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A FEBRE DA FIGURINHA

by Redação em 8 de junho de 2010 | 0:18

Alguém me perguntou se eu estava colecionando o álbum da Copa do Mundo. Disse que não. Nem estava prestando muito atenção nisto. Mas como que não? Você gosta tanto de futebol e não está fazendo o álbum? Todo mundo está fazendo, disse meu amigo. Não levei muito em conta. Tenho os álbuns de 94 e 98, que fiz junto com meu filho, que era criança na época, e até pensei em comprar este, mas o álbum já vinha com um erro: tinha ou ainda tem a figurinha do Ronaldinho Gaúcho, que nem foi convocado.

Mas este final de semana, precisei ir ao um grande shopping e vi em uma de suas praças uma multidão de crianças e adultos, correndo de lá para cá, com um álbum na mão. O local era um posto de troca. Uma loucura! Será que é a Copa, o futebol que motiva estas pessoas ou é o desafio de completar um álbum? Não sei, só sei que vou correr e comprar o meu. Não quero ficar fora da brincadeira!

 

AMISTOSO NA TANZÂNIA

 

Todos sabem que estes amistosos não acrescentam nada aos preparativos da seleção brasileira: acrescentam sim aos cofres da CBF, U$ 1, 8 milhão só da Tanzânia. No Zimbábue foi mais U$ 1,5 milhão.

Só que neste jogo contra a Tanzânia deu para ver uma fragilidade na defesa e na saída de bola do Brasil, que pensávamos ser o nosso forte. Felipe Melo está muito mal. Errou passes, chegou atrasado a alguns lances e acabou levando amarelo. Amarelo em amistoso é dose. No segundo tempo, com a entrada de Ramires, tudo melhorou. Será que Dunga vai teimar e manter Felipe Melo? Vamos ver até quando. Do trio de volantes, somente Josué e depois Ramires jogaram bem. Gilberto Silva acompanhou Felipe Melo. Dunga está com sorte. Os problemas estão aparecendo mesmo nestes amistosos fáceis. É só voltar atrás  e consertar.

 

 

 

BOLA DE SUPERMERCADO

by Redação em 29 de maio de 2010 | 17:03

É incontestável que na atualidade o melhor jogador da seleção brasileira é o goleiro Julio Cesar. Se não bastasse ser reconhecido pela imprensa européia como melhor goleiro do mundo, o Cézinha como é conhecido pelos amigos da Tijuca, é um cara verdadeiro. Sem meias palavras e sem o papinho chatinho, de “Alice no país das maravilhas” que se instalou na seleção brasileira, disse que a bola oficial da copa é horrível, que parece bola comprada em supermercado: nós brasileiros sabemos bem o que ele está dizendo. No Brasil as bolas oficiais sempre foram objeto de desejo das turmas de pelada, porque eram e até hoje são caras. Tinha que se fazer “vaquinha” para se ter uma, quando se queria fazer um campeonatinho mais sério. As bolas verdadeiras, compradas em loja especializadas, sempre foram quase de uso exclusivo de boleiro profissional.

O fabricante da Jabulani, nome da bola da copa da África, diz que craques famosos, inclusive Kaká testaram e adoraram a bola. Mas depois que Julio Cesar foi sincero, as críticas estão pipocando pelo mundo afora.

A verdade é que a Jabulani é mais leve e feita para favorecer os atacantes. A FIFA quer ver mais gols neste mundial. Quer ver mais gols? Proíbam os técnicos de valorizarem tanto jogo defensivo e cheio de volantes no meio do campo.

Estou triste. Não estou tão animada assim para Copa. Não confio nosso time e estou perdendo o romantismo pelo evento. Acho que será a primeira Copa sem graça para mim. Tomará que eu esteja errada!

