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Indy Lights

by Redação em 22 de junho de 2009 | 21:00

Bia Figueiredo é mais uma daquelas brasileiras desbravadoras e guerreiras. Está ocupando seu espaço num esporte extremamente masculino: o automobilismo. No último domingo, venceu a corrida de Iowa, válida pela sétima etapa do Indy Lights. Com a vitória, ela se torna a primeira mulher a subir no lugar mais alto do pódio no circuito de Iowa, nos Estados Unidos.

Bia é paulistana e tem 24 anos. Como todo piloto profissional, começou no kart aos oito anos de idade, enquanto paralelamente fazia balé e aulas de vôlei. Aos 15, em 2000, decidiu que queria ser piloto de corridas.

Em 2003, estreou na Fórmula Renault Brasil com a equipe Cesário Fórmula, onde permaneceu até 2005. Tornou-se a primeira mulher do mundo a vencer na Fórmula Renault, em Campo Grande, MS, nas ruas de Vitória (ES) e no seletivo circuito de Tarumã (RS), largando da pole position nas duas primeiras. Na Fórmula 3 Sul-Americana, em 2006, ela também foi pioneira: a primeira mulher a conquistar uma pole position na classe principal da F-3 em todo o mundo.

Em 2008, correndo oficialmente como Ana Beatriz, a brasileira estreou na Firestone Indy Lights, onde continuou o pioneirismo e se tornou a primeira mulher a subir ao pódio da categoria, com o terceiro lugar na segunda etapa, nas ruas de Saint Petersburg. E a terminar entre os top five na clássica 100 Milhas de Indianápolis da Indy Lights. Foi ainda a primeira a vencer no circuito oval de Nashville. Com seis pódios, quatro em terceiro lugar, um em primeiro e o último, na corrida final, no circuito oval de Chicago, em segundo lugar, ela terminou a temporada na terceira posição do campeonato.

Em 2009, na 100 Milhas de Indianápolis, no final de maio, sofreu um grave acidente, destruindo seu carro. A piloto e sua equipe tiveram que trabalhar duro para aprontar um novo carro para etapa de Iowa. Ana Beatriz teve apenas dois treinos de 40 minutos para acertar o carro para a etapa Iowa. Depois da corrida, Bia falou sobre sua vitória (veja fotos da premiação AQUI):

"Estou muito feliz. Vinha de uma fase difícil e precisava dessa vitória. Corri de carro novo. No primeiro treino, ele não foi tão rápido, tivemos que trocar o motor. Trabalhamos duro e conseguimos a sexta posição do grid de largada. A equipe ajudou muito, me deu um carro competitivo para brigar com os primeiros durante a corrida toda".

A piloto brasileira ultrapassou seu colega de equipe a oito voltas do final da corrida: "O Cunningham tinha uma liderança sólida. Na briga do tráfego inevitável em circuitos pequenos como Iowa, eu me aproximei muito dele, fiz a ultrapassagem por fora, na curva dois, e me livrei bem do tráfego nas oito voltas finais. No fim, meus pneus não estavam desgastados e eu tinha um carro muito rápido", comentou Bia.

Bia evoluiu da 12ª para a 8ª posição na classificação, a 63 pontos do líder. Cada vitória vale 50 pontos e ainda há oito corridas até o fim da temporada. "Tem muito campeonato pela frente. Essa vitória me ajuda muito na disputa, pois me deu mais confiança. Superei toda aquela situação difícil decorrente de Indianápolis. Com esse carro novo, eu me sinto recomeçando o ano. Vou lutar para buscar pontos e para chegar ao fim da temporada brigando pelo título", concluiu a piloto.

Ana Beatriz já está fazendo história, imaginem se ela ganha a Indy Lights este ano? Os brasileiros são mais ligados na F-1, onde correm Rubinho Barrichelo, Felipe Massa e Nelsinho Piquet, mas a fórmula Indy Light é muito prestigiada nos Estados Unidos, assim como a outra Indy, onde corre Helio Castroneves.

