, pois do jeito que as coisas estão, em todo o mundo, o vinho fica parecendo coisa de coroas esnobes. Como nossa proposta não tem nada de diferente, principalmente no que se refere ao excesso de esnobismo nesse mundo, achei interessante passar essa matéria para minhas queridas amigas.

Então vamos ao mapa, que considera o movimento contínuo das estrelas. À medida que elas se movem, influenciam nossas vidas de muitas maneiras. São “trânsitos” planetários (ainda vou acabar a vida escrevendo horóscopos e com muita honra) que podem inspirar mudanças em gostos individuais. Veja se esses gostos conferem com seus signos e seus vinhos.

Áries- É o primeiro signo (de 21 de março a 19 de abril), reunindo a turma que vive para o momento. Agora é a hora para que aprendam alguma coisa sobre vinhos e produzam uma adega ou simplesmente comprem algumas garrafas só para experimentar. Não é hora de tomar qualquer coisa que dê na telha.

Touro- Quem é do segundo signo do zodíaco (entre 20 de abril e 20 de maio) costuma caracterizar-se como um tinhoso quebrador de galhos. Logo, deve se estocar dos melhores vinhos de modo a celebrar adequadamente suas vitórias. Deve seguir experimentando novos vinhos, como é de sua personalidade.

Gêmeos- O terceiro signo do Zodíaco é relativo aos que nascem entre 21 de maio e 20 de junho, daqueles que se descuidam facilmente de detalhes. Portanto, evitem compras muito pródigas. Devem escolher vinhos simples, já que esses tempos complexos de apagões e tarifaços pedem coisas mais singelas.

Câncer- O pessoal de Câncer (quarto signo, de quem nasce entre 21 de junho e 22 de julho) é normalmente quieto, reservado. Faz de sua casa um retiro bastante importante. Um retiro que ficará mais confortável com um bom Cabernet ou um Riesling alemão.

Leão- Os leoninos (o quinto signo, vigorando entre 23 de julho e 22 de agosto) estão sempre atentos a conflitos que possam aparecer de algum lugar. Por isso, ficam freqüentemente frustrados com seus gostos pelo vinho, pois esse jeito de sentinela não os deixa suficientemente relaxados para aproveitar a bebida. Mas, olha, não adianta ficar de vigília que o tarifaço vai mesmo acontecer. Relaxe e aproveite seu vinho. À luz de velas.

Virgem- Quem nasce entre 23 de agosto e 22 de setembro, sob a regência do sexto signo, é dado a vinhos exuberantes, a restaurantes extravagantes. Têm um gosto que tende ao exótico, aos Petite Sirah, aos Viognier e aos vinhos do Rhône. Eu não tenho nada contra. Muito pelo contrário.

Libra- É aquele da balança, o sétimo signo do zodíaco, para os que nascem entre 23 de setembro e 22 de outubro. Como propõe harmonia, equilíbrio, o povo de Libra tem uma forte tendência à harmonia e elegância, não importa que ela esteja em vinhos de 10 pratas ou num carésimo cru classé de Bordeaux. Vão gostar de experimentar harmonizações de Bordeaux (Cabernet Sauvignon com Merlot etc.), os Rieslings alemães, que combinam bem o doce da fruta com a acidez. Outra boa pedida são os Viognier, pela sua beleza, elegância e equilíbrio.

Escorpião- Para quem nasce entre 23 de outubro e 21 de novembro, o oitavo signo, Escorpião é considerado o comandante do comércio vinícola. Seus membros têm afinidade tanto pelo produto como pelo negócio. Conhecem os melhores vinhos, sejam eles obscuros vinhos Húngaros ou grandes Cabernets franceses. Conseguem sempre ter à mão vinhos difíceis de conseguir. Preferem os grandes Chardonnays e Merlots aos vinhos mais leves. Verdadeiros detetives, conseguem raridades baratas, como os tintos do norte da África e incomuns vinhos doces e jerez.

Sagitário- Gente do nono signo (entre 22 de novembro e 21 de dezembro), tá na hora de largar um pouco o batente e começar a ter uma vida social mais arejada. Vá a um bom restaurante, que tenha uma grande carta de vinhos, e comece a explorar seus paladares. Passe por uma loja e compre alguns vinhos para relaxar em casa.