 

QUE CONVOCAÇÃO SEM GRAÇA!

by Redação em 12 de maio de 2010 | 0:08

O Brasil pode até ser campeão, mas que será sem graça nenhuma, ah, isto será. Os adeptos do futebol sem brilho estão esfuziantes: volantes, volantes, volantes. Como vamos fazer gols é que não sei. Porque uma coisa é ganhar dos times fracos que não conseguem marcar; outra é encarar as seleções da Alemanha e da Itália com aquelas marcações sem trégua, com faltas que muitos juízes europeus não marcam. Sem criatividade a seleção vai depender muito de Robinho e Kaká, que bem marcados, podem deixar Luis Fabiano amargar uma solidão no ataque, marcado por dois ou três zagueiros brutamontes.

Nossa defesa é boa, mas não se ganha copa sem gols. Que pena que Dunga não chamou nem Ganso, nem Neymar. O técnico da seleção querendo provar que tem critérios, na verdade foi medroso: não quis apostar nos meninos do Santos. Não quis arriscar, apostar num jovem talento, que poderia ser tão espetacular quanto Pelé foi na Copa de 1958. Por isto até hoje não apareceu nenhum jovem brasileiro que pudesse ser comparado a Pelé. Os retranqueiros de plantão, entre eles Dunga, não deixam o futebol brasileiro produzir novos gênios. Quanto a Adriano e Ronaldinho, não pudemos reclamar. Os próprios cavaram sua não convocação, mas o maior injustiçado de Dunga foi o goleiro do Grêmio, Vitor. Chamar Doni, que é reserva de outro brasileiro na Roma e deixar pela primeira vez a seleção sem um goleiro que jogue no país,  é demais.

Vamos torcer de qualquer maneira, mas preparados para aquele sofrimento de um a zero, empates, etc. O negócio é caprichar nos comes e bebes e investir na diversão com os amigos.

 

A ética no futebol

by Redação em 24 de novembro de 2009 | 14:59

Em muitos esportes o “fair play“, a lisura nas jogadas, faz parte do jogo e os praticantes nem pensam em enganar o árbitro ou tirar vantagem de jogadas ilícitas.

Veja o basquete: é prática entre os jogadores se acusarem quando fazem faltas. O tênis, então, é um dos esportes de mais éticos na quadra. Lembro que no tempo do Guga, ele era reconhecidamente ético na quadra. Quando ele via e assinalava a bola com a raquete, o adversário considerava mais que o próprio juiz. Muitas vezes, ele assinalava contra ele mesmo. Hoje em dia, os jogadores de tênis já contam com dois pedidos por set, de um replay instantâneo da TV oficial do torneio, para confirmar as bolas mais duvidosas.

No futebol não. Pelo contrário, sempre foi cultivado, entre os boleiros, o levar vantagem, a malandragem de enganar o juiz. Tanto que há alguns anos foi instituído o cartão amarelo para quem simule pênalti, mas não surtiu muito efeito.

Com o avanço tecnológico, as transmissões das partidas de futebol contam com um número grande de câmaras que tudo veem. Hoje existe uma câmara em “slow motion” que lê todas as jogadas, de maneira clara e com requintes de detalhes. Os erros e acertos dos juízes estão cada vez mais evidentes aos telespectadores e comentaristas.

A FIFA vem ignorando os avanços tecnológicos e coloca toda a responsabilidade em cima de um único árbitro e seus dois assistentes. Por lei, por tradição, jamais se anula resultado de campo – senão por um erro de direito, jogadores não inscritos, por exemplo, ou por uma fraude, como aconteceu no campeonato Brasileiro de 2005, quando um juiz se envolveu com sites de apostas para manipular resultados.

Será que a mensagem enviada é de que enganar o juiz faz parte do esporte?

 É verdade que a FIFA, agindo de maneira tradicional, defendendo as 18 regras do futebol por tanto tempo, protege o esporte de casuísmos. Esta proteção faz com que o jogo seja jogado da mesma maneira em todas as partes do mundo.

