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Vadia ou disciplinada

na maioria das vezes eu transaria comigo…

by Beth Valentim em agosto 29, 2010 | 10:08 pm

Às vezes uma às vezes outra.
Impura ou repleta de bênçãos sou mulher inteira.
Tem dias que sou maravilhosa, outros que nem me suporto.
Mas em sua maioria eu transaria comigo.

Talvez me achem metida, não importa. Sei que lutei bastante para competir no mercado de trabalho e me sinto fascinante na maioria dos dias. Bonita por dentro eu sou, por fora tento todos os dias encontrar a maneira de me achar estonteante. Quando a alegria despenca estico o canto dos lábios com uma fita crepe como um sorriso. Fico tão ridícula que começo a rir. É o melhor remédio conseguir se fazer de engraçada quando as coisas dentro de si mesma se remexem de dor. Loucura? Que nada! Mulher sabe o quanto dói ser feminina, enfrentar os homens, vestir saia e calças – a dualidade insistente que vai permanecer por muito tempo. Que dirá suportar ser marretada por se dar a um homem por um dia, uma noite. Mas se me sinto feia por isso, sonho com as princesas que residem em mim e lembro que a borralheira se casou com o príncipe. Esta sim era esperta, se fez de boba e depois venceu. Que tal dar uma de mulherzinha de vez em quando? Driblar o ditado “a ferro e fogo”, flexibilizar as emoções e não se cobrar demais.

E com o tempo fui me achando melhor do que antes. Deliciando manjares com calda. Sentindo os sabores das divinas gostosuras da vida. Me refiz dos tempos do passado – Em vez de ficar chorando porque perdi, me sinto aliviada, e, menos um peso para carregar. Se estiver no meio do fogo cruzado e sair machucada, acredito que vou ter momentos para cuidar das feridas. Há um bom tempo não me dava a esse luxo. E se não me quiseram por algum motivo, saio como a mais doce vampira da noite e aqueço o corpo dançando blues. Ritmo sensual que me recompõe – Tipo streap tease mexendo os contornos. Mas pode ser tango, hip hop ou musica de raiz. Vai depender do humor, hormônios e coisa e tal.

No mais sou liberta de dogmas do passado. Luto. Enfrento. Atiro pedras e peço perdão.
Pelo menos com o tempo aprendi a me redimir sem culpas, estas não fazem mais parte de mim. Me açoitar porque errei? Jamais! Sou humana e tenho o direito de pecar e ser absolvida.

Quando fico cansada do silencio do meu coração vou ao playground e me divirto. Homem bonito que me seduz e diz que sou gostosa. Beijos doces e sutis – Os que me deixam molhada. O que me interessa é ser feliz.

Curto meu trabalho. Tudo o que conquistei como ELA e que me fez vencer e admitir, enfim, que sou ótima no que faço. Não preciso mais esconder meus valores, eles existem e pronto. Aceito e agradeço. Que venham todos. Não tenho mais vergonha de mim.

Se me sinto frágil ofereço tempo para me recuperar. Tiro forças até do ultimo suspiro. A esperança é o lema primordial.

Vadia ou disciplinada sou eu, você. Um dia saímos por aí como cortesãs da vida que se perfumam um pouco demais, mas tem gente que gosta. Outros somos disciplinadas na medida certa para não cansar. Nos que restam olhamos no espelho e aplaudimos a UMA que se tornou sucesso. A vencedora que tem detalhe de sobra para doar.

Mulher com o jeito feminino. A moeda forte e dona do passaporte para entrar no paraíso das estrelas que brilham e enfeitam o céu. Já teve duvidas sobre suas adversidades e talentos? Então, agora basta. Todos valem à pena. Quando se sentir em duvida divirta-se no playground da vida. Ameniza as curvas, músculos, peitos, bundas, que dirá a alma e o espírito, é só tentar.
Esse é mais um tributo a mulher vadia e outro a disciplinada. O mix das vencedoras e seguras.
Que se danem as ameaças internas, vamos ser livres. Construir o mundo pessoal que vai impedir que olhos tortos possam desviar nossas condutas e nos direcionar para séculos atrás. Eu hein, nem pensar. Vadia ou disciplinada o melhor a ser é A mulher delicia. O restante a gente conquista. Alguém duvida?

