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Vale por um dia

Com um vale, eu reveria uma pessoa importante em minha vida, sem medo de sofrer…

by Beth Valentim em setembro 14, 2010 | 11:01 am

Eu queria ter o vale por um dia para abraçar o mundo. Nem consigo arrumar os pensamentos que chegam aos borbotões para priorizar os distintos. Mas vou tentar ser menos princesa e mais racional, ufa que dificuldade para entender que itens seriam os melhores para viver se eu ganhasse o tal vale.

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O mínimo é o máximo no desejo

Desejo tem que ser cuidado. Ele esnoba você quando está descansada e não protege o corpo, a alma, o coração.

by Beth Valentim em junho 11, 2010 | 12:38 pm

Como avaliar o desejo se ele não tem forma nem o quantitativo explícito que gostaríamos de pegar, apalpar. Mas pode provocar. É possível nos fazer felizes, amortecidas das dores das desilusões. Seja como for, mesmo em seu mínimo, ele é o máximo. Provoca. Supera a saudade, porque por instantes a vida se torna translúcida. Estonteante. Mais do que brilhante nos corpos de quem consegue driblar os medos, quem sabe os dogmas, padrões mofados, embolorados. + Leia mais

Ideias cor de rosa

A fumaça que saía de dentro de mim era rosa. Era assim que a enxergava.

by Beth Valentim em junho 2, 2010 | 6:59 pm

Que delicia poder provar de mim mesma. Cair na gandaia e me entupir de confetes de chocolate. Aspergir perfume doce nas têmporas e fingir que sempre fui a mais gostosa do pedaço.

A inspiração da autoestima lapidada é a melhor que existe. Ela vem doce, cheia de charme e sabedoria. Te quer de bem com a vida, com a esperança de brilho rosa, dilatando os poros para escorrer a esperança.

Avistei de longe uma carruagem reluzente. Para mim era rosa, de época e cabia dentro dela um príncipe. Talvez fosse um ogro, um malfeitor, mas o vesti de nobre. O estilo da nobreza de minha vida gostosa daquele dia inesquecível. Das ensaboadas que dei na tristeza encardida que fazia de tudo para continuar me assustando. Dito e feito: Parti com tudo para o nirvana. Beijei, amei, troquei, me refiz. Sem culpas, o que é melhor.

Sei lá se vou me tornar bege de novo, mas para que me preocupar se agora estou Pink?

Fugitiva? Que nada, sou mulher maravilha ou mesmo princesa encantada, mas que seja feliz para sempre mesmo na terra do nunca, a minha, a que construí por um dia, porque acreditei que ficaria eternamente linda.

Vai terminar o encanto? Mas qual deles não se vai? Mas enquanto estiver por aqui guardado em meu peito, eu juro, quero ser assim, sorriso rosa nos lábios, aquele ar de menina, gingado de quem não quer nada.

Minhas idéias estão tão rosas que esqueci que amanhã tenho que fazer tantas coisas. Mas preciso deitar e sonhar. Rever as estrelas como quando eu era uma seventeen. Talvez encher de purpurina os devaneios, jogar para o alto as sandálias e fechar os ouvidos para as baboseiras que já escutei. Quem sabe poder acordar amanhã mais feliz.

Idéias rosas que me tiram do sério. Fazem borbulhar meu cérebro. Me aquecem de felicidade.

O que quero mais da vida?

Só por um dia eu quero estar assim…Já valeu…

A cor púrpura do amor

Esse texto foi escrito para quem ama com o sabor da entrega

by Beth Valentim em maio 25, 2010 | 4:13 pm

As estradas por onde caminho são quentes. O sol mostarda ilumina o céu azul. A vida se tremendo toda. Alma inquieta que reflete o esforço de suportar a emoção.  Esse é o tom de quem vive no amor. Com a saudade de rasgar as entranhas. Requebrar a cintura para seduzir.  Lágrimas? De sangue, porque não existe nenhuma outra cor que defina o amor e que não seja púrpura. E tomara mulher, que você viva isso. Curta sentimentos fortes. Se desespere, lute, transgrida, fazer o quê? Quem poderia viver sem experimentar esse ardor?