No entanto, toda esta tradição foi colocada em cheque esta semana: o mundo do futebol está indignado com o gol da França sobre a Irlanda, que deu a classificação para a Copa à equipe francesa. O gol iniciou de uma jogada, onde o melhor e mais famoso jogador francês da atualidade, o Henry, ajeitou a bola com a mão, duas vezes, para não deixá-la fugir e passou a seu companheiro que fez o gol. Os irlandeses reclamaram veementemente na hora da jogada, mas o juiz que estava mal colocado, não viu e confirmou o gol.

O jogador não pensou, quando resolveu usar a mão para ter vantagem, que a TV registraria tudo, com todos os detalhes. Ficou tão evidente que Henry não teve como negar os fatos e reconheceu que colocou a mão na bola, mas que não era o juiz etc. e tal. A repercussão foi tão negativa que o jogador pensou até em não jogar a Copa. A FIFA, por sua vez, confirmou o resultado de campo, gerando protestos até do governo Irlandês.

Na verdade, este erro não foi um erro qualquer. Foi um erro que decidiu uma vaga na Copa de 2010. Um país de menor expressão no futebol foi prejudicado. Há muitas insinuações de que a FIFA preferiria a classificação da França, ex-campeão e com muito mais poder de mídia.

Em nome da tradição, a FIFA está ferindo a ética, a lisura do esporte. Será que a mesma tradição que protege não pode estar ameaçando o esporte futebol? E o exemplo para os jovens? Será que a mensagem enviada é de que enganar o juiz faz parte do esporte?

A FIFA está sob pressão. Acabou convocando uma reunião para discutir o assunto no início de dezembro. Parece que a ética vai prevalecer e mudanças serão propostas.

Você vê o mundo cor de rosa? Faça o teste!

As Sereias do Santos

by Redação em 20 de outubro de 2009 | 15:05

O Santos conquistou no último final de semana a primeira Copa Libertadores Feminina, que foi disputada em Santos, no último mês. As sereias da vila jogaram a competição com o reforço da melhor jogadora do mundo, Marta, e da não menos talentosa e também jogadora da seleção brasileira, Cristiane.

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Basquete brasileiro

by Redação em 31 de agosto de 2009 | 21:00

Depois de chegar ao fundo do poço, causado pela péssima administração da Confederação que se arrastava por anos, parece que o basquete brasileiro começa a dar sinais de reabilitação.

‘O novo presidente da Confederação, Carlos Nunes, resolveu manter os técnicos da seleção masculina e feminina pelo menos até a Copa América

Fora das Olimpíadas desde 1994, o time masculino não conseguia se organizar e nem mesmo contar com nossos jogadores da NBA, porque a confederação não garantia os seguros destes atletas.

A partir de maio, com a renovação da diretoria da Confederação, voltou-se novamente a priorizar as seleções – no final da gestão anterior, a Confederação entregou o campeonato nacional de clubes para uma liga independente, a Liga Nacional Brasileira.

A Liga surgiu da união dos principais clubes do basquete nacional, baseada na NBA (a rica e independente liga americana de basquete). Na sua primeira edição em 2009 já foi um sucesso de público. Nas finais de cinco jogos entre o Brasília e o Flamengo teve uma média de público de 20 mil pagantes.

O novo presidente da Confederação, Carlos Nunes, resolveu manter os técnicos da seleção masculina e feminina pelo menos até a Copa América. Convidou a ex-jogadora Hortência para direção técnica do feminino. Hortência chamou para técnica do sub-15 e assistente técnica da seleção principal a ex-jogadora Janet.

Na Copa América masculina, os resultados já estão aparecendo. O time do Brasil conta com os famosos brasileiros da NBA e da Europa, além dos dois destaques do Campeonato Brasileiro da Liga, Alex e Marcelinho. E já se classificou para as oitavas, com 100% de aproveitamento nos três jogos que disputou.

A Copa América feminina acontece no final do mês, em Cuiabá, Mato Grosso. Assim como no masculino, a copa feminina também é classificatória para o próximo mundial.