Capricórnio- Se você é de Capricórnio (10o signo; entre 22 de dezembro e 19 de janeiro) pare de ficar ouvindo conselhos normalmente bobos. Leia mais sobre vinhos, aprenda mais. Conheça um vinhedo. Vá até o Vale dos Vinhedos, lá no sul. E se puder compre uma vinícola. Não, não estou dando uma de maluca. Os capricornianos são capazes disso.

Aquário Com aquele brilho que lhes é característico, os aquarianos (11o signo; entre 20 de janeiro e 19 de fevereiro) são avançadinhos e gostam de se mostrar um pouco. Devem estar com uma boa champagne e depois vão gastar o que podem e o que não podem pelo melhor tinto de Bordeaux que encontrarem. Eles gostam assim. E o dono da loja também.

Peixes- Gente de Peixes (12o signo; entre 19 de fevereiro e 20 de março), vamos parar de reclamar e entrar num curso sobre vinhos. Ligue para uma amiga de Sagitário e vá pras compras de bons vinhos. Vocês vão ver que basta olhar nas vitrines que eles aparecem. E aproveitem!

Se quiser que façamos sua carta (não a astral, mas a de vinhos), procure as moças aqui da Bolsa ou a Soninha lá no Adega & Bar (www.adegaebar.com.br).

Aproveite o apagão e faça a sua adega

by soniamelier em 24 de maio de 2001 | 21:00

Não entendo mais nada. Não temos apagão, mas fica a ração de umas merrecas de watts. Mesmo que se consiga economizar os tais 20%, ainda se paga uma estupidez de multa caso gastemos merreca e meia. É um breu só, gente!

É todo um cenário recessivo. O dólar está aumentando e o preço do vinho também. Assim, já está mais do que na hora de você comprar vinho e se estocar. Você vai precisar fazer a sua adega para no mínimo proteger o seu investimento. E a sua casa não é o ambiente mais propício para guardar vinhos, com temperaturas normalmente acima dos 21o C, ou bem acima disso, aqui no Rio. Mesmo os vinhos embaixo da escada não durarão muito tempo.

A primeira providência é saber quantos vinhos você quer guardar. Se você mora em casa, pode encontrar um quarto ou mesmo construir uma adega: uma pequena área escura, onde possa manter uma temperatura média de 15o C. e a umidade nos seus 70%. Mas pode ficar caro e o recurso é você comprar um climatizador. Os importados, para 50-60 garrafas estão pela hora da morte: U$ 1.500,00 a 1.700,00. Mas você tem similares nacionais bem em conta. Consulte a Adega Mattempe, em Poços de Caldas, Minas (Av. João Pinheiro, 354 – Centro, telefones: 0XX35 3714-1335 ou 9977-2872. Procure o Maurício). Ela tem três modelos de climatizadores com baixo consumo de energia, com capacidade variando de 115 a 50 garrafas e preços indo de R$ 2.000,00 a R$ 1.200,00 – que você pode pagar em até quatro vezes. Ou pode comprar uma geladeira Bosch, modelo Ecoplus, adaptar um termostato e, pronto, você criou uma Geladega, a um preço de mais ou menos R$ 800,00. É uma criação do engenheiro Miguel De Maria Junior, também das Minas Gerais, como falamos aqui na última coluna.

E os 50 vinhos com preços na base do dólar pré-apagão? Queridas, só consultei a minha Adega & Bar. Parece atrevimento, mas são ofertas que valem considerar. Vamos combinar que você terá uma adega com espumantes, brancos leves, brancos doces, tintos leves e tintos maduros. O básico. Essa adega deverá ter até 60 garrafas. Vamos ver no que dá.

Espumantes: Você leva três garrafas do Prosecco Perlino (750 ml), italiano; seis do espumante francês Louis Eschenauer (são de 250 ml) e mais seis do Prosecco Blû Lineavini, também italiano (em garrafas de 20ml). São 15 garrafas que vão custar R$ 129,00. (preço médio de R$ 8,60 por garrafa).

