Chega o verão com todo o seu esplendor, trazendo seu calor inclemente e insuportável para quem não pode passar o dia na praia, de preferência, com o mar de agradáveis limpidezes e temperaturas até o pescoço, tal um periscópio curioso direcionado aos corpos dourados e esculturais que passam e repassam num doce balanço a caminho de não importa onde. Nem seus sexos tampouco importam. Ah, esses Adônis, essas Afrodites do estio, sonsos que são a incitar desejos inatingíveis e saudades torturantes dos tempos em que o nada era tudo, o ócio era a única obrigação e a preguiça reinava soberana sobre músculos e neurônios, sim, estes solitários neurônios que já sofrem os efeitos colaterais da estação mais brasileira do ano, aderem ao abominável espírito de boas festas, e por isso mesmo, lagarteiam de pança para cima, pensando apenas numa mísera desculpa plausível pela falta de imaginação para a última crônica do ano – ou conto ou texto ou escrito, como queiram. Oh, preguiça que me desaba como os temporais de fim de tarde e entope meus bueiros não me deixando ir, vir e fluir. Venço os deuses da inércia, me entrego à arte de não querer fazer nada e aglomero palavras sem pudores, bom senso e estilo – ou ao menos uma pontuação digna –, e num último e hercúleo esforço, peço desculpas por me recolher de fininho até o ano que vem, rogo compreensão especial aos heróis e amigos que me honraram com suas leituras e comentários semanais, ao mesmo tempo em que ofereço alívio aos que, por desaviso, ou teimosia, ou concessão, ou generosidade extrema, deram com os olhos nas histórias que cometi ao longo do ano que se esvai. Chega. Fica aqui meu muito obrigado a todos e a jura – ou ameaça – de que em janeiro estarei firme e forte no oficio de encher o saco de vocês com aquela história de “se quiser, se puder”, cujo clichê faço uso e abuso, um tanto por falta de criatividade, mas muito mais por excesso de sinceridade. Se quiser – e você quererá –, se puder – e você poderá – faça do seu Natal e de todos os instantes de 2011 os mais felizes de todos os seus tempos. E para concluir, o indefectível “Divirta-se” no final da frase. O ponto derradeiro fica por sua conta. Pode não ter nada, pode ter uma exclamação ou então aqueles três pontinhos, as tais reticências que denotam o infinito, coisa que ficou por terminar, ou que se estende ao bel prazer da sua imaginação. Ok, ok, não deixa de ser também um desejo de perene felicidade.
Canais
- Amor
- Beleza
- BolsaTV
- Cabelos
- Casa e Família
- Casamento
- Corpo e Bem-Estar
- Dinheiro
- Estilo de Viver
- Gourmet
- Moda
- Mundo Melhor
- Trabalho e Empreendedorismo
- Viagem
- Sexo
