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Cai de mim o pano…

by Beth Valentim em setembro 16, 2011 | 3:04 pm

Mesmo nua eu me vejo inteira…
porque me chamo Fera, a guerreira…

Totalmente nua nesse formato impura, nesse jeito diferente de ser. No passado fui tão diferente, algo solto da vida, sem rumo, sem os passos
acertados, aquela bobeira sem eira nem beira que ficava a dar a todo momento. Nem os cuidados primários eu tinha como elementos básicos
de minha vida. Que nada, eu era tão menina na pureza de uma mulher e acreditava, de verdade, que podia tudo mesmo sendo tão imatura.

Cai o pano de mim nesse novo século ardente de minha alma. Algo que me refaz e desfaz todos os dias e me deixa solta. Mais alegre e menos triste,
a segurança nos punhos que permitem que as minhas garras felinas, enfim, se destaquem nas soluções que desejo dar à existência.

Envolta em tecidos de chita ficava a me defender dos ataques do mundo, que coisa, os masculinos, então, poxa vida, eu era uma ingênua e não sabia.

Todos os dias acordava imaginando que a beleza fosse a melhor arma de uma mulher. Ledo engano, na verdade a sua melhor arma é a
estratégia. A que se desdobra em ferramentas múltiplas e permite que saia de ciladas que jamais achou que fosse fazer parte.

Cai o pano de mim tantas vezes, pois é, mas tive que aprender. Aprender a sofrer menos, a não dar com os burros n’agua e com a cara de idiota retornar para a calçada suja.
Pelo contrário, hoje me vejo saltando obstáculos e revendo meus pequenos trotes, galopes e manias que antes me deixavam para trás.

Aqueles homens pequenos, sabe aqueles que nos põem no banco do castigo?
Pois bem, hoje os deixo pensar que estão no controle. Quando se viram, eu rio, me divirto com esse jogo da vida que mais parece uma tragédia.

Cômica? Sim, muitas vezes, sim. Mas quantas delas me fizeram arranhada, com meu espírito quebrado e se arrastando pelas vagas avenidas das emoções.

Cai o pano, enfim, e eu me vejo inteira. Quanta bobagem eu fiz, verdade.
Me desfiz de pessoas internas que me davam suporte para a alegria.
Sentia frio, porque não me agasalhava com as cobertas dos melhores sentimentos que possuía. Mas hoje me vejo nua, em pele e osso
e faço o trajeto das vencedoras. Das melhores mulheres, entre elas estou eu – aquela de antes que parecia imatura, mas hoje? Nesse dia eu me dou
a glória, subo no podio e me vejo vencedora.

A melhor coroa a ser usada é a que você própria enfeita a sua cabeça. Essa jóia que apenas protege sua mente. Ela brilha, ela ilumina seus novos passos, mas se não cuidar, querida, seus dimantes de luz se apagam.

Sei que não é fácil ser tão polivalente. Claro, somos tantas mulheres em uma só. Mas sinto que um coração fêmea é único. Na verdade mais sólido do que todos imaginam.

Precisamos de carinho, é a realidade. Mas de carinho sincero. Se estiver com aquele acúmulo de indecisões e maltratos em sua sacola mestre da vida, por favor, se desfaça aos poucos, para não doer, mas deixe para o vento levar as infâmias que te fizeram sofrer.

Cai o pano de mim…todos os dias…o seu,o nosso, mulher.
E para continuar nessa pele e osso feminina e com os músculos fortes de uma mulher que lança suas vitórias de cima do cume do sucesso, seja firme.
Nada de chorar demais ou de menos, apenas concile sua força com a fragilidade. O misto feminino e feminista de todas nós.

Agradeça todos os dias por ter nascido essa mulher que sabe esgrimar. Que não foge a luta, pelo contrário – o pano cai e o frio aumenta, mas o calor de dentro de ti, aiai…ele simplesmente faz aquecer o mundo.

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perfil

Consultora em comportamento, Escritora, Poetisa, Colunista, Blogueira. Consultora em Desenvolvimento Pessoal. Mestrado em Psicologia Social. Autora dos livros "Essa tal felicidade" em eBook e Mequiel – O caçador de sonhos. bethvalentimcoisademulher.blogspot.com.br