Veja aqui Seleção Brasileira Masculina

Ronaldo outra vez

by Redação em 27 de abril de 2009 | 21:00

Santos e Corinthians na Vila Belmiro nos trouxe de volta Ronaldo como nos velhos tempos. Com as férias indeterminadas de Adriano, abre-se uma vaga na seleção e, com certeza, o Fenômeno está merecendo voltar, inclusive pra jogar a Copa das Confederações em junho, competição que nunca jogou por opção, quando jogava na Europa.

No jogo de ontem, além dos dois gols maravilhosos, Ronaldo se comportou muito bem nas entrevistas, ou melhor, se redimiu da semana passada. Disse que se sentia rei por um dia na terra do rei, referindo-se à presença de Pelé no estádio. Já o Rei do Futebol disse que o segundo gol de Ronaldo foi lindo e digno de Pelé em final de Copa do Mundo.

O Corinthians está praticamente com a mão no título de campeão paulista: o Santos precisaria ganhar com uma diferença de três gols, no próximo domingo, no Pacaembu. Difícil missão, pois o Corinthians não perde por diferença de três gols desde o rebaixamento em 2007.

No Rio ficou tudo para o próximo domingo

Flamengo e Botafogo fizeram um jogo igual. Desta vez o Botafogo jogou e teve mais chances de gol. Podia ter vencido, não fosse a lei de Murphy do Botafogo: o zagueiro Emerson. Novamente fez gol contra e cedeu o empate ao Flamengo. Pelo sim, pelo não, seria melhor o Nei Franco não escalar o "azarado" para o jogo decisivo.

‘Onde está o ataque do Flamengo? Domina o jogo, tem maior posse de bola, mas não consegue criar situações de gol. A sorte tem ajudado o Flamengo

Já o Flamengo não consegue fazer um gol por seu próprio mérito há três jogos: na semifinal da Taça Rio ganhou do Fluminense com um frango de Fernando Henrique. Na final, ganhou do Botafogo com um gol contra do zagueiro Emerson. E domingo conseguiu empatar com um pênalti e outro gol contra de Emerson. Onde está o ataque do Flamengo? Domina o jogo, tem maior posse de bola, mas não consegue criar situações de gol. A sorte tem ajudado o Flamengo.

O Botafogo provavelmente perdeu seu melhor jogador, Maicosuel, lesionado para a partida final. Está na hora do técnico Cuca fazer alguma coisa, porque a sorte pode falhar. Agora, o papel ridículo ficou por conta de Juan do Flamengo que, ao tomar um drible bonito de Maicosuel, além da falta feia, debruçou-se sobre o jogador para condená-lo e xingá-lo porque foi driblado. Logo Juan, que sempre usa drible quando ataca. Muito feio. Merecia ter sido expulso.

Em Minas, tudo decidido

Os torcedores, a imprensa e até os adversários esperavam que o Atlético de 2009 estivesse bem melhor do que o do ano passado. Mas que nada, o resultado de 2008 se repetiu: 5 x 0 Cruzeiro na primeira partida e a segunda servirá apenas para os festejos. A diferença técnica entre os dois times é do tamanho do placar. Os torcedores do Atlético não aguentam mais. Faz onze partidas que o Galo não ganha do Cruzeiro. O Atlético tem que reagir na Copa do Brasil e para o Campeonato Brasileiro, muito disputado, perigoso para quem não está bem, porque são quatro times em 20 que caem para a segunda divisão.

Explicadinho

Copa das Confederações – É um torneio realizado pela FIFA um ano antes da copa, no país sede, com a finalidade de testar a organização. Participam as seleções campeãs dos continentes, a seleção campeã da última Copa e a seleção do país sede. O próximo torneio acontecerá em junho, na África do Sul, sede da Copa de Mundo de 2010 e contará com a participação do Brasil, Itália, África do Sul, Espanha, Egito, Iraque, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Seleção sem graça

by Redação em 30 de março de 2009 | 21:00

Mais uma vez a Seleção Brasileira jogou muito mal. Não dá nem para culpar a altitude de Quito. A verdade é que levamos um sufoco do time do Equador: não fosse o goleiro Júlio César e a incompetência dos atacantes adversários, poderíamos ter levado uma goleada histórica.

