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CHEGOU A FASE DE ENTREGAR

by Redação em 22 de novembro de 2010 | 23:51

Chegou a fase de entregar. Já houve um tempo que o campeonato brasileiro tinha uma fórmula de disputa diferente em cada ano. Aconteciam facilmente viradas de mesa, mudança de regras no meio da disputa, e o sistema mata-mata, pelo menos nas finais era o que mais fazia a cabeça dos dirigentes, jogadores, torcida e a imprensa esportiva. Com o advento das tvs a cabo, do futebol pago na tv, a CBF teve enfim que implantar o sistema de pontos corridos, com dois turnos, caso contrário não teria como vender pacotes, sem um calendário fixo.  Então, desde 2003, assim vem ocorrendo. Realmente é o sistema mais justo. Premia o clube de melhor média no campeonato.  Mas nos últimos anos, com o campeonato cada vez mais disputado, com mais de dez clubes em condições de conquistar o título, sem nenhum exagero, os que chegam à frente, chegam com uma diferença mínima de pontos. É neste momento, que as distorções acontecem e o time que mais se favorece delas, acaba sendo campeão.

No último domingo, por exemplo, o jogo do Fluminense com o São Paulo mostrou o tricolor paulista sem a menor vontade de jogar duro com o adversário, porque a vitória beneficiaria o Corinthians, o rival regional, que recentemente numa manobra meio “sinistra” conseguiu tirar o Morumbi da Copa do Mundo no Brasil e transferir os jogos para um futuro estádio do timão em Itaquera. A torcida São-Paulina descaradamente aplaudia os gols do Fluminense. No campo, alguns realmente demonstravam esforço no jogo: o goleiro Rogério Ceni e o atacante Lucas Gaúcho. O restante tocava a bola como se nada tivesse acontecendo. E o negócio ainda ficou pior, quando Richarlyson provocou sua própria expulsão, deixando o tricolor paulista com nove jogadores, já que o São Paulo jogava com dez, desde o início do segundo tempo.

No ano passado aconteceu o mesmo com o Internacional. Precisava de um resultado favorável ao Grêmio no Maracanã contra o Flamengo. Claro, a diretoria do tricolor gaúcho mandou o time reserva. Não que o time titular do Grêmio pudesse fazer alguma frente ao Flamengo com Adriano, Love e companhia, mas foi uma ajuda. Sem dúvida sorte de campeão do rubro-negro. Quando é para ser, tudo conspira a favor. É assim este ano com o Fluminense: o Corinthians estava ganhando do Vitória, quando se Ronaldo se machucou. Era o melhor em campo, depois que o fenômeno saiu,  o timão não jogou mais nada. Já o Fluminense pega o Palmeiras, arqui-inimigo do Corinthians, que até tem uma boa justificativa para jogar com reservas: disputa a vaga na final da Sul-Americana, valendo uma vaga na Libertadores. A última partida do Flu é com Guarani em Campinas, provavelmente já rebaixado. O tricolor carioca está com a mão na taça. Quem diria hem? O futebol carioca, com todas suas mazelas, quase bicampeão brasileiro.

 

 



perfil

Isabel Kieling é gaúcha, moradora apaixonada do Rio de Janeiro, e jornalista de formação. E, contrariando o senso comum, entende muito de futebol. Por isso, inaugura a nossa mesa redonda virtual para comentar os melhores lances dos esportes e dos atletas – claro. Mas ela também bate a sua bolinha – só que a de golfe! Isabel também é golfista, e atualmente luta para sair das últimas posições do ranking.