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Quando o coração valente vence a batalha

by Beth Valentim em julho 28, 2011 | 11:10 pm

Nada como ter amor próprio e orgulho do que conquista

Meu nome é Coração. Antes era um coração pequeno, com poucas perspectivas, mas hoje sou um coração valente. No passado sempre me via como sensível demais e culpado, como sofria. Mas hoje me vejo forte, com a força necessária para dar o golpe final no adversário que me ataca pelas costas.

Certa vez me apaixonei por outro coração. Não vou negar que até hoje sou apaixonado, mas de maneira diferente. Tenho amor por mim, me respeito e não permito que mexam em meus “Tum tum tuns” de qualquer maneira.

E durante anos esse sentimento era dono de mim, só uma palavra e pronto, lá estava eu feito bobo a me despejar diante daquele outro coração. E no primeiro dia dessa semana, venci a batalha.

Ele, o tal coração, me telefonou tantas vezes. Ele tem um celular da mesma operadora que o meu, é verdade, coração hoje em dia também usa celular. Pois bem, as ligações não marcam em sua conta, e, ele pode disfarçar que me procura, que gosta de mim, que sente a minha falta. Mas como todo coração covarde, não consegue se desgrudar da “bateria” que o alimenta para sobreviver. E durante anos eu dizia – sim – aos seus encantos. Ele é um coração charmoso, vermelho tinto, sabe pulsar palavras de deixar o meu intimo quando era bobo, em frangalhos. Mas nesse dia ele pediu, implorou, fez de tudo para dormir ao meu lado. No seio da cama que sempre o recebi. Forrada de lençóis de cetim, velas acesas, flores que ele trazia para enfeitiçar meu sangue púrpura. E depois de muitos “nãos” ainda assim ele insistiu. Vou dizer que naquele momento em que jorrou sangue por todos os lados eu fiquei descontrolado. Sem ritmo, inflado e explodindo de desejo por ele, afinal, sou de carne e como a carne é fraca, a minha também não fica atrás.

Ele faria uma viagem e queria passar a noite comigo como sempre fez. E depois um convite para outra viagem em outro estado. Cheio de charme me dizia coisas que nem posso contar. E frisou: “ me fala senão vou direto”…quem sabe até desistiu de viajar a noite e partiu no dia seguinte para sua casa na praia depois do meu “não”.

Então, sabe aquele celular? Pois é, resolvi enviar uma mensagem por ele: “Desculpa, não posso, não devo…para você é fácil, você é um coração masculino e eu um coração feminino, eu sofro”. Ele não deu retorno, é vaidoso, não gosta de ser contrariado, e, certa vez, escutei alguém dizendo que ele tem o dom de colocar as coisas do jeito dele. Imagino o que sentiu, fazer o quê?

Naquele dia eu teria uma noite de delicias. Seria bom demais como sempre foi – dois corações doidinhos um pelo outro fazendo tudo que sentem, sem limites. Mas resolvi dizer não. Deixei de lado o coração bobo e me tornei um coração valente. Sofri porque fui forte, mas ser fraco é fácil, o difícil é ser um coração guerreiro e que consegue se por no front e receber as pancadas da vida e, ainda assim, vencer.

Quando um coração valente vence a batalha é assim. Ele se sente livre. Diz que não quer mais ser um qualquer que vaga por aí, mas o que encara as dores de frente e com excelência sabe erguer a taça de primeiro lugar em dignidade.

Quando um coração valente vence a batalha orgulha-se de si mesmo. Não fica ao lado de outro somente por ficar. E se algum coração ou ele mesmo quiser me conquistar, vai ter que me expor na vitrine dos corações vencedores, dos que preenchem os peitos que podem ser mostrados sem medo, porque sabem que são os melhores, os que dão exemplo.

Se você ainda é um coração repleto de remendos, não permita que seja humilhado. Coração humilhado é coração vazio, e, eu sei que você, assim como eu, sempre sonhou em ser um coração de verdade.