Veja AQUI o acidente de Bia em Indianápolis e AQUI seu desempenho nas voltas finais da etapa Iowa:

Almoçando com a seleção

by Redação em 16 de junho de 2009 | 21:00

Com as cinco horas a mais na África do Sul, os jogos da Seleção Brasileira esta semana são cardápio para o almoço. O de segunda deu indigestão, de tanto sofrimento para ganhar da seleção do Egito. Imaginem que os egípcios gostaram tanto do jogo que fizeram três gols, nem nos respeitaram. Chegou o tempo dos "cachorros mijarem nos donos", como se diz na minha terra. Não se assustam mais com a amarelinha.

Está achando um absurdo pensar que eles têm que nos respeitar? Pois é um abuso pensar assim, mas é como jogadores e comissão técnica da Seleção Brasileira pensam: entram em campo como se fossem ganhar por antecipação. Entraram no segundo tempo sem vontade nenhuma e em menos de dois minutos tomaram dois gols.

Os "volantes do Dunga" nem chegaram perto de marcar os atacantes do Egito. Deixaram os dois zagueiros do Brasil no combate direto com os atacantes. Ainda por cima o atacante tinha um nome quase igual ao de um famoso carrasco da seleção: Zidan, quase como Zidane (ex-craque da seleção francesa que arrasou com o Brasil na final de 1998 e nas quartas da Copa de 2006).

Acho melhor pensarmos num cardápio leve para os próximos almoços com a seleção: uma saladinha, talvez algumas frutas, porque, pelo andar da carruagem, o sofrimento pode piorar, já que temos o EUA e Itália pela frente.

Chocolate

E o Flamengo, hein? Que chocolate levou do Coritiba! Adriano só jogou na primeira partida. É o terceiro jogo que passa sem fazer gol e sem jogar nada. Sem contar com o tumulto que ele vem provocando no grupo de jogadores quando falta aos treinos e não é cobrado pela direção do Flamengo.

Já a direção nada profissional do Rubro-negro chama a atenção do técnico, porque reclama das atitudes do Imperador. Dá para considerar o Flamengo um virtual candidato ao rebaixamento. Não pelas condições técnicas do grupo de jogadores, mas pela falta de rumo, direção e dinheiro.

Explicadinho

Volante – Uma das posições mais prestigiadas hoje em dia, em qualquer time de futebol. Posição preferida do Dunga (brincadeirinha). Ele foi volante.

Volante, o antigo centro-médio, é o jogador responsável por proteger a área, fazendo a ligação entre a área e o meio de campo. O volante, atualmente, tem várias funções: Proteger a área na frente dos zagueiros, marcar os meias-atacantes do time adversário, dar cobertura aos laterais quando atacam. Como no caso do Flamengo, que utiliza muito no ataque os laterais Leonardo Moura e o Juan.

A cultura 'defensivista' que se alastrou pelo mundo e nos pegou também, criou o chamado segundo volante. Que também criou um terceiro volante que está matando a posição de meia de criação (Alex, do Fenerbahce, Riquelme do Boca Juniors, Conca do Fluminense). O cara que cria, idealiza as jogadas de ataque e serve os atacantes de maneira decisiva. Deixando na "cara do gol", como se diz.

Hoje qualquer volante marcador que tenha um pouquinho de habilidade vira segundo e terceiro volante. Por isso, muitas vezes vemos aqueles jogos chatos, com poucas jogadas de ataque. O volante substituindo meia com eficiência, somente seria possível se hoje tivéssemos vários Clodoaldos, Falcões e Toninhos Cerezos, craques indiscutíveis. Volantes que marcavam, defendiam, atacavam e faziam gols.

Os volantes mais conhecidos hoje, pra você observar, conhecer e aprender a identificar a posição num time de futebol: Ramires (da Seleção Brasileira e Cruzeiro/Benfica), Hernanes (São Paulo), Ibson (Flamengo), Gilberto Silva (Seleção Brasileira), Lucas (Liverpool). No exterior, Makelele (Seleção da França), Pirlo (Seleção da Itália), Petit (Sel. da Portugal).