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Fugitiva

by Beth Valentim em agosto 12, 2010 | 12:04 pm

Fugitiva jamais serei. Aprendi a ler melhor o testamento de minha vida. A construir o esqueleto feminino como meu alicerce. Ossos fortes, flexíveis e cheios de charme. Sobre eles estendo a carne, despejo o sangue quente e estico a pele sedosa que se expande entre vestidos de seda. Meu ventre está ocupado de tolos desejos e alguns repletos de volúpia. Cada costela tem seu sentido e um deles é poder guardar o que tenho aqui, bem dentro de mim. E agora sei, vale ouro.

Fugitiva do amor não posso estar. Nem andar por estradas vazias sem olhar pelos lados ou quem sabe nos mares ou viajando pelo céu ou me preenchendo de fábulas quando leio livros encantadores.

Sobre os homens quero ter a certeza de que são possíveis ou impossíveis, de acordo com as minhas possibilidades de suportar. Se for um bom encontro, que eu curta na paz. Se for para me perturbar, deixo quieto e nada mais acontece. Eles são diferentes e com os corações objetivos não entendem nossas fragilidades, portanto não adianta competir. Cada esforço que tenho feito é para aprender a me defender. Não mais me ponho no “front” para ser atingida por flechas venenosas, afinal aprendi a ser a mulher que sabe como viver.

Em primeiro lugar está a minha autoestima. A saúde emocional que oferece o alicerce para não desistir do que começo. Tenho metas, planejo e a esperança, como se diz, é a ultima que morre. Mas aprendi a observá-la como a primeira que vive. Dessa maneira me proponho a escutar o que vem de dentro e fazer explodir coisas boas, o que deseja me destruir, pego o escudo de bronze gravado a diamantes – Vencedora – e não deixo que ultrapassem o limite do meu espaço.

Fugitiva fui. Toda mulher já teve seus dias assim. Olhos vendados para o que está na cara e se fazendo de boba e deixando de lado as conquistas. Pior é desfazer da alegria e viver com a tristeza a tiracolo como se fosse a nobre parceira.

Sabe, amiga?
Não tenha medo de enxergar a verdade. Dói mesmo, fazer o quê? Ela tinge a existência de transparências e as opções ficam mais claras. Se continuar a tocar a vida sem cuidados, dando a cara para bater e se esfolando toda de tantas feridas, não vai conseguir ficar em pé por muito tempo. O amor próprio é uma dádiva e não se deve deixar de lado esse potencial que se arrisca por nós e quer de todo jeito nos fazer felizes.

Não perca tempo se vingando de homens idiotas. Programe seus dias para conquistas. Pense bem: Este já me tirou horas de crescimento. Sabe como o tal ele age quando reage como desesperada? Vira o rosto e segue em frente, porque nem está aí para a vida do próximo, que dirá da próxima vitima ou anterior. Só quer o “bem bom’ e o que lhe dê satisfação.

Se está tentando investir o seu tesouro pessoal em pessoas que não são admiráveis, não perca tempo, vire a página. E quando der a curiosidade de investigar o passado, mexer no bolor que fede e só te faz mal, pense no que ainda tem pela frente, o futuro brilhante, capaz e que pertence a uma mulher impressionante. Simplesmente você. Isto não basta?
Não guarde no coração o que não se deve guardar, guarde amor, guarde paz e siga em frente, mulher.



perfil

Consultora em comportamento, Escritora, Poetisa, Colunista, Blogueira. Consultora em Desenvolvimento Pessoal. Mestrado em Psicologia Social. Autora dos livros "Essa tal felicidade" em eBook e Mequiel – O caçador de sonhos. bethvalentimcoisademulher.blogspot.com.br