Depois do vexame da Copa de 2006, Dunga foi chamado para treinar a seleção com a missão de renovar o time, buscar a valorização da "amarelinha" por nossos ricos jogadores. Sem experiência nenhuma como treinador, mas com o histórico de grande capitão da seleção campeã de 1994 e vice de 1998, Dunga foi alçado ao cargo mais questionado no Brasil por sua garra, por sua força competitiva, por sua liderança, enquanto jogador.

A renovação até foi iniciada, com muitos jogadores convocados, muitos testes, mas que no final das contas acabou mantendo alguns atletas que fizeram parte da tão criticada seleção de 2006. Não que não pudessem continuar: Kaká, por exemplo, é imprescindível para seleção. Mas querer manter como titular Gilberto Silva, que não joga bem desde 2002, que teve uma passagem ruim pelo Arsenal da Inglaterra e que no momento atua no futebol grego, num time inexpressivo, é pura teimosia.

‘Estamos praticamente a um ano da Copa e não temos um time organizado, esquema tático definido, jogadas ensaiadas

Temos volantes como Lucas, do Liverpool da Inglaterra, como Hernanes do São Paulo, como Ramires do Cruzeiro, que estão jogando muito bem em seus times e que merecem uma oportunidade na seleção. No jogo de ontem não tivemos meio de campo. Ronaldinho vem sendo convocado no nome. Há muito tempo não joga bem, nem na seleção, nem no Milan. Robinho foi mal e vem sendo em outras partidas, também está mal no Manchester City, onde joga.

Dependemos demais de Kaká, que ultimamente vem sofrendo com lesões contínuas e muitas vezes não pode jogar, como ontem. Estamos praticamente a um ano da Copa e não temos um time organizado, esquema tático definido, jogadas ensaiadas, etc. Dependemos exclusivamente do individualismo dos nossos craques, que quando não estão bem expõem a seleção à pressão igual a que sofremos em Quito. Estamos em quarto na classificação das eliminatórias, com certeza vamos nos classificar, mas será que teremos chance na Copa do Mundo? Enquanto isto, a Seleção Argentina, sob o comando técnico de Maradona, arrasou com a seleção da Venezuela, jogando muito bem.

É lamentável que ainda aconteçam casos no esporte brasileiro igual ao de Jade Barbosa. Nas últimas semanas a atleta saiu pela mídia promovendo uma camiseta, que está à venda no seu site. Os recursos da venda são para financiar uma cirurgia extremamente difícil no seu pulso direito, que Jade precisa se submeter para continuar na ginástica.

A atleta é a nossa principal ginasta. Participou da recente Olimpíada de Pequim e não tem recebido nenhum apoio da Confederação Brasileira de Ginástica, a CBG, e muito menos do Comitê Olímpico Brasileiro, o COB. Em entrevistas, Jade disse que tem sofrido com o tratamento e que a CBG sabia de sua lesão desde o início de 2008 e a manteve com medicações fortíssimas para que ela pudesse disputar as Olimpíadas. A jovem decepcionada disse: "Eles te usam até o ponto que dá e depois te jogam foram".

‘Quem quiser ajudar a Jade comprando a camiseta é só acessar o www.jadebarbosa.com.br

Jade Barbosa está numa situação muito difícil para custear seu tratamento, que deveria ser feito nos Estados Unidos, onde existe tratamento de ponta, tal a complexidade da lesão. A situação da jovem atleta se agrava porque, por mais que personalidades do meio esportivo, artístico e empresarial pudessem contribuir financeiramente para custear o tratamento, não o fazem porque a responsabilidade, a obrigação, é da CBG e do COB. Essas entidades, como é de conhecimento público, recebem altas verbas federais para o desenvolvimento do esporte olímpico.