Vacila. Afunda na lama e como chora. Se refaz. Maquiagem. Delineador. Faz beiço como menina. Na cama como prostituta sente as asas de anjos fazerem voar, delirar. Beija, cuida da pele. Mudanças sem fim. Cobranças internas. Invenções. Sutilezas. Ah, tantas coisas poderia descrever para dizer que o amor é vermelho tinto. Que aos goles em taças de cristal espuma com a ira, raiva, desespero das labaredas de um corpo em chamas. Mesmo quando não é possível vivê-lo, só sentir é bom. Escutar a voz, as promessas. Aparições inesperadas. As palavras degustadas, estaladas na língua de um homem amante irrepreensível.

Já ouviu dizer que a paixão enlouquece? Pois eu quero viver louca. Ser deitada com delicadeza e vorazmente consumida, abatida, tomada pelos impulsos de um macho que inspira os hormônios contidos. Por que as regras insanas dizem para esquecer? Mas não quero deixar para trás os momentos repletos, as pétalas de rosas espalhadas, os uivos de prazer.

Quer ser devorada pelos sentimentos? Ame. Se entregue na cama, nos lençóis macios ou mesmo na bancada de um banheiro, tanto faz. O choque das carnes tremulas, a ternura, a bravura de um amor perfeito não tem lugar, nem desejo correto, apenas existe, insiste.

Não se deve deixar levar pelas loucuras de qualquer emoção. Todo cuidado é pouco, mas saber viver algo assim é um presente. Diamante de muitos quilates. Jóia rara, satisfação. Acordo mutuo e sem cobranças, negociação encantada. Tudo certo como se fosse incerto.

Como é gostoso pisar no céu com os pés nus. Sair de cena sem as vestes do corpo e levitar. Repetir sem conta do que gosta nele, escutar o que faz com ele, abraçar seu peito, entregar as idéias puras ou impuras.

A cor púrpura do amor se enfeita com a sensação da dor que sai rasgando os dogmas, as cruéis  acusações. Amor carmim corta o corpo, extirpa o coração e some com ele para onde for. Que se dane se ele se perdeu em outro lugar, é bom escutar de longe o tilintar dos seus sons. A força do amor. Contexto. Ele vai voltar e quando isso acontecer, vou descansar.

Tomara que toda mulher viva um amor vermelho tinto. Que seus lábios se encham de sangue e carnudos e rubros deliciem os beijos. Amor na cor púrpura é padecer no paraíso, respinga nos contornos das curvas. E como elas agradecem o que sentem.

A cor púrpura do amor tem a ver com todas as ELAs, as que têm o pulso forte. O erotismo na bainha do romance, nas dobras do exagero, nas escolhas múltiplas de sensações eternas.

Esse texto foi escrito para quem ama com o sabor da entrega. Mulher que sabe o que quer. A independente que firma as panturrilhas no salto agulha e crava no chão da fama suas mãos que batalham por um lugar ao sol. Mulher que goza. Que flerta. Salpica a pureza com a gostosura. Você é uma delas, querida? Que bom! Sem medo e sem se perder, dá para ser púrpura como o amor e quente como o seu olhar de desejo. Fatal assim, quem consegue dizer não a você?

Amor sob tortura

A autoestima não mais lhe pertence e sim a quem submeteu você a tortura estonteante de alucinações quando o assunto é desejar

by Beth Valentim em maio 4, 2010 | 3:13 pm

Dizem por aí que a paixão ganha do amor no placar de energia que transmite. Mas quando é adoecido pode desesperar. Amor sob tortura é capaz de se tornar mais importante do que a própria existência. Quando percebe-se, a autoestima não mais lhe pertence e sim a quem submeteu você a tortura estonteante de alucinações quando o assunto é desejar. Se vive um sentimento bombástico e sem limites, é bom começar a se fortalecer e tirar o time de campo enquanto é tempo.