Brancos Leves: Uma garrafa do Riesling alemão Opperheirmen Krotenbrunnen Spätlese 1998, uma do brasileiro Dal Pizzol Chardonnay 2000, uma do Dal Pizzol Gewürztraminer 2000; quatro do chileno Leon Tarapaca Sauvignon Blanc em garrafas de 375ml; uma do delicioso chileno doce, o Santa Carolina Late Harvest, e mais três de outro chileno, o Santa Carolina Reservado Branco. Mais 11 garrafas por R$ 107,00 (preço médio de R$ 9,60).

Tintos Leves: Um Finca Flichman Reserva Merlot 1998 (Argentina), Um Dal Pizzol Gamay Primeur 2000, dois Buena Vista Reservado 1999 750ml (Chile), dois Bardolino DOC Antica Venezia 1998 (Itália), dois Dolcetto D’Alba Monforte DOC 1998 750ml (Itália), dois Valpolicella DOC Antica Venezia 1998 (Itália). Mais 10 garrafas somando R$ 177,00 (média de R$ 17,70 por unidade).

Vinhos tintos maduros: um Amarone Della Valpolicella DOC Cantina Soave 1994, dois Château Du Retout Haut Médoc AOC 1993 (França), um Château Haut Manoir Pomerol AOC 1998, um Château La Clare Médoc 1994, um Château La Grave-Lujol Sainte Croix du Mont 1994, um Château Magence Graves 1993, três Dão Acácio Garrafeira DOC 1985 750ml, dois Finca Flichman Reserva Cabernet Sauvignon 1996, um Finca Flichman Reserva Malbec 1998, dois Moulin-A-Vent Le Vieux Domaine 1998, um Woodbridge Cabernet Sauvignon. São 16 vinhos totalizando R$ 376,00 (média de R$ 23,50).

Total: Uma adega com 52 garrafas custando um total de R$ 789,00 (preço médio de R$ 15,17 por garrafa – uma pechincha!). Vamos dizer que você faça essa adega em 3 meses. Serão R$ 263,00 por mês. Nada mal.

Tira a prova consultando agora a nova lista da Adega & Bar. Sem trocadilhos, você vai babar.

À luz de velas: vinho e apagão

by soniamelier em 17 de maio de 2001 | 21:00

Vai ver que você está até gostando do apagão, pois só vai tomar vinho à luz de velas. Pois, amigas, o buraco é muito, mas muito mais embaixo. E vou dar logo uma senhora dica. Apresse-se e compre o que puder de vinhos. Já!

Como vai ficar a nossa indústria de vinho? O nosso vinicultor, lá da Serra Gaúcha, de Garibaldi, de Caixas, da Campanha e outras plagas, vai colher suas uvas entre dezembro e março. Até julho próximo as videiras estarão em hibernação, de agosto a dezembro acontece a floração e a circulação de seiva. A partir da colheita (das uvas brancas de dezembro a janeiro e das tintas de fevereiro a março – isso aqui, no Brasil), o produtor vai precisar intensivamente da energia elétrica.

As uvas foram colhidas num momento imposto praticamente pela mamãe natureza. Não pode ser um dia antes ou um dia depois. Uma vez colhidas, as uvas têm de ter seus sucos extraídos imediatamente. Caso contrário, vão oxidar. Igualzinho à fruta que você comprou e não guardou na geladeira.

O produtor pode perder sua safra já nesse momento. Mas vamos torcer para que não falte luz naquela hora. As uvas têm de ter seus sucos extraídos – o que é feito em prensas especiais, com pressão controlada, tudo movido a energia elétrica. Serão prensadas várias vezes até serem decantadas, freqüentemente por centrifugação (mais energia elétrica). E depois seguem para a fermentação em tonéis de aço inox, onde ficarão por muitos dias em temperaturas controladas e constantes. Mais energia elétrica.

Depois temos as fases da estabilização, conservação e filtração. Se em algum desses momentos faltar energia, o vinho pode estragar-se ou, quando muito perder qualidade. É um filme de suspense (ou de terror), onde até o momento parece que o bandido está levando vantagem.

Mas o drama não termina aí. Temos a fase final, o engarrafamento. As esteiras e máquinas de engarrafar a bebida são elétricas. Uma parada atrasa todo o processo. Causa prejuízos que se refletem na venda do vinho. Ele pode pensar em geradores. Mas, veja: no estado mais industrializado, São Paulo, só tem uma fábrica deles, que já não está dando conta do recado. Amigas, estamos falando de um senhor desastre.