Como nossas autoridades podem querer vencer a competição para realização das Olimpíadas de 2016, no Rio, se não temos cuidado com uma atleta de ponta como a Jade, moradora desta cidade e atleta do Flamengo? Seria ótimo a Jade enviar um dossiê bem ilustrado do seu caso para o Comitê Olímpico Internacional, o COI. Assim, logo desclassificariam o Rio da competição pela sede, evitando o gasto de tanto dinheiro público com projetos mirabolantes que, sabemos, não se concretizarão. Quem quiser ajudar a Jade comprando a camiseta é só acessar o www.jadebarbosa.com.br.

Carnaval sem suor

by Redação em 24 de fevereiro de 2009 | 21:00

Já dizia o "filósofo" Vampeta, quando jogava no Flamengo: "Eles finge que nos pagam e nós fingimos que jogamos." Assim foi o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara contra o Resende, no último sábado. A derrota para o fraco Resende só não foi pior, porque o atacante Meneghel, artilheiro do campeonato, deu um show de como se perde gol. Aliás, poderiam abrir uma exceção e inscrevê-lo no bola murcha, concurso para amadores, muito apreciado pelo público brasileiro. Não se sabe se o time rubro-negro jogou mal ou simplesmente não entrou em campo, tamanha a indolência. Não se sabe se estava se resguardando para o carnaval ou se o atraso dos salários pesou muito.

É claro que o técnico Cuca escalou mal o time. Começou com Obina, que não vem jogando nada, em vez de escalar Josiel, que, apesar dos poucos minutos que jogou na partida passada, fez gol e jogou bem. Continuou errando, quando perdeu dois jogadores expulsos e já estava perdendo de um a zero: substituiu Zé Roberto por Kleberson. Ora, Zé Roberto é um jogador mais habilidoso, que poderia resolver numa jogada individual, mas preferiu se defender do fraco e ruim time do Resende, colocando mais um volante.

‘Já é tradicional no carnaval do Rio acontecer uma partida de futebol no sábado. Nesta partida, não foi diferente dos outros anos, houve uma invasão de cabeças loiras e peles brancas. Eles vieram de toda a parte do mundo atrás da magia do Maracanã e do futebol brasileiro

Lamentável também foi a atuação do juiz. Expulsou Airton com o segundo cartão amarelo, porque já tinha levado o primeiro equivocadamente. Logo em seguida, expulsou Fábio Luciano por reclamação e deixou de marcar um pênalti para o Flamengo. Mas nem os erros da arbitragem serviram de desculpa para o Flamengo.

Na verdade, a atuação rubro-negra só veio completar a péssima qualidade do campeonato carioca enriquecido pelas lambanças da federação e tribunais, com o uso de dois pesos e duas medidas. A punição ao Vasco, excluindo o time da competição por motivação política, foi no mínimo sem cabimento e injusta. O que deu mesmo foi vergonha dos turistas estrangeiros. Já é tradicional no carnaval do Rio acontecer uma partida de futebol no sábado. Nesta partida, não foi diferente dos outros anos, houve uma invasão de cabeças loiras e peles brancas. Eles vieram de toda a parte do mundo atrás da magia do Maracanã e do futebol brasileiro. E o que viram não tem nada a ver com o nosso futebol, mas como explicar? Esperamos que, na quarta-feira, Fluminense e Botafogo façam uma boa partida que pelo menos lembre o futebol brasileiro.