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Vencer nem sempre é ganhar

Há muitas maneiras de vencer, uma delas é desistir de algo que nos faz mal

by Beth Valentim em abril 12, 2010 | 1:32 pm

Quem disse que mulher não consegue virar a mesa e trocar quantas toalhas forem necessárias para repor os pratos e se servir de um novo alimento para a vida?

Teve gente afirmando que seriamos umas coitadas pela existência afora e despreparadas para romper com obstáculos. Lembra? Se muitos nos condenaram à mediocridade, que fiquem com seus textos empobrecidos de revezes a nosso respeito, porque somos lutadoras e podemos começar de novo. + Leia mais

Se ele soubesse

Se os homens soubessem como é fácil agradar uma mulher…

by Beth Valentim em março 12, 2010 | 1:32 pm

Ele tirou do bolso um pacote pequeno e disse: “Isso é para você”. Fiquei sem fala porque não esperava. Era uma lembrança mínima, delicada, talvez não tenha custado quase nada, mas durmo com ela ao meu lado desde aquele dia.

Um homem deveria entender nossas sensibilidades. As diferenças que nos tornam mulher. As que, mesmo com o tempo de luta para evoluir, não deixaram de pertencer à típica essência feminina. Embora passem os anos adoramos tê-las  perto de nós. + Leia mais

Felicidade feminina

Ser feliz é poder ter imaginação fêmea, curtir filmes românticos e não perder a força e o esforço de mulher de atitude.

by Beth Valentim em fevereiro 22, 2010 | 1:35 pm

Eu queria poder dar asas à minha imaginação. Cair na gandaia sem ter que dar explicações. Não justificar meus erros porque sou mulher e tenho que fazer assim ou assado. Sair de mim quantas vezes forem necessárias e depois ficar de pé e seguir em frente sem olhar para trás.

Poderia ter muitos amantes, um de cada estilo. O que me faria feliz de vez em quando, outro que me poria nos braços como uma Julieta. E também o forte e vigoroso, charmoso e que me levaria às nuvens de tanta paixão.

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Um homem para sentir saudade

Chega de caminhar pelos trilhos, estou doida para viver as vadias esperanças

by Beth Valentim em fevereiro 5, 2010 | 12:01 am

Mais um texto polêmico, eu sei. Mas não sou mulher de pensamentos retrógados e as reflexões nos fazem crescer. E por que não estimular o lado arrebatador feminino? Não faço apologia à solteirice, mas sempre vou tocar na liberdade da mulher. Estamos aqui para rasgar o coração e já que existe um espaço tão especial como esse, por que não?

Não sei dizer qual será o resultado da libertação dos pensamentos, mas tenho refletido sobre a questão dos relacionamentos. A evolução tem dado mostras de que não somos únicas nos corações dos homens. E por que continuar a viver a História Antiga e se condenar a ter um parceiro para o todo e sempre? + Leia mais

Meus pensamentos

O pensamento fica louco quando sofro de amor. Quando vem a saudade e sangra a minha identidade…

by Beth Valentim em janeiro 25, 2010 | 8:19 pm

Meus pensamentos suportam tudo, menos as desavenças do coração. No passado rompi com etapas medíocres de minha vida. Sofri. Chorei. Superei. Tenho orgulho de mim porque suportei caras feias e o sair do zero depois de ter virado a página de minha história.

Não tenho medo de descer degraus que simbolizam a trajetória dos rumos da vida e depois, mesmo “ralando”, subir cada um deles com o nariz em pé. Afinal, o que tem de errado uma mulher decidir deixar para trás o passado tosco e construir um futuro excêntrico e admirável? + Leia mais



perfil

Consultora em comportamento, Escritora, Poetisa, Colunista, Blogueira. Consultora em Desenvolvimento Pessoal. Mestrado em Psicologia Social. Autora dos livros "Essa tal felicidade" em eBook e Mequiel – O caçador de sonhos. bethvalentimcoisademulher.blogspot.com.br