A desgraça não pára por aí. Temos o problema com as garrafas, que estarão mais caras. Sim, as fábricas de garrafas nacionais estarão passando pelo mesmo problemão, produzindo menos e cobrando mais por um produto que ameaça ficar escasso. Os rótulos e material de embalagem também terão seus preços aumentados. Vão operar em horários alternativos, com custos extras. As tintas e papéis especiais subirão de preços.

Claro, você já está vendo o dólar subir, a falta de confiança na economia aumentar. Não bastando isso, essa falta de confiança é o mesmo que recessão, desemprego, falta de dinheiro no bolso do consumidor. Daí que o nosso produtor dificilmente vai tentar repassar esses custos extras para o consumidor. Vai tentar heroicamente absorve-los.

Aquela ida ao restaurante com direito a um vinho. Aquelas comprinhas que incluíam uma ou duas garrafas de vinho – tudo isso deverá passar para um plano pra lá de secundário. Os importados, principalmente daqueles vinhos mais baratinhos, vão continuar a ganhar terreno contra os nacionais que vinham cada vez mais se firmando como opção de preço e qualidade em nosso mercado.

Faça sua Adega Daí que vale a dica: saia em campo e faça a sua adega, compre o que puder já. Selecione alguns franceses, italianos, brasileiros, argentinos e chilenos – que você ainda encontra com bons preços e qualidade no mercado. Estabeleça uma meta: comprar vinhos com custo médio de R$ 30,00.

Uma adega de 50 a 100 garrafas pode ser feita com alguma rapidez e custo relativamente baixo. Tente achar um local em sua casa que seja escuro e tenha temperatura estável (até no máximo 20o C). Agora que a temperatura está caindo e a umidade aumentando, um cantinho embaixo da escada, por exemplo, seria ótimo. Caso o lugar que você arrumou tenha muita luz, cubra com um lençol as garrafas.

E você pode ainda comprar um climatizador de vinhos. Os importados são muito caros: US$ 1.500, a US$ 2.000,00 o de 60 garrafas. Mas existem opções caseiras, criadas por brasileiros, que são eficientes e muitíssimo mais baratos. Veja como é a Geladega do engenheiro mineiro Miguel de Maria Júnior. O esquema completo dessa geladeira, que não vai sair por mais de R$ 800,00.

Na próxima coluna vou apresentar opções de vinhos para adegas de qualquer tamanho. Vinhos de todo o mundo a preços abaixo do dólar atual. Verdadeiras pechinchas. Você não pode perder! Mas se quiser essas dicas desde já, faça contato: Adega & Bar.

A turma do funil

by soniamelier em 10 de maio de 2001 | 21:00

Depois da coluna sobre o Dia das Mães, recebemos de pronto muitas perguntas. O curioso é que a maioria delas se relaciona com vinhos, mas não com harmonização com comida e saúde, tônicas da matéria passada. Tem pergunta sobre gelo no vinho, fogo no conhaque, frescura e Porto gelado. Fica meio samba do crioulo doido. Mas o que fazer? Selecionei algumas, não em função de sua importância, mas busquei na temperatura algum tipo de lógica.

Vamos às perguntas.

Dá pra lembrar aquela marchinha, “A Turma do Funil” (é esse o nome?), que tinha um refrão que lembra CPI do Senado: “Nós é que bebemos e eles é quem ficam tontos”. No caso, elas é que ficam tontas.

Vocês vão ver porquê. Bem que tentamos ordenar as perguntas, mas desistimos. Mas, vamos ao questionário, que na verdade de tonto não tem nada, pois abriu nelas uma válvula de curiosidade e começaram a levantar uma série de bolas e dúvidas sobre o vinho e seu mundo.

É muito feio colocar gelo numa taça de vinho branco?

Será que a mãe da leitora fez isso? Se fez diante de um esnobe, cheio das etiquetas etc. e tal, provocou chiliques. A Soninha aqui só ia achar desnecessário. Mas vai ver que a temperatura subiu e o vinho precisava ficar um pouco mais frio (entre 7 e 12 graus). Aí, pra não perder tempo, você colocou uma pedra de gelo na taça. Os americanos não inventaram essa de colocar gelo no uísque, que o escocês só toma puro? A desculpa é a praticidade.