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Tantas verdades sobre a mulher

será que eles entendem de mulher?

by Beth Valentim em julho 14, 2011 | 11:21 pm

Adoramos sexo, beijinho na nuca, mas uma coisa é certa – as palavras são o nosso ponto G, e, como um homem deve ser especialista nelas, seria bom que qualquer um que se aproxime tenha a cartilha decorada e com as letras que nos fazem úmidas, que nos tornam receptivas para abrir o peito e receber o seu calor.

Há tantos anos se redescobre a mulher. A que tecia o fio, a dos lábios cerrados enquanto a vida caminhava livre nas ruas. Muitas delas saíram para lutar pela liberdade. Estudiosos resolveram falar sobre as suas verdades. E em cima de crises e vôos altíssimos essa tal mulher tem sido avaliada de maneira diversa e seria tão bom se pudesse dizer, realmente, o que sente no intimo feminino.

Dizem que somos carentes, que se fossemos mais seguras e menos sensíveis poderíamos estar melhores emocionalmente. Mas com os desejos enfaixados tanto tempo, até que estamos bem. A força e o poder têm sido incorporados e já não temos medo de ficar sozinhas nem vergonha de viver a vida sem estar ao lado de alguém.

Mas não se cansam de falar sobre as nossas emoções. Acertam quando dizem que possuímos a delicadeza, que adoramos colo, que queremos um homem elegante e que nos proteja. Mas isso nada tem a ver com ser frágil. Aliás, o que tem uma coisa com a outra?

E nessas diferenças e sensibilidades somos seres especiais e únicos.

Duvido muito que os homens tenham nos decifrado. Ah, eles precisavam ser pós graduados em “mulherice” – curso somente dedicado a ELAs. E como são impacientes, como resolver a equação que nos forma e que tem inúmeras incógnitas?

Gostamos de falar. De saber de tudo que acontece. De escutar que estamos bonitas. Esses temas abrem as aulas de “mulherice”, são os primeiros do módulo I do curso, acredite.

E falando em sexo, bem, se um homem chega com as mãozinhas leves, uuhhhmmm não vai dar. Pode até ser que em alguns dias estejamos dispostas a fazer amorzinho romântico, mas na maioria das vezes gostamos de sentir a força de sua masculinidade – módulo II especial e avançado.

Quando as mulheres se encontram para a reunião no trabalho, uma fala para a outra: “adorei seu esmalte”! E qual seria a diferença quando os homens vão a reunião do mesmo teor e um diz para o outro: “ e seu time hein?”. Nenhuma diferença, apenas estilos, coisa de mulher e coisa de homem. E isso é falta de evolução? Que nada! – módulo III.

Tantas verdades estão espalhadas por aí. Algumas até procedem, mas as que moram no coração púrpura, pode crer – homem pode até chegar próximo, mas tocar será difícil. As tentativas são válidas, faz parte da conquista. Pode ler os pergaminhos, dizer que chorávamos e secávamos as lagrimas em lencinhos de linho. Mas perceber a voz interna de uma mulher é mera especulação. A gente entende, desculpa, e, continuamos esperando que as atitudes melhorem e nos façam realmente felizes – módulo IV.

E para finalizar o curso, pelo menos até o próximo trimestre, a orientação é a de que você, homem, deve repetir a tabuada dos mínimos detalhes. Depois desvendar o caminho das nuvens porque o das pedras deixamos de lado. Ah, você pirou? Pois é, e ainda diz que sabe tudo sobre a mulher. As tantas verdades sobre uma delas é coisa de especialista e para o gênero masculino, pode acreditar, vai continuar na preleção do curso. Louvável, agradecemos, mas vê se consegue ser mais esperto e desenvolver os módulos pessoais, porque adoramos os homens, mas os completos, interessantes e sobretudo especialíssimos.

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perfil

Consultora em comportamento, Escritora, Poetisa, Colunista, Blogueira. Consultora em Desenvolvimento Pessoal. Mestrado em Psicologia Social. Autora dos livros "Essa tal felicidade" em eBook e Mequiel – O caçador de sonhos. bethvalentimcoisademulher.blogspot.com.br