EXPLICADINHO

Vampeta – Volante baiano, de Nazaré de Farinhas, começou sua carreira no Vitória da Bahia. Jogou na Holanda no PSV, voltou ao Brasil para jogar dois anos no Fluminense, retornando ao PSV, quando foi um dos melhores jogadores do campeonato holandês. Voltou ao Brasil para jogar no Corinthians, onde foi Campeão Paulista e Brasileiro em 98 e 99 e Campeão do Mundo em 2000. Seu bom futebol o levou à Seleção Brasileira, onde foi Campeão da Copa América. Voltou para Europa em 2000 para jogar no Milan e logo depois no Paris Saint German. Voltou ao Brasil em 2001 para jogar no Flamengo. Em 2002, retornou ao Corinthians onde foi Campeão da Copa Brasil e do Torneio Rio-São Paulo. Em 2002, foi convocado por Felipão para a Copa do Mundo, sagrando-se campeão.

Vampeta sempre foi um jogador de atitudes polêmicas. Em 1999, foi o primeiro jogador de futebol a posar nu para a revista "G" Magazine. O dinheiro que ganhou da revista foi utilizado para reformar um antigo teatro na sua cidade. Outra atitude que deu o que falar, e que ganhou as primeiras páginas de jornal do mundo inteiro, aconteceu quando a Seleção Brasileira chegou em Brasília, após ganhar o Campeonato Mundial de 2002, e foi recepcionada pelo então Presidente Fernando Henrique Cardoso na porta do Palácio do Planalto. Vampeta desceu a rampa do Planalto às cambalhotas, vestido com a camisa do Corinthians, em frente ao presidente e todas as autoridades.

O bom futebol cor-de-rosa

by Redação em 8 de setembro de 2008 | 21:00

Um pouco antes da partida contra o Chile, quando anunciaram a escalação do Brasil, fiquei preocupada. O Dunga, com seu critério de antigüidade, não escalou Nilmar no banco. Preferiu o Jô. Ora, o Jô seria uma opção semelhante ao Luís Fabiano, e caso precisasse mudar o jogo e dar uma nova dinâmica ao ataque, não teria um atacante que pudesse fazer esse papel. Felizmente isso não foi necessário. Quando optou por jogar com três atacantes, Dunga resgatou a maneira de jogar do futebol brasileiro. Foi necessário perder para a Argentina nas Olimpíadas, com aquele futebolzinho covarde – meio de campo cheio e no ataque somente Ronaldinho, fora de forma, com o Sobis isolado – para que ele mudasse.

No domingo, Dunga teve medo de perder o cargo e por isso resolveu jogar para a frente, abandonando a idéia de um futebol "retranqueiro". Espero que ele tenha apreendido a lição. O futebol pentacampeão não pode se acovardar diante de nenhum time. Respeitar sim, mas não entrar em campo somente preocupado em marcar o adversário.

‘Viu, Dunga, como é bom colocar a seleção jogando "cor-de-rosa"? Pra frente, no ataque, fazendo a gente sonhar e sorrir

No Chile, parece que finalmente a seleção brasileira encontrou um substituto à altura de Ronaldo Nazário: Luis Fabiano. Claro, o "Fabuloso" (como é chamado na Espanha) ainda tem muito o que fazer na seleção para ser comparado ao Fenômeno, mas reúne as características imprescindíveis para ser o titular da posição. Provou isso nessa partida, sendo decisivo para a vitória do Brasil contra o Chile. Movimentou-se muito, dificultou o trabalho da defesa do Chile, fez dois gols, perdeu outros, e deu o passe para o Robinho fazer o seu. Encheu nosso ataque ganhando jogadas no corpo e na raça.

Ainda não dá para se entusiasmar. Vencemos com autoridade, mas o Chile entrou com um esquema tático muito ofensivo, "se achando", dando liberdade para Diego e Robinho. Coisas do seu técnico argentino, o louco Bielsa, como é conhecido em seu país. É certo que, com essa postura ofensiva, o time do Chile criou muitas oportunidades de gol, desperdiçadas por total falta de competência de seus atacantes. Mas a verdade é que a defesa brasileira ofereceu essas oportunidades. Talvez, contra um time mais competente, esses erros poderiam ter aparecido em forma de gols. Portanto, vamos com calma. Foi uma boa vitória, mas ainda há muito o que fazer nessa seleção. É evidente que Ronaldinho Gaúcho está longe de sua melhor forma: perdeu uma disputa de bola na lateral, no ataque; saiu na frente e o marcador o alcançou, tirando-lhe a bola. Nos bons tempos de Barcelona, ele ganhava todas essas arrancadas. Dunga acertou na sua substituição quando Kléber foi expulso.