Mas com o vinho branco o que vai acontecer? Claro que vai ficar mais frio e também aguado – só isso, os demais componentes não serão afetados. O melhor seria garantir que a garrafa do vinho fosse mantida na temperatura correta e você o servisse sempre no ponto. Agora, se no branco uma pedra de gelo vai torná-lo apenas mais aguado, na champagne você perderá o gás do vinho, sua característica mais marcante. É ver futebol sem gol, mancada mesmo.

Posso usar uma vela comum para esquentar o conhaque?

Se a queridinha fizer isso com a intenção de agradar o namorado e esse manjar alguma coisa de bem beber, vai ficar só e com a vela na mão, seja ela comum ou não. Você já imaginou, meu bem, que o pessoal faz um senhor destilado, que fica amadurecendo em potentes e nobres barris de carvalho por dezenas de anos, adquirindo aromas insuperáveis e aí chega você com a sua velinha, esquenta o copo e afugenta esses aromas em três tempos? Pois é isso que vai acontecer. O conhaque deve ser aquecido com o calor da mão que segura o copo, de modo mais natural possível. Aí os aromas vão vagarosamente sendo liberados e percebidos, parte fundamental da degustação de um cognac. Querida, cuidado com papagaiadas. Beber bem é simples.

Um vinho fresco deve ser servido em que temperatura?

Minha senhora, confesso que não entendi. Se a senhora leu vinho fresco em algum rótulo ou numa crítica de vinho em jornais, deve ter lido sobre o termo aplicado àquele vinho que tem tudo muito equilibrado e harmonizado. Álcool e acidez no ponto, tornando o vinho bem refrescante e agradável. Esse é um vinho fresco. Sem nenhuma Brastemp.

Posso gelar o vinho do Porto?

Sei não, mas a turma tá beirando uma menopausa. Ora põe gelo no vinho, ora esquenta o conhaque, depois gela o Porto. O Instituto do Vinho do Porto diz que um Tawny ou Ruby, mesmo com 20 anos, pode ser servido frio (entre 7 e 12o C). Já o serviço para os vintage e os mais envelhecidos dever ser feito na temperatura ambiente (desde que esta não seja a da sua cobertura, ao meio dia, em pleno verão do Rio de Janeiro).

Só o vinho tinto é que faz bem à saúde?

Claro que a leitora fuçou as dicas sobre vinho e saúde da coluna passada e verificou que a maioria dos componentes benéficos à saúde existe praticamente só nos tintos. Logo, se justifica a questão: os brancos tão nessa ou não? Se a amiga tivesse feito essa pergunta há dez dias eu não saberia responder. Por tudo que li só os tintos é que se apresentam com a maioria das propriedades medicinais. Mas agorinha acabo de receber a notícia de que pesquisadores do Instituto do Vinho da Alemanha em parceria com a Universidade de Milão descobriram que os vinhos brancos possuem componentes capazes de combater com muita eficácia reumatismos, artrites e osteoporose. Afirmam que bastam duas taças por dia para que a terapia tenha sucesso. Estou fazendo esse tratamento há anos e dou minhas cambalhotas.

Os pesquisadores estimam que os brancos podem ter até propriedades mais eficazes do que os tintos. O motivo reside na característica das moléculas dos vinhos brancos, menores que as dos tintos, e, assim, mais facilmente absorvidas pela corrente sangüínea. Não duvidem dessas pesquisas, amigas. A mais antiga bebedora do mundo, que completou 115 anos no último 25 de abril, toma uma taça de vinho branco diariamente. Faz isso desde que se entende por gente. Marie Bremont toma sempre uma taça de Monbazillac, um vinho doce natural (botritizado), do sul de Bergerac, França. Os vinhos doces naturais conseguem ser muito longevos e Madame Bremont está nesse bloco: ela é da turma do funil.

Não fique tonta: saiba mais como servir vinhos e destilados. Mande suas perguntas para: Bolsa de Mulher (www.bolsademulher.com) ou Adega & Bar: www.adegaebar.com.br.



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