Perder um amistoso não é uma tragédia, mas perder da Venezuela (pela primeira vez) é um vexame. O esporte preferido do povo venezuelano, definitivamente, não é futebol. Eles gostam de beisebol e basquete. O futebol é um esporte sem muita expressão no país de Chaves – a Seleção Venezuelana nunca teve bons resultados e jamais jogou uma Copa do Mundo. Perdeu 17 jogos para o Brasil e marcou apenas quatro gols nessas partidas. Por isso, perder de 2 x 0 da Venezuela num amistoso, num estádio em Boston, Estado Unidos, cheio de brasileiros imigrantes que devem ter pago um bom dinheiro pelo ingresso, é um vexamão!
A nossa seleção jogou sem nenhum entusiasmo. Mal postada em campo, tomou dois contra-ataques que resultaram nos gols da Venezuela. A defesa estava totalmente fora de lugar. Não tínhamos um jogador de armação. Adriano e Alexandre Pato ficaram isolados na frente. Os laterais jogaram muito mal. Robinho e Elano só queriam atacar pelo meio. O único que jogou razoavelmente foi Anderson. Estávamos animados com os três atacantes; agora, com a derrota, vão encher o meio de campo de volantes.
O Dunga, técnico da Seleção Brasileira, tentou minimizar, mas realmente é difícil arrumar desculpas. Parece que ele não sabe o que fazer. Diz que dá preferência às Eliminatórias – mas por que, então, quis ser o técnico da seleção olímpica também? Fica tentando mesclar o time com os garotos que vão às Olimpíadas. Nem treina o time principal, nem o olímpico.
É um desrespeito com o povo brasileiro. Sonhamos em ganhar a primeira medalha de ouro olímpica no futebol, e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o Dunga resolvem que a medalha de ouro em Pequim não é importante.
Fluminense quebra o tabu
Já estava se tornando tabu. Desde 1968 um time brasileiro não eliminava o Boca Juniors, da Argentina, na Copa Libertadores. Com a ajuda de 80 mil torcedores, o Flu conseguiu fazer 3 x 1 no Boca, apesar de os argentinos terem saído na frente e dominado quase toda a partida. Os destaques do jogo foram Dodô e o goleiro Fernando Henrique, que fez grandes defesas. Agora, falta somente vencer o LDU, do Equador, para o Fluminense ser campeão da Libertadores e ir disputar o Mundial no Japão, onde enfrentará, entre outros, o campeão da Liga dos Campeões, Manchester United.
Muita emoção
Atualmente, é raro de se ver o amor de um jogador por um clube. Iarley chorou – está saindo do Internacional de Porto Alegre. Logo ele, o maior herói da conquista do Campeonato Mundial de 2006 pelo Inter. É verdade que Iarley não está bem tecnicamente, mas ser mandado embora… O jogador está em final de carreira, talvez jogue mais um ou dois anos, o Inter poderia mantê-lo, sim, até por sua liderança no grupo. Depois, os diretores não conseguem explicar porque o time de Porto Alegre, considerado um dos favoritos para conquistar o Campeonato Brasileiro, está na zona do rebaixamento… Além de perder o técnico para os petrodólares, começa a perder seus heróis por pura ingratidão dessa diretoria. Que saudade do Fernando Carvalho, presidente Campeão do Mundo!
Começou a Eurocopa. Jogos ruins e de muita correria. A torcida no Brasil, claro, é por Portugal, de Felipão. O que chamou a atenção foi os uniformes de Portugal e Turquia. A Seleção Portuguesa jogou com um uniforme todo vermelho, ao invés da convencional cor de vinho. A Turquia, toda de branco, com detalhes em azul. Agora, os agasalhos com que eles entrarão em campo, estão simplesmente lindos: vermelho e azul-claro, respectivamente.
Lindos também são os jogadores da Alemanha. Gente, tem vários maravilhosos! Posso citar Ballack, Podolski, Mario Gómez, Frings, David Odonkor, o técnico Joachin Low e o gerente de futebol Bierhoff. Vale a pena dar uma olhada no próximo jogo deles na Euro. Bom, quanto ao futebol da Seleção Alemã, continua o mesmo: só correria, força física e raros lampejos técnicos.
Nossa! Acabo de incluir os italianos nesse desfile de lindos.
Campeonato Brasileiro
Flamengo e Cruzeiro já estão abrindo uma distância no Brasileirão. Renato Gaúcho que se cuide. Disse que "Fluminense ia brincar no Brasileiro", mas o time das Laranjeiras já está a 12 pontos do líder. O campeonato está esquentando. Já foram três goleadas: Flamengo 5 x 0 no Figueirense, São Paulo 5 x 1 no Atlético Mineiro e o Atlético Paranaense 5 x 0 no Goiás.
Explicadinho para vocês
Vamos ao glossário da bola:
Volante - Uma das posições mais prestigiadas hoje em dia, em qualquer time de futebol. Posição preferida do Dunga (brincadeirinha – ele foi volante). Volante, o antigo centro-médio, é o jogador responsável por proteger a área, fazendo a ligação entre a área e o meio de campo. Atualmente, tem várias funções: proteger a área na frente dos zagueiros, marcar os meia-atacantes do time adversário e dar cobertura aos laterais quando atacam. Como no caso do Flamengo, que utiliza muito no ataque os laterais Leonardo Moura e Juan.
A cultura defensivista, que se alastrou pelo mundo e nos pegou também, criou o chamado "segundo volante". E também criou um terceiro volante, que está matando a posição de meia de criação (Alex, do Fernabahçe; Riquelme, do Boca Juniors; Conca, do Fluminense). É o cara que cria, idealiza as jogadas de ataque e serve os atacantes de maneira decisiva, deixando na "cara do gol", como se diz.
Hoje, qualquer volante marcador que tenha um pouquinho de habilidade vira segundo e terceiro volante. Por isso, muitas vezes vemos aqueles jogos chatos, com poucas jogadas de ataque. O volante substituindo meia com eficiência somente seria possível se hoje tivéssemos vários Clodoaldos, Falcões e Toninhos Cerezos, craques indiscutíveis. Volantes que marcavam, defendiam, atacavam e faziam gols.
Para você observar, conhecer e aprender a identificar a posição num time de futebol, estes são os volantes mais conhecidos hoje: Mineiro (da Seleção Brasileira e Hertha Berlin), Hernanes (São Paulo), Ibson (Flamengo), Gilberto Silva (Seleção Brasileira e Arsenal da Inglaterra), Lucas (Seleção Brasileira e Liverpool). No exterior, podem ver na Eurocopa: Makelele (França), Pirlo (Itália) e Petit (Portugal).
UEFA EURO 2008 - Conhecida como Eurocopa, é um torneio realizado de quatro em quatro anos entre as seleções européias. Muitos dizem, aqui no Brasil, que é uma "Copa do Mundo sem Brasil e Argentina". Cinqüenta seleções participaram da primeira fase, classificando-se apenas 16 seleções para a fase final que está sendo realizada na Áustria e na Suíça. A grande ausência, eliminada na primeira fase, é a Seleção Inglesa.