É hora de torcer!

by Redação em 8 de junho de 2009 | 21:00

Mulherada, é a hora de torcer. Neste mês de junho, a Seleção Brasileira fará vários jogos e o técnico Dunga terá o grupo de jogadores selecionados por um mês. Tirando o jogo de domingo passado contra o Uruguai, a equipe ainda terá, provavelmente, mais oito jogos. Começando na próxima quarta contra o Paraguai pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

Dia 14 de junho, na África do Sul, inicia a Copa das Confederações, – competição realizada como teste para a próxima Copa do Mundo. Esta copa tem como participantes os países campeões de cada confederação e o último campeão do mundo. O Brasil participa por ter sido campeão da Copa América. Será um bom teste, apesar da participação de seleções sem muita tradição, porque teremos Espanha, campeão da última Eurocopa e a primeira do ranking da Fifa, atualmente, e da seleção italiana, atual campeã do mundo.

É a vez da maioria da mulherada: aquelas que dizem que gostam de torcer somente para seleção. Costumo afirmar que em relação ao futebol somos divididas em três ou, no máximo, quatro tipos. Temos aquelas adoram, entendem e têm time; as que odeiam e não sabem nada; as que aturam e têm informações porque são bem antenadas em tudo; as que gostam de torcer somente pela Seleção Brasileira (subdivididas nas que entendem; nas que gostam da festa e nas que odeiam e dão a desculpa de torcer pela Seleção, porque é eventual, é patriótico e porque não dá para fugir da festa geral).

‘Será que vamos tomar conta do futebol também? É a mulherada aparecendo como um público enorme, ávido por participação e consumo, esquecido pelos cartolas, pela mídia, seja por preconceito ou por ignorância mesmo

Surpreendente foi a pesquisa realizada pelo Ibope com os torcedores dos quatro grandes clubes do Rio, a pedido de uma agência de publicidade, publicada no jornal O Globo de domingo. Lá fica claro que futebol não é coisa de homem. Na torcida do Flamengo, dos 58% que torcem pelo rubro-negro, 51% são mulheres e a do Fluminense com 13% da preferência do público carioca, 52% são mulheres. Já os vascaínos com 17% da preferência e os botafoguenses com 12%, a maioria dos torcedores é homem, mas por uma pequena margem. No total dos entrevistados, a maioria da torcida é de mulheres: 53% dos entrevistados.

Será que vamos tomar conta do futebol também? É a mulherada aparecendo como um público enorme, ávido por participação e consumo, esquecido pelos cartolas, pela mídia, seja por preconceito ou por ignorância mesmo. Confira a pesquisa na íntegra no O Globo.

Dia de superação

No último domingo, no estádio Engenhão, no Rio de Janeiro, o público pôde acompanhar a superação de duas guerreiras do atletismo brasileiro: Fabiana Murer e Keila Costa. Fabiana Murer no salto com vara conseguiu atingir 4,82 metros, recorde brasileiro e sul-americano, melhor marca mundial do ano. Fabiana superou toda a decepção da Olimpíada de Pequim, quando foi muito mal, abalada psicologicamente, com a perda de suas varas pela organização da prova. Na ocasião, Murer não se conformou em ter que saltar com varas inadequadas e perdeu toda a concentração para a prova.

Já Keila Costa vem, desde o ano passado, lutando com uma lesão no joelho direito e teve que apreender a dar o impulso para o salto com a perna esquerda. Com seu melhor salto de perna esquerda, 6,79 m, acabou vencendo Maurren Maggi, que queimou seu melhor salto de 6,88 m. Maurren não aceitou a desclassificação do seu melhor salto e saiu reclamando muito dos juízes da prova. A atitude da medalhista de ouro olímpica ficou até um pouco indelicada com sua colega Keila Costa, que a venceu pela primeira vez. Veja o vídeo!



perfil

Isabel Kieling é gaúcha, moradora apaixonada do Rio de Janeiro, e jornalista de formação. E, contrariando o senso comum, entende muito de futebol. Por isso, inaugura a nossa mesa redonda virtual para comentar os melhores lances dos esportes e dos atletas – claro. Mas ela também bate a sua bolinha – só que a de golfe! Isabel também é golfista, e atualmente luta para sair das últimas posições do ranking.