Apesar de faltarem duas rodadas para o final do campeonato e matematicamente ainda ser possível o Grêmio ser campeão, não tem como negar que o São Paulo não perde mais o título. Precisa de dois pontos nos seis que faltam disputar. Já pode ser campeão na próxima rodada contra o Fluminense no Morumbi. Além de toda esta vantagem, a concentração, as determinações do time e do técnico do São Paulo ridicularizam as possibilidades matemáticas.
Enquanto o título está resolvido, as vagas para a Libertadores estão indefinidas. Grêmio está praticamente classificado, ficando duas vagas para serem disputadas por Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo.
Com a derrota no Mineirão, o Flamengo fica na situação mais difícil para conquistar uma vaga na Libertadores. Agora não basta ganhar os seis pontos que faltam. Precisa que Cruzeiro ou Palmeiras percam pontos nestas duas últimas rodadas.
Erros dos juízes
Não tem coisa pior que um erro de um juiz nos momentos decisivos de um campeonato. Ontem, por exemplo, no jogo do Flamengo e Cruzeiro, o juiz Carlos Simon, o representante da arbitragem do Brasil na Copa do Mundo de 2010, considerado "o melhor" juiz do país, deixou de marcar um pênalti claríssimo a favor do Flamengo aos 46 do segundo tempo. Este é um juiz que comprovadamente não marca pênaltis.
Torcedores do Sul, terra do Simon, dão conta de que este juiz não marca pênalti há uns dois anos. Isto porque chega a apitar três partidas por semana. Lembram daquele pênalti que não marcou a favor do Botafogo na Copa do Brasil? Depois foi para a TV dizer que tinha errado, mas ele estava em cima da jogada, com ontem também. Na verdade, este juiz raramente marca pênaltis em partidas decisivas. Não quer assumir. Na Copa do Mundo, deixou de marcar um pênalti claro a favor da Itália. Foi mandando de volta na primeira fase.
Por outro lado, também se o Flamengo não tivesse jogado tão mal, se não tivesse tão desorganizado na defesa, deixando os atacantes do Cruzeiro entrarem na área sozinhos, fazendo linha de passe na cara dos zagueiros, não precisaria ficar reclamando do pênalti não marcado. Pois é, o "se" não ganha e nem perde jogo.
Onde estão as mães destas crianças?
Por pura preguiça, este domingo fiquei "zapeando" e me deparei com um campeonato de skate numa mega rampa em São Paulo. Nunca me liguei em esportes radicais, mas este evento realmente foi incrível e perigoso. A tal rampa foi construída no sambódromo de São Paulo, com 110 metros de comprimento e (haja anjo da guarda) 27 metros de altura. O skate chega a uma velocidade de 80 km/h. Sem contar que quando chegavam à borda mais alta, com impulso, subiam a cinco metros além da altura do "brinquedo". O recorde é sete metros de altura.
Confesso que o esporte deixa as pessoas arrepiadas e temerosas. É muito radical! Um dos concorrentes se machucou nos treinamentos e não pôde disputar o campeonato. Fiquei pensando na mãe destes rapazes. Será que elas assistem? Jamais imaginariam passar por isto ao dar o primeiro skate aos seus filhos. O vencedor do desafio da mega rampa, pela primeira vez construída no Brasil, foi o carioca radicado nos Estados Unidos, o supercampeão Bob Burnquist.
Explicadinho…
Linha de passe: É uma jogada coletiva, em que os jogadores de um mesmo time trocam de passes dentro da área sem que o adversário interrompa, com o objetivo de colocar um dos jogadores na melhor condição de fazer o gol ou deixá-lo na "cara do gol" (sozinho contra o goleiro e muito perto do gol). É uma jogada difícil de acontecer hoje em dia, porque os times marcam muito. Também exige muita habilidade dos atacantes. O time dos Santos, no tempo do Pelé, era mestre nos gols de linha de passe. Pelé, Coutinho e Pépe tinham uma capacidade técnica superior e curtiam fazer gols de tabela. Na linha de passe o jogador não pode ser famoso "fominha" (aquele que quer chutar para o gol de qualquer jeito e não privilegia o companheiro mais bem colocado). Veja aqui uma jogada do tipo.
