Fim de ano e tantas coisas foram ditas, pensadas, repensadas, refletidas, ufa, seriam páginas e páginas de letras a desafiar a memória a fim de resgatar o que prometeu e não cumpriu, ou porque não conseguiu ou porque não foi capaz de persistir. Pois é, e no próximo ano vai prometer de novo, dizer que ano que vem será tudo diferente. Vai fazer isso e aquilo e depois de explodir os fogos, ploft, nada feito, sua preguiça continua e a força de vontade é quase zero para resolver superar os desafios.
“Poucas coisas no mundo são mais poderosas que um impulso positivo – um sorriso. Um mundo de otimismo e esperança, um ‘você consegue’ quando as coisas estão difíceis.” (Richard De Vos).
Quantas vezes incentivou alguém a prosseguir mesmo quando esteve prestes a desistir? Foi solidária, ficou lado a lado no conflito de um amigo para tentar ajudar e que superasse os medos?
E os dias passam e adia um telefonema para saber se alguém querido está bem. E saiba que esse “toque” podia mudar a sua vida. Se o vizinho precisa de ajuda quando está com as mãos cheias e mal consegue abrir a porta de casa. Mas você aprendeu a ficar na sua, nada de contatos porque dá trabalho.
“Deixe suas esperanças, e não seus ferimentos moldarem seu futuro.” ( Robert H. Schuller)
Por esses dias esteve presa a ferimentos, só se lamentando, chorando, se perturbando com a vida alheia e nada de superar as expectativas pessoais. Por que não deixa as esperanças moldarem o futuro? Dá trabalho? Claro! Ser feliz é difícil, exige habilidade, esforço pessoal e você prefere trilhar os caminhos frágeis, tudo bem, cada um escolhe suas estradas. Mas, olha! Essa facilzinha não te leva a lugar algum.
E como o pensador Agostinho sempre dá um banho em sua filosofia, olha essa: “Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer.”
Ah, vontade, onde ficou seu desejo?
Fez as mesmas coisas que no outro ano, no outro e no outro. Esteve ao lado de pessoas que só deram “tapas” em suas melhorias, esgotou recursos sem sentido, lutou pelo nada e quanto ao amor, ah, o amor…ele esteve a te jogar para baixo. Mas quando esse sentimento submete ao ser a vitória, a liberdade, isso sim é bacana, mas você continua chamando de amor a tal velha história, o relacionamento que faz sofrer e vive a esperar de quem traiu sua confiança algo espetacular.
O perdão é necessário, mas observa que só perdoa e o outro continua “pecando”. Por favor, sinta-se no dever de ter vontade de mudar a vida que está com notificação baixa diante da existência. Siga em frente apontando as setas para novos focos, os que justificam você ter nascido, porque só merece aplauso quem luta para ser feliz e você? Está nesse time?
Tomara…
Fim de ano é tão incrível. Tem jeito de avaliação, de “deixar de lado” coisas que chatearam, e, também aquela coisa de amaciar as impossibilidades: “ah, pense só no que é bom, é tempo de Festas”. Mas amanhã você acorda e tem que pagar as contas, trabalhar, dar duro, e as Festas passam. Pois é, enquanto dá tempo, pouco tempo, eu sei, escreva o que ficou faltando. Anote o que superou e faça brilhar o que resolveu. E só assim, querida, poderá abrir os olhos com a dignidade em alta, com o coração em festa, mas na festa pessoal que oferece honra ao mérito. E se ainda com esse texto continua a ficar no mesmo lugar, marque uma consulta com um profissional competente e comece o ano refletindo esse peso que fica em cima dos seus sonhos. Quem sabe dessa maneira consegue superar as desavenças internas que nada acrescentam à sua felicidade?
Pois é, de qualquer maneira, Boas Festas!
