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Mulher que muito agrada

by Beth Valentim em outubro 25, 2010 | 1:36 am

Cuidado, querida, você pode perder a sua identidade

 

Mulher que deseja sempre estar como uma boneca para o homem. Esquece que as necessidades são suas e não do outro. Se ele aparecer, fica feliz, caso contrário, se desespera. Algo está errado com uma mulher assim. Se vive se superando para ser aceita, então, de tanto agradar, vai terminar por desagradar a quem antes lhe achava interessante.

Homem não lhe admira se não estiver com a personalidade construída. Que com um pequeno sinal faz o que quer. Na cama não gosta de uma boneca de pano que aceita seus delírios. Ao contrário, deseja partilhar a sexualidade com quem cuida da autoestima. Se procura um homem que lhe faça a corte como uma rainha, não fique a mercê da satisfação de fantasias excepcionais. Inerte você vai conquistar um projeto de individuo. Se costuma levar para casa um embrulho mal feito, pode estar certa que está precisando enxergar mais do que um palmo diante do nariz.

Mulher gosta de carinho, respeito, reciprocidade e sexo bom. Se o homem não sabe como lidar com as necessidades femininas, é porque não tem acompanhado os rumos tomados durante tanto tempo. Não é porque alcançou a liberdade que tenha deixado a sensibilidade de lado. Durante séculos foi lapidada e hoje é pedra preciosa. Boca fechada é coisa do passado. Mulher contemporânea sai atrás do que é seu e deseja retorno. Sensibilidade fêmea tem pitadas de sabedoria, até porque é repleta de estratégias que podem obter melhores resultados. Jogo sujo? Não, apenas aprendeu a transitar no tabuleiro da vida. Se antes as “ordens” eram ditadas e aceitava, hoje reflete e rebate – é mais seletiva e mesmo cansada das múltiplas funções não quer retornar ao ponto de partida.

Veja bem o que gostamos que você, homem, faça por nós:
- Gentileza é fundamental, seja no chão da sala ou na cama.
- De carinho não abrimos mão, porque mesmo resolvidas profissionalmente gostamos de ser cuidadas e acariciadas em todos os sentidos.
- Bom humor é o brilho do homem que leva qualquer mulher ao delírio.
- Detalhes – nesse caso, querido, se esforce, porque ficamos em êxtase com pequenas coisas que nos fazem mulheres gigantes.
- Sinceridade – seja homem suficiente para dizer as verdades. Sabe aquele estado “meia bomba”? Pois é, mais ou menos assim que vemos você quando mente para nós.
- Dizem que adoramos vagabundos: De certa forma, sim, mas apenas “naquelas horas” em que trocamos profundas delicias.
- Integridade e respeito – um pouco de cada é muito menos do que esperamos, se quiser conquistar uma ELA – mulher excepcional – vai ter que exercitar e se superar…

Ficaria por aqui descrevendo muitos itens que nos levam para os braços musculosos, mas o homem pode fazer muito mais do que tem feito. Admiração é algo que A mulher não abre mão, e, se quiser ter UMA por perto, vai ter que modificar o jeito de só querer investir no próprio patrimônio.

Existe homem tão qualificado para uma ELA?A resposta é “sim”. E o equilíbrio é a ordem. Uma pitada de cafajeste, honestidade e amizade. O mix de homem delicado e com o perfume do elixir da sedução. E quanto a nós – Somos tão difíceis assim? Homem preste bem atenção: Queremos ser valorizadas. Olhadas como se fosse a primeira vez. Elogiadas. Amadas com o desespero da paixão. Se isso é pedir muito, então, fica difícil entender você – já que as supostas teorias dizem ser tão objetivo e rápido para realizar as coisas do mundo. Aprenda de uma vez por todas que somos guerreiras e vencedoras. Nos equilibramos no salto agulha e escorregamos no peito daquele que nos declara amor. É fundamental, caro homem que vive a dizer que somos complicadas – se deixarmos de lado os trejeitos dos altos e baixos, você vai ficar perdido. Por essa razão não mudamos por completo. Como teríamos UM por perto?
É bom parar de querer resolver os dois mundos, ELE. Do feminino cuidamos nós. Já não é um bom ponto de partida? Então, olhe um pouco mais para o seu umbigo, que, no final, tudo dá certo.

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Os mistérios do amor

Vai competir com o amor, querida? Pois saiba, vai perder. Somente ele sabe do seu destino.

by Beth Valentim em outubro 10, 2010 | 11:00 pm

Quando era menina conheci um jovem tão menino como eu. Ele era tão lindo, charmoso. Tinha o andar interessante demais para derrubar um paredão formado de garotas. Seu jeito parecia ser de metido, tinha uma família de posses e eu apenas uma jovem que lutava para conseguir suas coisas, as poucas que podia. E por tantos anos eu o jamais esqueci. De vez em quando me vinha na lembrança seus olhos verdes que tanto adorei olhar. Sonhava com um pequeno beijo roubado no dia que fiz quinze anos.

