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FOI EMBORA O MESTRE ARMANDO NOGUEIRA

by Redação em 30 de março de 2010 | 1:37

Armando Nogueira era mestre na palavra, no texto e na capacidade de fazer televisão. Nas crônicas esportivas era um poeta. Retratou nossos grandes craques, através de palavras doces e suaves.

Armando começou no jornal, mas deixou sua marca na TV. Foi o diretor de jornalismo da Globo, quando criou o Jornal Nacional, o Globo Repórter, Esporte Espetacular e o Globo Esporte. Armando quase não aparecia na telinha, a não ser nas copas e olimpíadas.

Eu que sempre amei futebol, aposentada, ficava procurando programas esportivos na TV. Então descobri na TV a cabo um programa chamado Redação Sportv. Foi nesta bancada que me apaixonei por Armando Nogueira. Toda quarta-feira era dia de escutar o mestre, mas também de dar muitas risadas nos seus embates ferrenhos e implicantes, de ambas as partes, com Telmo Zanini, comentarista do Sportv. Ria muito, me divertia para valer. Tanto que quando ele ficou doente e sumiu do programa, em 2007, me senti traída, saudosa. Nunca mais vou ter aquelas manhãs engraçadas, saborosas de quarta-feira. O futebol ficou sem graça e sem poesia. Foi embora seu maior tradutor.

 

 

 

NEGÓCIO DE MULHERES

by Redação em 26 de março de 2010 | 12:00

 

Aos cinquenta, fui aconselhada por meu professor de ginástica a procurar um esporte onde pudesse canalizar a minha competitividade, que andava um pouco desorientada pela aposentadoria e inicio da menopausa. Ele me sugeriu o golfe. A princípio, não gostei da idéia, porque sempre vi o golfe como um esporte super elitista. Nem sabia onde jogar etc., mas resolvi encarar: procurei um professor e fui conhecer. Gostei desde o primeiro dia. Que movimentos malucos aqueles! E a bolinha pequena? Minha nossa, parecia que nunca ia acertá-la.   Apaixonei-me.  Mesmo sem saber jogar direito, comecei a participar de torneios. Pagava tanto “mico”, mas não interessava. Eu queria jogar e pouco me importava com a opinião dos outros. O jogo me absorvia e sempre me deixava querendo mais. Procurava tacos melhores, mas não encontrava por aqui e quando encontrava eram muito caros. Continuei participando de todos os campeonatos que me deixavam jogar: porque no golfe você precisa de um handicap mínimo para participar de determinadas competições.

Para conhecer melhor o esporte, comecei a acompanhar na televisão também. Foi na TV que fiquei fã de Tiger Woods. Que jogador! Que determinação!  Um espetáculo de talento e competência. Talento que nasceu com ele. Competência forjada desde os dois anos de idade, quando começou a jogar. Tiger é um jogador que subverteu toda a ordem do golfe.  Filho de um mestiço de afro-americano, chinês e nativo americano com uma tailandesa mestiça de chinês e alemão, tornou-se o maior ídolo de todos os tempos, do esporte mais praticado no Estados Unidos. O golfe tem sua história dividida em antes e depois do Tiger Woods. Tiger trouxe o interesse das minorias raciais, o marketing, o dinheiro para golfe. Com ele mais e mais patrocinadores chegaram e mais pessoas começaram a praticar o esporte. Os prêmios para os torneios se tornaram milionários. Recentemente Tiger foi considerado o esportista mais rico do planeta.

Então veio o escândalo. Tiger “pisou na bola” com a mulher. Tinha uma amante em cada torneio, mais ou menos por ai. O americano médio, muito puritano, adora estes “bafafás” com gente famosa. Para imprensa de lá é um prato cheio pra vender revistas, jornais, mídia eletrônica, etc. Na falta de tantos escândalos políticos, como os nossos, futricar a vida pessoal de celebridades é o que mais dá ibope na terra de tio Sam.  Ainda mais de um esportista tão famoso, como Tiger. Claro que a mulherada com que Woods se envolveu não perdeu a oportunidade da autopromoção. Não defendo a traição de Tiger, mas criar este caso todo, a ponto de fazê-lo abandonar o golfe temporariamente e afetar tão negativamente o esporte? Imaginem  aqui no Brasil se nossos melhores jogadores fossem parar de jogar, porque traíram a mulher. Nossos campeonatos seriam suspensos a todo o momento.

No caso de Tiger o que mais me irritou foi a imprensa americana arrasar sua vida profissional, em defesa da mulher, do casamento como instituição.  A “pobre coitada” estava tão deprimida, que resolveu pedir 300 milhões de dólares no divórcio. A metade de fortuna de Tiger. Fortuna que ele ganhou se dedicando ao esporte, praticando desde os dois anos.

Acho que por isto ele resolveu se internar para tratar de um suposto vício em sexo. Imagina se a moda pegasse aqui no Brasil? Faltariam clinicas.

Conversando com um amigo americano, sobre a pedida da mulher de Tiger, por seis anos de casamento, ele me disse que é muito comum nos Estados Unidos. Lá, no divórcio, as mulheres são protegidas pela Justiça. Há advogados especialistas em arrancar dinheiro de maridos. Até já foram tema de filme com George Clooney.   Mulheres jovens, bonitas casam com homens ricos e levam todo o dinheiro quando separam.  - “Women business”, disse meu amigo, “Women business”.

Pelo bem do Golfe, Tiger esta voltando agora em Abril. Vai jogar o Torneio de Augusta, um dos mais importantes dos Estados Unidos.

 

UM BEIJO QUE DÁ EXEMPLO

by Redação em 14 de março de 2010 | 22:51

No clássico entre Flamengo e Vasco, hoje no Maracanã, o diferente, o inusitado ficou por conta do volante rubro-negro, Willians: ao fazer um pênalti no menino talentosissímo, Phellipe Coutinho, do Vasco, beijou o garoto para pedir desculpa. Os comentaristas estranharam. Na volta do primeiro tempo Willians disse que o beijo foi uma maneira de pedir desculpas, porque tinha feito uma falta feia num jogador de muito talento. Nota mil para Willians. Respeitou a habilidade, o goroto de 17 anos, a joia preciosa que está nascendo. Além de admitir o pênalti, atitude dificil no futebol, mostrou que não pensa como outros jogadores que partem pra agressão aos meninos talentosos, como se fosse proibido jogar bonito, driblando, dando chapéu, etc.  Veja o caso recente  do Neymar, jogador dos Santos e um tempo atrás, o caso do Kerlon, ex-Cruzeiro, cassado, quebrado, porque  usava o drible sensacional que inventou, “o drible da foca”. É isto ai Willians: mesmo marcador, maior roubador de bolas do último campeonato brasileiro, admira o futebol arte.



perfil

Isabel Kieling é gaúcha, moradora apaixonada do Rio de Janeiro, e jornalista de formação. E, contrariando o senso comum, entende muito de futebol. Por isso, inaugura a nossa mesa redonda virtual para comentar os melhores lances dos esportes e dos atletas – claro. Mas ela também bate a sua bolinha – só que a de golfe! Isabel também é golfista, e atualmente luta para sair das últimas posições do ranking.