Em compensação, o Diego jogou muito bem, confirmando sua ascensão desde as Olimpíadas. Marcou, organizou jogadas, deu ótimos lançamentos para o Luís Fabiano. Com a boa fase de Diego, uma nova polêmica já se avizinha. No próximo jogo da eliminatória, em Outubro, Kaká estará de volta. Quem sairá para ele entrar? Diego era o natural substituto de Kaká. Agora, com as boas atuações e a moral que ganhou quando peitou seu time alemão para jogar nas Olimpíadas, o Dunga não deve tirá-lo do time. E como Ronaldinho ainda não está bem, é provável que vá para o banco. A não ser que "arrebente" no Milan até Outubro.

Jogar todos juntos? Tirem o cavalinho da chuva! O Dunga pode ter se tornado um pouco ofensivo, mas não voltará com o "quadrado", sendo mágico ou não – na verdade, quase um quinteto, porque Diego está mais para o ataque do que para a marcação. Além disso, o Anderson do Manchester é carta dentro do baralho de Dunga. Só não foi convocado porque está lesionado.

Ainda precisamos de laterais: Maicon até que tenta, mas para titular não dá. A lateral esquerda é um problema. O Kléber não está bem nem no Santos, quanto mais na seleção! E para confirmar a má fase, arrumou uma expulsão. Contra a Bolívia, o Juan do Flamengo terá sua grande chance. Parece um pouco tímido na seleção, mas tem que jogar bem, porque o Marcelo, do Real Madrid, é o provável lateral esquerdo.

Tenho que elogiar Dunga. Voltou atrás, mudou de opinião e colocou o time mais ofensivo. Substituiu bem. Nas entrevistas estava bem sereno, sem revanchismos e ironias. Viu, Dunga, como é bom colocar a seleção jogando "cor-de-rosa"? Pra frente, no ataque, fazendo a gente sonhar e sorrir.

Quadrado mágico – Apelido dado pela imprensa brasileira ao ataque da seleção composto por Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Ronaldo Fenômeno, escalado pelo técnico da época, Carlos Alberto Parreira, em março de 2005. O melhor "quadrado mágico" foi o formado com Robinho no lugar do Ronaldo Fenômeno. Esse quadrado ganhou a Copa das Confederações na Alemanha, em 2005, em cima da Argentina, com uma goleada de 4 a 1. Foi um jogo de sonho. Ali, começou o favoritismo excessivo do Brasil para a Copa de 2006. Só que, para a competição mundial, Parreira não manteve o mesmo quadrado. Voltou com o fenômeno, totalmente fora de forma, deixando Robinho no banco. Para piorar, esqueceu os dois laterais Gilberto e Cicinho, que voaram na Copa das Confederações. Preferiu os figurões já em declínio Roberto Carlos e Cafu. Foi um fracasso total – não passamos das quartas-de-final. Um fracasso que deu razão aos críticos do quadrado, e que favoreceu a filosofia da marcação e do futebol defensivo na seleção.



perfil

Isabel Kieling é gaúcha, moradora apaixonada do Rio de Janeiro, e jornalista de formação. E, contrariando o senso comum, entende muito de futebol. Por isso, inaugura a nossa mesa redonda virtual para comentar os melhores lances dos esportes e dos atletas – claro. Mas ela também bate a sua bolinha – só que a de golfe! Isabel também é golfista, e atualmente luta para sair das últimas posições do ranking.