Alguns anos mais tarde nos encontramos e trocamos outros beijos. Ele em outra, completamente. Estava mais vivido e muito bonito ainda. Eu havia começado um namoro desajeitado, esquisito mesmo, e, insisti em viver uma vida com essa pessoa. Aqueles enganos sobre os quais sempre escrevo por aqui, as tais escolhas erradas. Mais um monte de anos emaranhados se foi e como era de se prever, meu relacionamento terminou. E fui para lá e para cá tombando em cada esquina da vida. Superando feridas que soravam sobre a pele de mulher combalida. Mas não podia olhar para trás. Tinha que recomeçar doesse o que doesse.

E me vi sozinha, coisas do amor retirado, decepado, guilhotinado. Você já deve ter passado por isso, não é querida? Dói mesmo. Faz a gente se contorcer por dentro e chorar. E me enchia de esperança nas noites insones pedindo ao pai do céu para me acalmar. Tinha que trabalhar, pagar minhas contas. Ninguém por perto poderia fazer isso por mim.

Quase dois anos depois conheci um homem encantador. Me fez ver que eu valia a pena. Fazíamos amor milhões de vezes por noite. Éramos imbatíveis. Eu jurava: Tinha encontrado o amor. E o tal sentimento vaidoso saiu de fininho por entre as lacunas da existência e me deixou viver a perda atroz de emoções jamais dantes navegadas. Mas sabe como é, amor é sentimento que entra, seduz, deixa marcas e sai conforme o seu desejo. Sempre no comando.

Dali em diante entendi que tinha que fazer diferente. Que não poderia mais ter alguém ao meu lado se não fosse para ser feliz. Chega de escolhas erradas, homens sem dignidade e covardes. E fui construindo meu futuro. As feridas se transformaram em lutas insanas e hoje estou fortalecida e tenho orgulho de mim.

Foi então que o tal sentimento vaidoso e com seus mistérios me fez reencontrar aquele menino que descrevi no inicio do texto. Muitos anos depois e saímos para jantar. Trocamos letras lindas por e-mails. Ele escreve bem e esse é um item que me fascina. Você acredita que se achou apaixonado por mim? Disse claramente e não acreditei. Claro, já me defendia das emboscadas do amor. Contei meus segredos e ele fez o mesmo. Confiança, magia, entretenimento, coisas que ninguém explica. Ficamos unidos como jamais fomos e depois de alguns dias, tudo chegou ao fim, mais uma vez. Saímos e insistimos em colocar em pratos limpos o namoro do passado. E entendi que existem amores que são da alma e não da carne. E ao fazermos amor, sexo nem conseguimos, percebemos que a nossa amizade era para sempre. Algo tão profundo construído no passado que os desgovernados dias do presente não conseguiram apagar. A inocência de uma menina que escreveu o texto de sua história. Tem vezes, amiga, que não dá para voltar atrás.

Nos afastamos, mais uma vez, mas entendemos tantas coisas. Que os mistérios do amor são intransponíveis. Que a vida nos oferece oportunidades e depois nos tira. Que nos dá mensagens novas ou antigas, mas não podemos transcrever à nossa maneira as emoções que partiram. E tivemos a clareza de que ficou tatuado no céu o nosso amor de adolescentes. Algo que deixa os rabos de cometas desesperados e fugidios. As nuvens se trombam e deixam cair faíscas. As estrelas piscam sem parar. É o universo que aplaude a vida. Os desejos sublimes que ainda existem. E mesmo que o ser humano tão hipócrita queira destruir a dignidade, não dá para resistir a algo bonito, elegante e repleto de sentimentos dignos. The end com a finalidade de crescer.

Amor. O meu, o seu, ELA querida. Tanto faz como o viva, seja forte. Saiba se despedir de um que não tem como reviver. Viver. Superar. A vida está ofertando passaportes para que seja feliz. A minha história pode ser a sua, a de tantas mulheres que ainda choram porque perderam alguém. Não faça mais assim, lute! Se desfaça de pequenos detalhes que não lhe fazem bem e dê a volta por cima. Vai competir com o amor, querida? Pois saiba, vai perder. Somente ele sabe do seu destino. E o tempo vai lhe dar as respostas, porque como um sábio irá despejar sementes para plantar. Em seu canteiro pessoal – O que realmente vale à pena.

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perfil

Consultora em comportamento, Escritora, Poetisa, Colunista, Blogueira. Consultora em Desenvolvimento Pessoal. Mestrado em Psicologia Social. Autora dos livros "Essa tal felicidade" em eBook e Mequiel – O caçador de sonhos. bethvalentimcoisademulher.blogspot.com.br